5 passos para escolher o melhor investimento

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E então você decide começar a investir, já entendeu que poupança não está com nada e quer ver seu dinheiro render. Ouve falar sobre o assunto, mas não faz a menor ideia por onde começar.

 

Em primeiro lugar é importante entender que não existe “o melhor investimento”, aquela receita pronta que solucionará todos os seus problemas. Um investimento bom para uma pessoa pode não ser adequado para outra. Isso irá depender de quanto tempo você poderá esperar por esse dinheiro, o montante, sua aptidão a risco e é claro, o cenário atual do país. Mas, calma. Não desista ainda. Eu criei 5 passos para te ajudar.

 

1. Defina seu objetivo

 

Antes de escolher um investimento é importante definir qual o propósito para esse dinheiro. É para formar minha reserva de emergência? Comprar uma casa ou um carro? Estou investindo para me aposentar? Esse questionamento é importante para definir quanto tempo você pode esperar e o risco que pode correr durante o período de acúmulo do montante.

 

No mercado existem diversas opções disponíveis e definir esses pontos vai te ajudar a avaliar melhor a escolha dos investimentos.

 

Por exemplo, se seu objetivo é formar uma reserva de emergência, precisa focar em aplicações seguras e com maior liquidez, pois será um dinheiro para te salvar em momentos de aperto ou de oportunidades. Agora, se a sua ideia é programar a aposentadoria, que geralmente é um objetivo de longo prazo (acima de 10 anos), você pode optar por ter uma carteira diversificada, com uma porcentagem de ativos de maior volatilidade, como é o caso das ações e alguns fundos de multimercado.

 

2. Escolha uma instituição financeira

 

Você pode iniciar avaliando as opções de investimentos do seu banco atual, principalmente para a formação da reserva de emergência. Já é um grande passo iniciar pelas opções que já estão disponíveis. Porém, no caso de querer ter mais alternativas de escolha, você pode buscar outras instituições.

 

Tendo clareza dos tipos de investimentos que deseja, busque instituições regulamentadas e que oferecem o tipo de investimento que procura. No caso de títulos públicos, pesquise no site do Tesouro Direto as instituições cadastradas. Se pretende investir em ações, a consulta pode ser feita no site da B3 (Brasil, Bolsa, Balcão – bolsa de valores oficial do Brasil). Se a intenção for adquirir um plano de previdência privada, busque as opções no site da SUSEP (Superintendência de Seguros Privados – que tem a função de supervisionar os mercados de seguros e capitalização).

 

A pesquisa também pode ser feita nos sites da CVM (Comissão de Valores Mobiliários – entidade autárquica que tem a finalidade de disciplinar, fiscalizar e desenvolver o mercado de valores mobiliários), da ANBIMA (Associação Brasileira das Entidades do Mercado Financeiro e de Capitais – responsável por definir uma série de boas práticas para as empresas desses setores, além de oferecer certificações para os profissionais das áreas) e do Banco Central (responsável por regular e supervisionar todo o Sistema Financeiro Nacional), que são as entidades que regulam ou autorregulam o mercado.

 

Por último, compare os custos de cada instituição, como taxa de custódia, taxa de corretagem, taxa de carregamento, taxa de administração, entre outras. Isso te ajudará a verificar as vantagens entre elas e escolher a melhor opção.

 

3. Descubra qual seu perfil de investidor

 

Agora que você já definiu seus objetivos e sua instituição, é fundamental saber qual o seu perfil de investidor. Ao abrir uma conta em uma corretora, existe um processo de identificação de tolerância ao risco. Isso é feito por meio de um questionário chamado suitability.

 

Geralmente, os grupos de investidores são divididos em três perfis diferentes, seguindo critérios como personalidade, tolerância ao risco e o prazo que pretendem deixar o dinheiro investido. Esses perfis são:

 

→ Conservador: tem um perfil avesso ao risco. Até prefere aplicações menos rentáveis, mas que ofereçam segurança e o menor risco de perda possível. Planeja utilizar o dinheiro no curto prazo, em no máximo um ano.

 

→ Moderado: são pessoas mais tolerantes ao risco, que buscam maior rentabilidade, mas sem abrir mão da segurança. É comum, para esse perfil, a mescla de diferentes tipos de investimentos, buscando sempre um equilíbrio.

 

→ Agressivo: é um investidor que possui tempo para esperar a recuperação de possíveis perdas e por esse motivo, escolhe estratégias mais arrojadas de alocação. A pessoa com esse perfil prefere ativos mais arriscados e com alta rentabilidade.

 

4. Busque conhecimento sobre os diferentes tipos de investimentos

 

Para que você tenha sucesso em seus investimentos é importante entender a dinâmica de cada um deles. Você pode começar estudando as classes que escolheu. Se sua reserva de emergência estiver em um CDB (de liquidez diária, ou seja, você pode resgatar quando quiser) ou no Tesouro Selic (também possui liquidez diária), entenda como cada um deles funciona. Se a escolha para um projeto foi de um fundo multimercado, entenda como se comporta esse tipo de ativo e suas variações. O mesmo serve para o universo das ações e outras aplicações.

 

É fundamental se familiarizar com alguns princípios básicos do mercado, antes de dar qualquer passo. Dedique-se a ler bons livros, fazer cursos e acessar sites e vídeos sobre o assunto. Lembre-se que o maior investimento é aquele que fazemos em nós.

 

5. Pague-se primeiro

 

É importante que o ato de investir se torne um hábito. Que seja intencional e não ocasional. Pare de investir o que sobra e crie uma dívida com você mesmo, com seu futuro e projetos. Seus investimentos devem fazer parte do seu orçamento mensal, assim como os gastos com aluguel, internet e alimentação. Esse é o mindset de sucesso.

 

Por Lucienne Melo | Graduada em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Comércio Exterior pela Universidade Paulista. Atuou na área de planejamento estratégico da Petrobras, responsável pelo controle orçamentário no desenvolvimento de projetos na área de comunicação. Apaixonada por finanças e comportamento humano, hoje atua como Planejadora Financeira Pessoal.

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