Carro zero ou seminovo: saiba de uma vez por todas qual a melhor aquisição.

Escrito por:

Passar em uma concessionária, avaliar carro por carro, para, enfim, sair com um novinho em folha. Comprar um veículo é o sonho de consumo da maioria dos brasileiros. Pelo menos é o que revela uma pesquisa realizada pela Boa Vista Serviços, a maior administradora do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) no país. Dentre todos os bens duráveis, os carros assumem a liderança, conquistando a preferência de 41% das pessoas entrevistadas. Eles superam, inclusive, a aquisição da casa própria, que ficou com 39%.Apesar disso, as vendas da indústria automobilística enfrentaram uma queda de 3,2% em abril, de acordo com Federação Nacional de Veículos Automotores (Fenabrave). As dificuldades para conseguir acesso ao crédito de financiamento de veículos, a volta do IPI integral, além da crescente inflação, têm feito com que muitos brasileiros busquem outras alternativas para conseguir o tão sonhado carro. A principal delas tem sido a compra dos seminovos.

Preços mais em conta, boa qualidade, equipamentos mais completos e garantias preservadas. Parece tentador, certo? Mas será mesmo que essa opção é a mais recomendada para quem busca ter o próprio veículo? Para responder a essa pergunta, fizemos uma análise sobre as vantagens e desvantagens de cada um desses modelos de compra e descobrimos que a resposta não é tão simples assim.

Afinal, qual opção é mais barata?

Essa pergunta parece óbvia, mas é preciso levar alguns fatores em consideração antes de respondê-la. Sim, na hora de comprar um carro, os seminovos apresentam preços muito mais em conta. Eles serão, inclusive, mais potentes, sofisticados e equipados que os carros novos que estejam com preços equivalentes no mercado. Isso acontece porque, logo após sair da concessionária, os veículos começam a sofrer uma perda muito significativa no seu valor.

Segundo a Agência Autoinforme, que avaliou cerca de 800 carros de diferentes fabricantes, a depreciação após o primeiro ano de uso pode variar entre 10,8% (depreciação do Celta) até 25,6% (Jeep Cherokee). Quanto mais rodado for o carro, maiores serão esses descontos. Desta forma, parece claro que o melhor custo benefício são os carros seminovos. Mas não é somente isso que irá influenciar.

O que avaliar na compra?

Antes de fazer a sua escolha, você deve levar em consideração qual é o seu perfil e como será feita a utilização do carro. Para a maioria das pessoas, o que torna viável a compra de um veículo são os descontos obtidos nos seminovos. Em muitos dos casos, inclusive, é possível economizar no combustível adquirindo veículos usados movidos à diesel e híbridos, modelos que costumam sair mais caros se forem novos.

No entanto, se você tem dinheiro em caixa e pretende manter o mesmo carro durante três anos ou mais, a melhor opção certamente será o zero quilômetro. Além dos gastos reduzidos com manutenção, que naturalmente são maiores em um seminovo, a garantia é estendida, o que dá ao dono maior tranquilidade e, inclusive, serve para negociar os valores do seguro. Além disso, nesse período a depreciação começa a se estabilizar, ou seja, você irá aproveitar mais o carro até a posterior revenda.

Atenção para a volta do IPI integral

Apesar da recente queda nas vendas dos zero quilômetro, o mercado de seminovos está em aquecimento. Até abril, as vendas subiram cerca de 6%, de acordo com a Fenabrave. Um dos principais motivos para essa ascensão está no fato de que, a partir deste ano, o IPI voltou a ser integral, recaindo sobre todos os carros novos.

Com isso, a busca pelos usados passou a ser muito maior. Se o seu objetivo é comprar um seminovo, procure agora uma concessionária ou sites especializados em revenda para evitar o IPI integral dos carros novos, pois é certo que os estoques de alguns modelos entrarão em escassez, segundo previsões da Federação Nacional das Associações dos Revendedores de Veículos Automotores (Fenauto).

Pondere interesses e faça a sua escolha

Como qualquer outra aquisição material feita, é fundamental que você pondere interesses e verifique a opção mais compatível com o seu perfil. Faça a escolha da qual você não irá se arrepender. Não se esqueça que, independentemente da opção que fizer, um carro representa custos mensais, em alguns casos até diários, que devem entrar nas suas planilhas domésticas a partir de agora.

Segundo a Bloomberg, o brasileiro gasta cerca de 5% do seu salário só com gasolina, fora os custos como o IPVA, a revisão do veículo, manutenção e até valores de estacionamento. Todas essas despesas passarão a fazer parte da sua realidade e não podem ser menosprezadas no seu orçamento mensal. Lembre-se de que, ao contrário de um apartamento, um carro não deve ser considerado como um investimento, mas, sim, um luxo, já que seu valor é depreciado.

Está pronto para fazer a sua escolha? Acesse agora mesmo o nosso blog e confira as nossas dicas sobre finanças!

Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

O que fazer para sair do endividamento?
Por Equipe Organizze
Abuse dos puffs e economize na decoração da casa
Por Viva Decora
Descubra os motivos pelos quais você deve começar a economizar agora mesmo
Por Tiago Trespach Marques
CFD: o que é e como utilizar nas finanças pessoais?
Por Equipe Organizze
Sinta a felicidade de estar no controle de suas finanças

Cadastre-se grátis, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Organizze

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).