Ainda vale a pena contribuir com o INSS?

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Em meio às discussões sobre a Reforma da Previdência e possíveis alterações em relação à Previdência Social, muitos contribuintes têm dúvidas quanto a valer ou não a pena continuar a contribuir com o INSS. Afinal, o que é melhor: contribuir com o INSS ou buscar alternativas de Previdência Privada?

 

Para responder a esta pergunta de maneira assertiva, é preciso que você entenda, em primeiro lugar, como funciona o INSS e que conheça as alternativas disponíveis para conquistar uma aposentadoria tranquila financeiramente. E foi pensando em ajudar você a tomar a melhor decisão em relação à Previdência que produzimos este artigo.

 

Continue a leitura para saber mais sobre a Previdência Social e descubra se ainda faz ou não sentido contribuir com o INSS! Vamos lá?

 

INSS: o que é e como funciona?

 

O Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) é uma autarquia do governo Federal que garante aos cidadãos brasileiros o acesso aos benefícios da Previdência Social. Seja para os trabalhadores assalariados ou servidores públicos, é o regime da Previdência o responsável por fornecer aos contribuintes o pagamento de benefícios – como o auxílio-doença, a pensão por morte e a aposentadoria.

 

Atualmente, existem dois regimes dentro da Previdência Social: o Regime Geral e o Regime Próprio. Para o primeiro, o benefício teto mensal a ser pago para o cidadão é de R$ 5.531,31, enquanto o segundo mantém um teto de benefício superior a R$ 33 mil, cujos valores são definidos a partir do salário dos juízes do Supremo Tribunal Federal (STF).

 

Esta grande diferença entre os regimes, inclusive, é um dos principais motivos pelos quais se defende uma Reforma da Previdência.

 

No formato atual da Previdência, têm direito a se aposentar por idade mulheres a partir de 60 anos e homens a partir de 65 anos, desde que tenham contribuído por, ao menos 180 meses com o INSS. Também é possível se aposentar por tempo de contribuição: 35 anos para homens e 30 anos para mulheres, sem idade mínima.

 

É importante destacar também que a contribuição para o INSS é obrigatória para a maior parte das pessoas. Se você for assalariado, por exemplo, há o recolhimento do INSS diretamente no holerite.

 

A Reforma da Previdência

 

A Reforma da Previdência é um assunto polêmico, e não cabe a este artigo dizer se a Reforma é ou não positiva para o país. Apesar disso, é importante que você entenda o que está em jogo e o que pode mudar em um futuro breve – sobretudo se você ainda não é aposentado.

 

Aqueles que defendem a Reforma da Previdência destacam, entre outras questões, os altos gastos do Brasil com a Previdência – que são incompatíveis com a conjuntura econômica e demográfica do nosso país. Além disso, a perspectiva de envelhecimento da população brasileira para os próximos anos deverá aumentar ainda mais os gastos do governo com Previdência.

 

Para reduzir este problema, a Reforma da Previdência traria algumas mudanças importantes, como o aumento da idade para aposentadoria e a elevação da contribuição para o INSS em número de anos. Além disso, o governo também sugere reduzir os gastos com aposentadoria do funcionalismo público e dos militares – a fim de diminuir as despesas com Previdência nos próximos anos.

 

Por enquanto, no entanto, ainda não há um consenso quanto às mudanças que serão, de fato, implementadas, nem a certeza de que haverá realmente uma Reforma da Previdência em um futuro breve. O que você precisa ter em mente é que, com ou sem Reforma, a sua aposentadoria e sua tranquilidade financeira devem estar resguardadas.

 

Previdência Privada: uma alternativa ao INSS?

 

Muitas pessoas tratam a Previdência Privada como uma alternativa ao INSS. Partindo da premissa de que o INSS é obrigatório para a maior parte das pessoas, no entanto, seria correto dizer que a Previdência Privada é um complemento para quem deseja se aposentar com maior tranquilidade financeira.

 

A Previdência Privada nada mais é que um produto de investimento voltado à aposentadoria, cujo funcionamento independe do INSS. Diferentemente da Previdência Social, a Previdência Privada permite que o próprio investidor defina quanto e como deseja investir para fins de aposentadoria.

 

Existem hoje dois planos de previdência privada: o PGBL e o VGBL. O PGBL é bastante procurado por contribuintes que costumam realizar a declaração completa do Imposto de Renda – uma vez que ele permite o abatimento de até 12% do seu IR dos valores aportados em Previdência Privada PGBL.

 

Já o plano VGBL não permite ao contribuinte abatimentos no IR, porém oferece um sistema de tributação diferente. Enquanto o PGBL não isenta o investidor de pagar o IR sobre o valor investido no futuro, o VGBL permite ao contribuinte pagar apenas IR sobre os lucros com este investimento.

 

Por conta da diferença entre os dois planos, o PGBL acaba fazendo mais sentido apenas para aqueles que têm o costume de fazer a declaração completa do IR. O VGBL, por outro lado, tende a valer mais a pena para aqueles que fazem declaração simplificada do IR ou que são isentas de Imposto de Renda.

 

Contribuir com o INSS vale a pena?

 

Como você pode perceber, o INSS é uma contribuição obrigatória para a maior parte dos brasileiros e, portanto, acaba entrando no orçamento de muita gente – até mesmo daqueles que não têm interesse em contar apenas com o INSS no futuro.

 

Apesar disso, é inegável que o INSS oferece benefícios aos contribuintes, que vão além da aposentadoria. É preciso ter em mente também que, apesar de obrigatório e com um teto mais baixo, a aposentadoria pelo INSS é vitalícia e tende a estar sempre garantida.

 

Do ponto negativo, é possível destacar, principalmente, o limite máximo de ganhos para a aposentadoria – valor este que, em muitas situações, pode ser muito baixo para garantir uma vida financeira tranquila na terceira idade. Também é necessário pontuar que, diferente de um plano de Previdência Privada, a Previdência Social não permite ao cidadão definir detalhes a respeito da sua aposentadoria – ficando o contribuinte preso a idades, prazos e teto de ganhos.

 

Por isso, é inegável afirmar que contribuir com o INSS, a partir do formato que conhecemos atualmente, vale a pena – mesmo considerando os contras desta modalidade de benefício. Mas, para quem consegue poupar e investir um pouco por mês, fazer aportes na Previdência Privada pode ser uma maneira muito inteligente de rentabilizar seu dinheiro para o futuro e garantir um complemento para a aposentadoria que faça, de fato, sentido para o seu estilo de vida pessoal.

 

E você, já investe na Previdência Privada? Está pensando em iniciar seus aportes, mas ainda têm dúvidas sobre qual plano escolher? Então deixe seu comentário e compartilhe conosco suas opiniões e dúvidas sobre o assunto!

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