5 hábitos que acabam com o seu dinheiro

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Do momento em que você acorda até a hora em que vai para a cama existe uma força oculta te impedindo de ter mais dinheiro: são os seus péssimos hábitos.

 

Caraca! Mas assim, sem nem chamar de meu bem? Ela nem esperou eu terminar de ler e já vem com essa patada?

 

E olha que hoje eu tô fofa!

 

Este é um texto feito pra quem já procurou a solução para os problemas financeiros em tudo quanto é canto, reclamou com o gerente do banco, brigou com a namorada, pediu ajuda para o pai, pediu aumento e mesmo assim continua tendo problemas com dinheiro. Alguma semelhança com a sua vida?

 

O que pouca gente te fala (e é pra isso que eu tô aqui) é que quanto mais você culpar “a área externa” ou seja, a inflação, o governo, o salário mínimo, o mala do seu chefe, etc… mais longe estará de encontrar a solução.

 

Sim, o problema é você. Pronto, falei. E eis aqui neste lindo post que se inicia agora alguns dos hábitos mais prejudiciais para a vida financeira de qualquer pessoa.

 

Se você ainda não foi embora, parabéns! Você está alguns parágrafos mais próxima (e próximo) de encontrar o equilíbrio financeiro.

 

1. Gastar o equivalente ou mais do que ganha

 

A pessoa ganha R$2.000 e gasta quanto? R$2.000. Um ano depois essa mesma pessoa recebe um aumento, passa a ganhar R$2.800. Ai eu te pergunto: quanto essa pessoa vai gastar por mês?

 

a) R$2.000, claro! Assim ela consegue poupar os R$800,00 e fazer coisas incríveis!
b) R$2.800, óbvio. Pra que ela vai guardar o resto se agora ela ganha mais?
c) R$3.000, com certeza. Agora ela ganha mais e pode se dar alguns luxos extras.

 

Se você respondeu A, parabéns. És uma pessoa consciente. Se você respondeu A só porque sabe que é o certo a se fazer, mas jamais faria isso, parabéns também. Você é um ser humano normal, mas pode ser melhor. Se você respondeu B ou C… que sorte a sua esse texto ter chegado à sua vida nesse momento… você precisa de ajuda!

 

Seguinte: rica é aquela pessoa que tem riqueza, bens, patrimônio. De preferência um patrimônio que gere renda passiva (quando o dinheiro trabalha por você e não o contrário). Até aí, nenhuma novidade, né? O que acontece é que muita gente acredita que possuir objetos, carros, roupas e frequentar restaurantes/baladas caros ou gastar muita grana de uma vez, confere à elas a mesma riqueza dos ricos de verdade. Essas pessoas estão se enganando e pior: estão empobrecendo tentando parecer ricas.

 

Pra ter dinheiro de verdade sobrando, a regra é clara:

 

Tem que sobrar dinheiro no fim do mês e fazer cada vez mais dinheiro com o dinheiro que sobra.

 

Dica importante! Toda vez que seu salário aumentar, aumente também o valor poupado todo mês. Veja o exemplo e substitua pelos valores do seu salário/ganho mensal. Se quando ganhava R$1.000,00 você poupava R$50,00 (e conseguia viver), agora que ganha R$1.500,00 passe a poupar R$200,00. Você multiplicou por 4 o valor poupado e ainda ganhou R$350,00 pra fazer o que quiser!

 

Se antes você gastava R$950,00 vai passar a gastar R$1.300, sem medo de ser feliz.

 

Uma história breve (que eu vivi) pra te inspirar.

 

Na minha longa vida de bons tratos com o dinheiro, aplicar essa regrinha de guardar mais cada vez que meu salário aumentava só me trouxe alegrias. Ainda na faculdade de jornalismo eu tive a oportunidade de ter dois ganhos fixos mensais: era estagiária no SBT (valeu, Silvio), ganhava R$800,00/mês aproximadamente e fazia entrevistas aos finais de semana para a TV Jóquei (se vc der um google talvez me ache lá bem novinha), o que me garantia um extra de aproximadamente R$1.200,00 a R$2.000/ mês.

 

O que eu fazia? Vivia com o salário de estagiária e poupava TODO O SALÁRIO DO JÓQUEI.

 

Em quatro anos, com esse dinheiro aplicado, comprei junto com meu ex marido o nosso primeiro APARTAMENTO À VISTA. Eu tinha 23 anos.

 

2. Desmerecer os pequenos gastos do dia a dia

 

“Ah, mas é só um shampoo de R$17,00”.
“Ah, mas é só uma cervejinha depois do trabalho”.
“Ah, mas é….” preencha como quiser.

