Aplicação financeira automática: informações que você precisa saber

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Dinheiro parado não rende nada, não é mesmo? É por isso que muitas pessoas se interessam pelas movimentações automáticas dos bancos quando têm uma determinada quantia na conta-corrente. As instituições simplesmente fazem essas transações e aplicam o dinheiro em “investimentos”.

 

Mas não é porque o banco cuidou de uma aplicação para você que o seu trabalho está feito. Pelo contrário, algumas aplicações financeiras nem mesmo são consideradas um bom investimento. Logo, você precisa saber como proceder a partir daí, devendo administrar e gerenciar adequadamente os seus recursos.

 

Quer entender melhor como as aplicações automáticas funcionam e se são uma boa opção para você? Confira a seguir!

 

Como funciona a aplicação financeira automática

 

O maior interesse dos bancos é fazer dinheiro, afinal também são empresas. Por isso, não pense que os bancos e gerentes estão fazendo gentilezas ao “investir” seu dinheiro por você. Pode até parecer bondade, já que os depósitos em conta-corrente não são remunerados.

 

Na verdade, quando você autoriza os bancos a fazer aplicações automáticas por você, eles destinam os recursos parados em conta-corrente para outros fins.

 

Por determinações do Banco Central, 45% dos valores depositados em conta-corrente por clientes dos bancos devem ser deixados em depósitos compulsórios, como uma forma de controlar a quantidade de verba na economia. Outros 34% devem ser destinados ao crédito rural e 2% para o microcrédito.

 

Dessa forma, somente 19% dos recursos ficam livres para os bancos. Esses valores são direcionados às aplicações, como CDBs (Certificado de Depósito Bancário). Com essas movimentações por parte dos bancos, você “empresta” dinheiro para as instituições e recebe uma remuneração — considerada bem baixa — por isso.

 

A remuneração é quase irrisória porque os bancos entendem que se o dinheiro estava parado na conta-corrente, o cliente está pouco preocupado com a rentabilidade.

 

As taxas de remuneração variam de banco para banco, mas, normalmente, ficam perto de zero. Nos melhores casos, pagam em torno de 20% da Taxa CDI (Certificado de Depósito Interbancário) — títulos emitidos pelos bancos para negociações interbancárias.

 

A desvantagem para você é que, se o dinheiro parado na sua conta-corrente fosse excedente de caixa, ele poderia ser melhor investido e render muito mais. Outras aplicações, como LCI e LCA, ou até mesmo os CDBs mais comuns do mercado, podem oferecer rentabilidades que variam de 80% a 95% da taxa CDI, por exemplo.

 

Aplicações mais comuns

 

Cada banco funciona de uma maneira diferente, mas as aplicações são bem parecidas entre si. Normalmente são realizadas apenas se as contas-correntes contarem com um valor mínimo de R$ 100,00. A liquidez para esse tipo de aplicação é diária. Ou seja, os valores podem ser resgatados a qualquer momento.

 

Essas aplicações contam com a proteção adicional do FGC (Fundo Garantidor de Crédito), entidade privada e sem fins lucrativos. Essa segurança oferece a garantia de até R$ 250 mil por CPF ou CNPJ sobre a soma do valor investido em uma instituição, incluindo conta-corrente, poupança e outros investimentos, caso o banco quebre ou venha à falência.

 

O Itaú Unibanco, por exemplo, transforma os valores em conta-corrente em investimentos em CDBs do próprio banco. Nesse caso, o valor da aplicação é de R$ 190,00, sendo que é necessário ter R$ 200,00 em conta para tal.

 

No Banco Bradesco, a opção mais básica exige um valor de R$ 500,00 em conta, e a baixa automática é a partir de R$ 10,00. Os valores também são investidos em CDBs.

 

O Citi exige um valor mínimo de R$ 100,00 em conta-corrente para fazer as aplicações nos CDBs da própria instituição. A remuneração diária é de 20% do CDI, exclusiva para clientes.

 

A Caixa aplica automaticamente os valores em conta-corrente superiores a R$ 50,00 em investimentos de títulos públicos, também com possibilidade de retirada imediata dos recursos investidos.

 

No Banco do Brasil, a aplicação funciona de maneira a direcionar os valores em conta-corrente diretamente para a poupança. Se você precisar cobrir despesas feitas no débito, o resgate automático vai ser equivalente ao valor necessário para cobrir o lançamento.

 

Outras considerações

 

Visualização da conta e saldo

 

Você pode visualizar seu saldo normalmente, com os valores das aplicações disponibilizados em todas as consultas. Geralmente, você só tem acesso aos rendimentos caso faça um resgate para cobrir um débito. Os resumos das movimentações mensais são disponíveis nos extratos, assim como as informações sobre saldo.

 

Desconto de IR e IOF

 

Os resgates podem ser feitos a qualquer momento, porém contam com a incidência deImposto de Renda e descontos de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), assim como em outras aplicações financeiras. Os descontos desses impostos também acontecem nos prazos de vencimento das aplicações, que variam de 2 a 5 anos.

 

Vale lembrar que quanto mais tempo os valores ficarem aplicados, menores serão os descontos dos impostos e maiores os rendimentos. Veja como a tabela regressiva de desconto de IR funciona:

 

→ Até 180 dias — alíquota de 22,5%

→ De 181 dias até 360 dias — alíquota de 20%

→ De 361 dias até 720 dias — alíquota de 17,5%

→ Superior a 720 dias — alíquota de 15%

 

Cancelamento

 

Os cancelamentos podem ser feitos a qualquer momento, por canais online, números de telefone ou diretamente nas agências. O cliente tem o direito a resgates caso já tenha valores aplicados. Nesse caso, o resgate de toda a aplicação é feito junto com o rendimento líquido do dia e posteriormente direcionado à sua conta-corrente.

 

Lembre-se de que as aplicações automáticas só podem ser feitas mediante a sua autorização prévia. O Banco Central proíbe que os bancos façam movimentações em contas de depósito sem o consentimento dos clientes. As solicitações das aplicações automáticas podem ser feitas pelos mesmos canais utilizados para o cancelamento.

 

A aplicação financeira automática pode ser útil para quem pretende se policiar e gerenciar as finanças em curto prazo, mas não é muito indicada para quem quer ver seu dinheiro render. Por mais que não haja perda de dinheiro, os ganhos também não são significativos.

 

Para isso, existem diversos investimentos mais rentáveis, no curto e longo prazo, tão seguros quanto essas movimentações. O ideal mesmo é não deixar o seu dinheiro parado.

 

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