Como a falta de autocontrole pode afetar o seu bolso?

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Segundo o dicionário, autocontrole é capacidade de controlar ou de ter o domínio sobre seus próprios impulsos, emoções e paixões; controle sobre si mesmo.

 

Na psicologia, o significado é praticamente o mesmo, porém, na Economia, autocontrole é definido como a capacidade de executar planos anteriores e, portanto, realizar escolhas intertemporais consistentes.

 

Com base nesses significados, o Núcleo de Educação Financeira (NEF) escreveu um artigo para o Dinheirama, falando um pouco sobre a influência do autocontrole no seu bolso. Confira abaixo.

 

O autocontrole e você

 

Pela Economia, podemos dizer, por exemplo, que o autocontrole nos ajuda a seguir as metas financeiras traçadas anteriormente, tal como poupar para ter a entrada da casa própria, ou realizar um plano de previdência privada e seguir com ele até a sua aposentadoria definitiva.

 

E considerando a definição da Psicologia, o autocontrole nos impede de gastar desnecessariamente apenas por “status” ou para impressionar alguém, ou de realizar uma compra por impulso simplesmente porque o produto estava em “promoção”.

 

Os avanços e desenvolvimentos discutidos na literatura sobre autocontrole tendem a diferenciar os tomadores de decisão em termos de sofisticação. Um indivíduo sofisticado é aquele que é consciente dos possíveis problemas que podem ser causados pelo baixo autocontrole.

 

Ele sabe assim que as tentações e falhas de autocontrole são frequentes ​​em sua vida cotidiana, e, consequentemente, tem consciência, por exemplo, da existência do viés do presente. O viés do presente caracteriza-se como a tendência de atribuirmos maior valor para recompensas mais próximas no presente do que para as nossas intenções futuras.

 

Já um indivíduo completamente ingênuo (ou não sofisticado) não teria consciência do viés do presente e das tentações futuras, sendo assim mais susceptível aos problemas advindos do autocontrole (ou da falta dele).

 

Dessa forma, a consideração do viés do presente e da sofisticação, em um contexto de autocontrole, é crucial para você ter uma boa educação financeira.

 

É importante que você entenda que dificilmente você conseguirá evitar que o autocontrole possa prejudicar as suas finanças, e com certeza as suas relações pessoais, se você não se conscientizar do poder que ele pode ter em você.

 

E não se engane, pois o seu cérebro pode estar tentando te enganar neste exato momento em uma simples escolha de refeição (bolo de prestígio versus frutas com aveia).

 

Imagine então o que ele pode fazer com você quando da contração de dívidas que, normalmente, você terá uma grande satisfação atual e momentânea?

 

 

Autocontrole e crédito

 

 

O cartão de crédito tem liderado as discussões em relação ao uso do crédito quando de pesquisas relacionadas ao autocontrole.

 

Isso talvez por ser o meio pelo qual os consumidores mais tomam decisões automáticas (ou impulsivas) de compras, consequentemente, é um “terreno fértil” para estudos relacionados ao autocontrole.

 

Stephan Meier, da Columbia Business School, e Charles Sprenger, da Universidade da Califórnia, investigaram a relação entre o viés do presente e dívidas no cartão de crédito.

 

Os seus resultados indicaram que indivíduos com a presença do viés do presente possuem mais dívidas no cartão de crédito (quantidade e volume) quando comparados aos indivíduos que não apresentaram o viés do presente.

 

Esses autores também encontraram que a presença do viés do presente no indivíduo mostrou-se associado ao aumento de 15% a 20% na probabilidade de se ter dívidas.

 

Além de apresentar-se os indivíduos mais susceptíveis ao viés do presente com cerca de 25% a mais de dívidas no cartão de crédito. Isso nos mostra que ter uma visão imediatista e ter um cartão de crédito pode ter um efeito deletério em suas finanças.

 

Além de prejudicar bastante as suas metas financeiras futuras, ou lhe propiciar um elevado endividamento.

 

Nesse contexto, podemos então falar para você ter muito cuidado com essa combinação, sugerindo-lhe para apenas ter cartão de crédito se tem autocontrole suficiente.

 

Por isso mesmo é comum que indivíduos sofisticados tendem a evitar o uso do cartão de crédito, ou mesmo a sua posse, a fim de eliminar a ocorrência de tentações de consumo e abuso de utilização.

 

Em consonância com os resultados apresentados até o momento, para Theresa Kuchler, pesquisadora da Universidade de Nova York, a impaciência de curto prazo e a sofisticação (ou a falta dela) desempenham um papel importante na explicação do sucesso e fracasso na liquidação de dívidas.

 

Estes resultados reforçam o fato de que temos que ter uma vigilância constante sobre nós mesmo para que possamos fazer um bom uso do cartão de crédito, ou de um qualquer outro tipo de crédito.

 

Sabemos que é difícil não ser traído pelas emoções e prazer imediato, mas também sabemos que os ganhos em termos financeiros e em sua saúde mental e física compensa quaisquer esforços.

 

Confira o artigo completo clicando no botão abaixo.

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