6 dicas para que seu filho não seja péssimo com dinheiro

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Educar uma criança não é nada fácil. Porém, com pequenas atitudes e lições dadas durante o crescimento de um filho, pode fazer toda diferença lá na frente. Essa prática serve também para a educação financeira.

 

A educadora financeira Cassia d’Aquino conta em uma matéria feita na Exame, que um bebê de quatro meses já pode começar a ter noções sobre como lidar com o dinheiro. Além disso, a especialista acredita que a educação financeira da criança deve se basear em saber gastar, ganhar e poupar.

 

Confira outros destaques da matéria abaixo:

 

Antes de tudo, quebre o tabu

 

Os pais que querem que os filhos lidem bem com o dinheiro devem, primeiramente, se entender sobre o assunto. “Os casais sempre buscam que o filho seja realizado profissionalmente, feliz, uma pessoa do bem. Idealizam mil coisas, mas nunca pensam sobre como ele irá lidar com o dinheiro. Há um tabu, ou uma suposta concordância dos pais sobre o tema que, na verdade, não existe”, diz Cássia.

 

A educadora lembra de algo primordial: não vale ir desistindo das lições caso a criança não as aceite, a princípio. “A regra que vale hoje, mas não amanhã, dificilmente vai surtir efeito”.

 

Veja abaixo as 6 dicas que Cássia considera essenciais para ensinar seu filho a lidar bem com o dinheiro:

 

1) Resista à tentação do “Mamãe, compra!”

 

Aos 2 ano e meio, Cássia relata que a criança pode começar a entender que é possível comprar coisas gostosas e divertidas com o dinheiro. “A forma como os pais vão lidar com isso pode ser perigosa. Como o afeto do filho é abundante e incomparável nessa idade, os pais tendem a retribuí-lo atendendo a todos os desejos da criança. Mas o problema é que esses desejos irão se repetir amanhã e depois de amanhã”.

 

Ser capaz de adiar um desejo é nada mais do que estimular a capacidade da criança em poupar no futuro. “Ela adia o desejo porque compreende que terá um benefício lá na frente, em datas comemorativas, por exemplo. Mostrar que o tempo passa e se conquista coisas é ensinar que vale a pena esperar”.

 

2) Aproveite o “instinto do trabalho”

 

Também é bem cedo, entre um ano e meio e três anos e meio, que a criança passa pela fase do “instinto do trabalho”, diz a educadora. “A criança sai arrumando tudo pela casa, fica com vontade de trabalhar”.

 

Essa fase é importante para a educação financeira porque, dependendo de como os pais lidam com esse instinto, essa marca pode reaparecer na adolescência. “O jovem pode criar hábitos nessa época que o tornará mais propenso a colaborar nas coisas da casa mais tarde”.

 

A dica é simples: deixar a criança ajudar. “Nessa fase, ela vai encarar qualquer tarefa como uma grande missão e terá foco total em executá-la. Afinal, é um adulto que está confiando nela. Não importa que ela quebre um copo ao tentar lavar a louça. O que é mais importante agora: sujar o chão ou deixar que o filho confie que é capaz de fazer algo, tenha autonomia e consiga resolver problemas no longo prazo?”.

 

3) Mostre o passo a passo antes da solução

 

Os pais costumam, seja por comodidade ou por não suportar ver o filho sofrer, resolver rapidamente qualquer problema enfrentado por ele. Ou, ainda, solucionar qualquer problema relacionado à casa ou à família de modo que o filho não participe desse processo, como forma de poupá-lo de preocupações.

 

A melhor maneira de ensinar é mostrar o passo a passo de como os problemas são solucionados. E, quando a criança pedir ajuda, perguntar: “O que você pode fazer para resolver esse problema?”. “Quanto maior for a capacidade dela de resolver problemas, maior será a sua capacidade de ganhar dinheiro no futuro”.

 

4) Deixe a criança participar, mas não muito

 

Uma forma de ensinar a criança a lidar com o dinheiro é deixá-la contribuir aos poucos com tarefas que se relacionem com aquisições, como ajudar no planejamento das férias e nas compras do supermercado, diz Cássia.

 

É importante que essas atividades sejam limitadas, para não sobrecarregá-las. Cássia não indica mostrar as contas da casa para a criança como forma de indicar que os pais estão gastando muito e não há espaço para uma aquisição que o filho queira. “É muito cedo para isso. Cria nas crianças um sentimento de culpa”.

 

A partir dos três anos, por exemplo, Cássia explica que a criança pode ajudar a planejar as compras do supermercado. “Aproveite o “instinto do trabalho” e peça para ela verificar se é necessário comprar sabonetes e dê a ela uma missão antes de entrar no supermercado: comprar o item. Ela vai ficar tão focada nisso que não vai ter tempo para querer tudo o que vê. E mais importante: vai perceber que a compra exige planejamento”.

 

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