Como escolher as ações certas?

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Para maximizar o retorno do investimento em renda variável é necessário escolher as ações certas. Para isso é importante citar as escolas de análise em ações Fundamentalista e Técnica, mais conhecida como “Grafista”.

 

A escola Técnica baseia-se na premissa de que no mercado tudo está refletido no preço da ação, desde lucros ou prejuízos da empresa até atos regulamentares, notícias etc., que por ventura influenciem sua cotação. Isto quer dizer que a única coisa que interessa é estudar o comportamento do preço. Para os “grafistas” os preços se movem em tendências, sendo necessário apenas identificá-las através do uso de gráficos, para buscar os melhores retornos.

 

A escola Fundamentalista parte do princípio de que as ações representam um “pedaço” de um negócio. Baseia-se, portanto, em uma análise econômico-financeira da empresa (aspectos quantitativos), além da avaliação da qualidade da administração e de características e perspectivas do negócio (aspectos qualitativos). Na análise fundamentalista é essencial um estudo aprofundado de tais aspectos para se chegar a um valor justo da empresa e, portanto, ao preço justo da ação. Compartilho desta filosofia, pois acredito ser a melhor maneira para escolher as ações certas e maximizar o retorno. Sendo assim, segue-se uma explicação mais detalhada desta análise, abordando aspectos históricos e suas principais características.

 

Muitas pessoas acreditam que por trás da análise Fundamentalista existe uma fórmula mágica para encontrar o valor justo de uma empresa, porém, tal fórmula não existe. Não se trata de uma tarefa fácil, de cálculos matemáticos e/ou estatísticos, mas sim de muita pesquisa, análise e conhecimento de empresas.

 

Como tudo começou?

 

Tudo começou nos EUA, a partir de Benjamin Graham (1894-1976), considerado o pai da análise fundamentalista. Graham, juntamente com David Dodd (1895–1988), foi o principal formulador, após grandes perdas pessoais na Crise de 1929, de uma disciplina lógica e rigorosa de investimento em ações. Seu método propõe a avaliação de empresas segundo uma análise criteriosa dos fundamentos e das possibilidades de geração de lucro e caixa. Seu livro Security Analysis (1934), em parceria com Dodd, ganhou reconhecimento mundial como uma das mais importantes contribuições ao processo de análise de títulos e valores mobiliários, tornando-se um dos livros de referência em cursos de finanças em escolas de negócios dos EUA.

 

A partir da contribuição de Graham e Dodd, os gestores passaram a analisar as empresas sob o perfil fundamentalista e a investir com base na abordagem de valor, na qual se procura identificar diferenças entre o preço do mercado e o real valor da empresa.

 

Na análise fundamentalista, é importante entender um importante item: a margem de segurança. O conceito de margem de segurança se refere à recusa do investidor em pagar um preço superior ao valor justo calculado na análise fundamentalista, minimizando as chances que uma tomada de decisão equivocada cause perdas ao patrimônio. Neste sentido, não podemos deixar de esquecer a frase de Warren Buffett: “Regra nº1: Nunca perca dinheiro. