5 fatos sobre o limite do cartão de crédito

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Cerca de 90 milhões de pessoas têm cartões de crédito no Brasil. E esse número é crescente: todos os anos, o total de adeptos ao “dinheiro de plástico” cresce em média 8% e fortalece a tendência de quase 5 bilhões de transações no setor.

 

Mas essa matemática estrondosa esconde perigos: atualmente, segundo o Serasa, 57 milhões de brasileiros afirmam ter contas em atraso. O fenômeno tem, como uma das explicações, o fato de que muitos consumidores acabam caindo nas teias do crédito rotativo cedido por operadoras de cartões.

 

E a trilha é previsível: tentados a comprar e dividir tudo em “suaves prestações” na fatura, homens e mulheres perdem o controle, atingem o limite dos cartões de crédito, estouram as finanças e, para evitar o rombo bancário, acabam optando por pagar o chamado “valor mínimo” ou mesmo cair na inadimplência.

 

Está nessa situação e quer saber como sair dela? Quer evitar esse transtorno? Acabou de pedir um cartão de crédito e quer saber tudo sobre os seus limites? Então você veio ao post certo. Confira nossas dicas!

 

Entenda como funciona o limite do cartão de crédito

 

Primeiro, é preciso ter claro em mente que o cartão de crédito não é um complemento de renda, é uma forma de pagamento. E que uma vez utilizado, corresponde a um débito a ser quitado.

 

Além disso, é preciso compreender uma diferença: as faturas são mensais, seu limite não. Se o valor do limite estipulado por seu banco é de R$800, por exemplo, e você fizer uma compra de R$700 parcelada em 10 vezes, terá como crédito apenas R$100 até que todas as parcelas sejam pagas e o valor quitado seja reintegrado ao limite.

 

Algumas operadoras oferecem a possibilidade do limite estendido, permitindo que uma compra seja feita mesmo que o valor original tenha sido estourado. É tentador, não é? Mas lembre-se: ceder a esse serviço significa que você terá que arcar com cifras acima das previstas anteriormente somadas, é claro, e mais juros além dos já cobrados no parcelamento das suas contas.

 

Fique atento aos juros: eles são altíssimos

 

Imagine a seguinte situação: uma loja de eletrodomésticos entrou em promoção e você pode, finalmente, trocar a geladeira de casa por uma mais moderna. O pagamento? Claro que pode ser feito via cartão de crédito.

 

Para isso, porém, você vai estourar seu limite. Ainda assim você se arrisca. Pouco depois de a fatura chegar, um imprevisto acontece e, bom, depois de comprometer boa parte de sua renda, vai precisar tirar o dinheiro que ia usar para pagar as parcelas para cobrir o inesperado. O jeito, então, vai ser pagar o chamado “valor mínimo” proposto pelo banco.

 

Essa solução pode parecer viável na hora, mas corre o risco de se tornar um perigo enorme para suas finanças. Isso porque você entrará no chamado “crédito rotativo”, ou seja, a instituição financeira vai ceder novo crédito a você e, claro, incidir novos juros sobre ele.

 

Segundo um levantamento da Fundação Getúlio Vargas (FGV), essa manobra pode significar juros médios que ultrapassam 282% ao ano! Isto é: sua dívida de hoje, se for acumulada e reparcelada sucessivas vezes, pode triplicar após 12 meses!

 

Planeje-se e fuja do problema

 

O próprio banco vai definir seu limite de crédito analisando, entre outros fatores, sua renda e suas transações financeiras, mas há armadilhas aí. As instituições sabem o quanto circula na sua conta, mas não conhecem os seus compromissos econômicos.

 

Exatamente por isso, é bem possível que você receba como oferta um limite que consuma fatia considerável da sua renda. E o ideal é que, na verdade, ele não chegue a 50% dos seus rendimentos. Tente, inclusive, não contar com mais de um cartão de crédito na carteira.

 

Opte por usar o cartão para compras e gastos fixos. Para restaurantes e outras opções mais supérfluas, aposte no débito para não comprometer seu limite e nem arcar com juros por um simples almoço, por exemplo. Evite também pagar dívidas com o cartão de crédito. Caso queira mais tempo para cobri-las, negocie ou opte por pedir empréstimos. Os juros praticados são mais baixos.

 

Faça controle rigoroso dos gastos antes da fatura chegar

 

Peça e mantenha com você os comprovantes de compras no crédito para controlar os valores a serem pagos e tentar não chegar ao limite. Lembre-se: quanto maior o comprometimento desse montante, maior o débito a pagar no próximo mês. E se houver parcelamentos, maiores as taxas com que arcar junto ao banco. Ou seja, maior o dinheiro “perdido”.

 

Tente, portanto, analisar toda compra que realizar. Não aja por impulso. Se você ouvir sempre o apelo do lado consumista e da facilidade do cartão, poderá se aproximar fácil do limite e, assim, se enrolar em contas e se prender a pagamentos de juros que podem parecer invisíveis para você, mas que são evidentes na ponta do lápis — faça as contas. E lembre-se também de pagar as faturas em dia: atrasos podem custar muito caro para você no próximo mês.

 

Mantenha uma distância segura

 

Margem de segurança. Você precisa contar com uma. E para isso vale lembrar até mesmo daqueles conselhos de avó: “nada de excessos, hein?”. Chegar ao limite do seu cartão é comprometer seu dinheiro e se submeter às regras e cobranças de instituições financeiras, nada baratas, por um bom tempo.

 

Portanto, o interessante é estabelecer para você que o limite não será alcançado e que uma porcentagem será resguardada. Isso pode significar, inclusive, um pouquinho de capital para que você possa poupar.

 

Se bater a vontade de fazer uma loucurazinha, como no caso da geladeira hipotética que mencionamos acima, pare para refletir e analise suas possibilidades. Pense, por exemplo, se realmente precisa adquirir o item agora; com que frequência as promoções acontecem; e se não vale a pena, por exemplo, juntar o valor para adquirir a geladeira mais tarde, em outro saldão, à vista. Com isso, você acaba garantindo descontos!

 

Um consumidor capaz de pagar faturas todos os meses também é capaz de poupar. Só precisa se educar para isso. Lembre-se sempre de que imprevistos estão à espreita e você pode precisar do cartão para cobri-los.

 

Aumento do limite: você precisa disso?

 

Você teve um aumento considerável de renda e já quis logo correr para a agência bancária pedindo aumento do limite. Segure a onda! Pense primeiro em todas as contas com que precisa arcar por agora, se não há investimentos mais interessantes para se fazer com o dinheiro extra ou se não vale a pena, inclusive, poupá-lo.

 

Todas essas escolhas soam mais viáveis. Se ainda assim julgar que realmente precisa expandir seus limites no cartão, procure sua instituição financeira e faça a solicitação. O “sim” vai depender de uma série de fatores que, inclusive, você também pode analisar antes de ampliar possibilidades de crédito. Em geral, para as instituições financeiras, alguns critérios envolvem a frequência no uso do crédito rotativo e na adesão a cheques especiais, o pagamento em dia (ou não) de faturas, o cumprimento de compromissos com financiamentos, etc.

 

E você? Já passou por alguma situação complicada com os limites do cartão de crédito? Depois de ler esse artigo, está pronto para mudar alguns comportamentos? Deixe sua opinião nos comentários!

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