4 atitudes para você sair do cheque especial sem dívidas!

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Não há como negar. Quando estamos no aperto, a tentação de pegar o cheque especial é quase que instintiva. Afinal de contas, é um dinheiro de fácil retirada, disponível a qualquer momento e pré-aprovado pelo seu banco. Basta se dirigir a um caixa eletrônico, digitar a sua senha e, como em um passe de mágica, todos os problemas financeiros são resolvidos. Esse é o motivo que leva cerca de 40% dos brasileiros a utilizarem esse serviço todos os anos, de acordo com pesquisa feita pelo site Meu Bolso Feliz.

Acontece que a sensação de resolução de problemas é apenas imediata e logo você terá que lidar com os fatos. Pegar o cheque especial significa ter que mudar completamente a sua postura nos próximos meses. Caso isso não ocorra, você terá dado início a uma verdadeira bola de neve, já que os juros dessa operação, que são os mais caros do mercado, podem facilmente sair do controle.

Usou seu cheque especial e acumulou dívidas? Para que você consiga sair dessa situação sem entrar no vermelho de outras formas, listamos dicas que irão ajudá-lo a fugir do cheque especial e das consequências que ele traz.

1 – Tenha uma boa conversa com o seu gerente

 

A inadimplência não é benéfica para ninguém. O banco perde, já que você terá um débito não pago com ele e, possivelmente, deixará de fazer qualquer tipo de operação com a instituição no futuro. Você também tem muito a perder, já que encontrará dificuldades para conseguir crédito em outras instituições financeiras, além de existir a possibilidade de ter seu nome inscrito em instituições como o SPC e o Serasa.

Nesse contexto, é fundamental que você procure o gerente da sua agência para ter uma conversa. Desta forma, vocês dois poderão encontrar a melhor forma para que a dívida seja paga sem contar a possibilidade de negociar uma redução nas taxas de juros.

Saiba que essa situação é mais comum do que você imagina. No ano passado, o número de pessoas que conseguiu renegociar suas dívidas foi 4,5% maior que em 2012, segundo a Associação Comercial de São Paulo (ACSP). Por isso, vale muito a pena a tentativa.

2 – Faça uma análise das suas despesas fixas

 

A situação ideal é quando a pessoa consegue controlar as finanças pessoais através de gerenciadores financeiros. Desta forma, ela saberá exatamente o destino do dinheiro recebido todo o mês, e terá mais facilidade para cortar gastos.

Quanto eu gasto com lazer? Quais são os custos com alimentos supérfluos ou refeições feitas fora de casa? E quanto eu gasto com celular? Todos esses custos podem ser reduzidos ou cortados, até que você tenha resolvido seu problema com o banco.

A organização financeira não é apenas uma solução para problemas e crises. Se você ainda não adota esse tipo de postura, saiba que os benefícios vão desde um planejamento financeiro melhor para o seu futuro, até a organização para realizar poupanças e investimentos.

3 – Substitua a sua dívida por outra com juros menores

 

Pode parecer que você está fazendo um mal negócio a princípio, mas se a situação estiver totalmente fora do controle, é fundamental que você procure substituir o cheque especial por outra dívida. Como já falamos no início, os juros do cheque especial são os maiores do mercado! Por isso, uma das alternativas é trocá-lo por empréstimos, como o consignado, para que você controle melhor o seu orçamento.

Ao fazer isto, você irá dividir o valor total da sua dívida em parcelas fixas, o que vai facilitar muito o controle financeiro, já que, agora, essa despesa vai entrar no seu orçamento mensalmente, facilitando o planejamento das suas finanças pessoais.

Uma pesquisa feita pelo Procon de São Paulo descobriu que, no ano passado (2013), a taxa média do cheque especial exigida pelos bancos era de 7,95% ao mês. No caso dos empréstimos pessoais, esse valor passou para 5,23%. A diferença pode parecer pequena, mas ao longo dos anos pode ser sentida cada vez mais, e se tornar uma verdadeira bola de neve.

4 – Venda de bens é o último recurso

 

Há casos em que, mesmo realizando todas as etapas anteriores, as pessoas ainda não conseguem cumprir com suas obrigações. Nessas situações mais graves, pode ser que tenha chegado o momento de você avaliar alguns de seus bens e vendê-los para quitar suas dívidas. Pode parecer uma medida triste, mas, se refletir, muitas vezes estes bens podem ter sido a origem do problema.

Um carro ou uma moto, por exemplo, representam custos mensais para o orçamento familiar, isso quando não são diários. Um tablet pode ser desnecessário se você já tem um computador. Faça uma avaliação do que você tem e procure vender todos os itens que representam despesas, ou que você faça pouco uso. Uma alternativa é procurar sites de vendas ou, até mesmo, anunciá-los em suas redes sociais.

Está se sentindo mais seguro para quitar suas dívidas e sair do cheque especial? Agora é hora de mudar os hábitos e ter foco!

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