 

ATENÇÃO! Ninguém tá dizendo que não é pra lavar o cabelo, que não é pra se divertir com os colegas de trabalho, que não é pra fazer isso ou aquilo. A intenção aqui é fazer você perceber que cada pequena decisão de compra tomada por impulso vai ter um preço e não é barato.

 

R$5,00 por dia nessa brincadeira de “é só mais…” são R$150,00 no fim do mês e R$1.800,00 no final do ano.

 

Dica: se a ideia é se divertir, coloque um teto para diversão no mês e faça valer cada centavo se divertindo MESMO!

 

Aplique a mesma regra para todos os setores: ALIMENTAÇÃO, BELEZA, MORADIA, ETC.

 

3. Desperdiçar

 

Sua mãe já falava, seu pai brigava… ai você cresce, vai morar sozinho ou casa e faz o que? Deixa a luz acesa, deixa a TV ligada, compra mais comida do que seu estômago é capaz de comportar… Toda vez que você desperdiça, joga dinheiro no lixo.

 

Pare com isso.

 

4. Poupar e não investir

 

Não sobrar dinheiro no final do mês é péssimo, mas se quando sobra você simplesmente deixa esse dinheiro lá na poupança ou num título de capitalização (cuidado, isso pode doer) você está assassinando o seu dinheiro.

 

Não, você não se tornou um serial killer financeiro porque queria. Você só não teve acesso à informações melhores.

 

O Me Poupe! entra justamente aí. No blog, no canal do YouTube (inscreva-se aqui de graça) e no programa na rádio (OUÇA AQUI) a ideia é traduzir o que o gerente do seu banco não te explica e te dar as ferramentas necessárias pra que você consiga fazer o seu dinheiro trabalhar pra você.

 

5. Parar de estudar e aprender

 

Já percebeu que quando você estava na escola todo ano algo de novo e mágico acontecia com você? E na faculdade então? É como se a velocidade dos acontecimentos fosse muito mais veloz!

 

O dia em que eu comecei a relacionar o meu aprendizado diário dentro da empresa em que eu trabalhava e meus estudos financeiros com a minha capacidade de ganhar dinheiro, minha cabeça explodiu.

 

Eu percebi que era capaz de editar, escrever, roteirizar, dirigir, produzir, vender, apresentar, ensinar conceitos financeiros difíceis de um jeito simples, maquiar, escovar, depilar, cozinhar e ainda fazia embaixadinhas, um sucesso! kkkk

 

Não precisa ser um estudo pago. Aprender todos os dias significa pesquisar algo novo, manter o hábito de tirar pelo menos parte do seu dia pra se dedicar a aprender mais sobre alguma coisa, como finanças, por exemplo.

 

Veja só:

 

Nos Estados Unidos uma universidade fez uma pesquisa com 100 funcionários de uma empresa. Eram pessoas bem humildes que sabiam em média 400 palavras, um repertório bem limitado. Eles dividiram essa turma em dois grupos: a cada semana um dos grupos aprenderia 20 palavras.

 

Resultado: um ano depois as pessoas que aprenderam as palavras novas tinham um salário em média 45% maior e boa parte delas teve a vida transformada.

 

Por que?

 

Além do aprendizado em si, que é revigorante e dá aquela sensação de “sair do lugar”, ao aprender novas palavras o seu raciocínio também ganha um repertório maior, encontra soluções mais rapidamente, compreende com mais facilidade, assimila mais informações e é mais capaz de dar opiniões. O relacionamento melhora (principalmente dentro de uma empresa), as pessoas criam laços mais estreitos com os seus superiores e assim, as coisas mudam. Tudo porque aprenderam algumas novas palavras.

 

Coitado do grupo que não aprendeu, espero que eles tenham se empolgado depois de ver o que aconteceu com os colegas!

 

Imagine o que pode acontecer se você aprender uma nova habilidade/técnica e várias palavras todos os meses! Legal né? Sim, é incrível, mas você precisa fazer. Achar isso tudo o máximo e ficar aí sentado depois de ler isso tudo não vai te levar a lugar nenhum.

 

Se você quer mesmo comprovar que largar esses hábitos ruins pode fazer bem para a sua vida financeira, comece agora.

 

Bote hábitos melhores no lugar dos mequetrefes e seja feliz.

 

*Nathalia Arcuri é poupadora por opção, jornalista por profissão e especialista em finanças pessoais por vocação. Criadora do site Me Poupe.

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