Ações: investir direto ou investir via fundos?

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Uma das principais dúvidas daqueles que iniciam no mundo dos investimentos é como começar de fato e em que investir. Nesse momento inicial é muito comum que esse público tenha interesse, ou pelo menos curiosidade, sobre investimento em ações. Investir em ações significa virar sócio de determinada empresa, a finalidade do investimento é ter participação no negócio. Ao contrário dos investimentos de renda fixa que são basicamente títulos de dívidas, isto é, você “empresta” seu dinheiro para determinada instituição (pública ou privada) que lhe pagará juros por isso.

 

O mercado acionário é um instrumento capaz de proporcionar altos rendimentos, mas dentre as classes de investimentos financeiros existentes é a mais sujeita a oscilações. Portanto ter conhecimento sobre o assunto e uma boa estratégia é fundamental para ter sucesso nos investimentos e, principalmente, evitar frustrações sobretudo nos investidores principiantes. Existem duas alternativas para se investir em ações, a compra direta ou através de fundos. Cada uma delas apresenta suas características e particularidades. Vamos falar um pouco sobre cada uma para que possa refletir e definir qual faz mais sentido para você.

 

Qualquer um pode comprar ações, basta abrir uma conta em uma corretora independente ou utilizar a corretora do próprio banco e emitir as ordens de compra. Já nesse primeiro momento é importante se informar sobre custos operacionais para operar ações. Utilizar meu banco ou uma corretora independente (plataforma aberta)? Evidentemente utilizar corretoras independentes para esse tipo de operação fará mais sentido para você por conta de menores custos operacionais normalmente proporcionados, além da possibilidade de contar com a ajuda de assessores de investimentos ligados diretamente às corretoras.

 

Investindo direto

 

Mas qual seria na prática a diferença entre comprar ações por conta própria ou utilizar fundos? Ao comprar diretamente as ações você, através da sua interpretação, está definindo quais títulos irão compor a sua carteira e é você quem emite as ordens de compra e venda. Se os seus critérios de avaliação fazem sentido ou se a maneira como diversificou seu portfólio é eficaz, somente o tempo dirá. Os dividendos serão pagos a você e a tributação acontecerá no momento da venda das ações com alíquota de 15% sobre a rentabilidade. No aspecto tributário investir por conta própria apresenta uma vantagem em relação a fundos porque aqueles que vendem no máximo R$ 20.000,00 em ações por mês estão isentos de imposto de renda.

 

Investindo via fundos

 

Investindo através de fundos você delega os cuidados do seu dinheiro para uma equipe de gestão especializada que seguirá a política de investimentos do fundo em questão. Dessa forma o fundo compra e vende ativos utilizando seu dinheiro e você passa a se tornar um cotista. O fundo que performa bem proporciona a valorização das cotas. A equipe de gestão acompanhará o mercado e tomará as decisões de compra ou venda de ativos por você, além disso cuidará do rebalanceamento da carteira.

 

A figura do gestor é como a de um técnico de futebol, ele escolherá os melhores “jogadores” (aplicações financeiras) para montar seu time. Quando determinado jogador não estiver performando bem ou quando for necessário mudar a estratégia do “time” o técnico fará as devidas substituições. Podemos utilizar essa analogia para o conceito de rebalanceamento de carteira. E como que seu time ganha o jogo? Quando a rentabilidade do fundo bate o índice de referência (Ibovespa ou IBX para fundos de ações ou CDI para fundos de renda fixa ou multimercados)

 

A utilização de fundos possibilita a diversificação dos investimentos mesmo para aqueles que não possuem valores baixos para investir. Essa é uma grande vantagem de utilizar esse mecanismo, pois com pouco dinheiro e investindo por conta própria você ficaria muito concentrado em poucos ativos diferentes. Além disso, gestores são profissionais de mercado com muito conhecimento e expertise para tomar decisões, não que isso os impeça de errar ou adotarem estratégias equivocadas. Ao investir utilizando fundos tenha em mente que rentabilidade passada não garante rentabilidade futura e por mais que o histórico seja excelente, está sujeito a oscilações.

 

Conclusão

 

Não existe melhor opção, existe aquilo que mais se adequa a sua realidade e funciona bem para você. Investindo sozinho ou contando com fundos, o objetivo é dar o melhor destino possível para seu dinheiro, destino este que esteja alinhado com o propósito pelo qual está sendo poupado. “Estou investindo porque quero ter tranquilidade na aposentadoria” ou “pretendo comprar um imóvel em alguns anos”, são alguns exemplos. São ilimitadas as motivações que podem te levar a investir seu dinheiro, lembre-se que para ter sucesso e alcançar esses objetivos sua estratégia de investimento tem que estar bem ajustada com os mesmos.

 

*Felipe Modenese é Planejador Financeiro na Alphamar Investimentos. Graduado em Engenharia pela Universidade Vila Velha. Atuou na Petrobras e possui vasta experiência no mercado imobiliário.

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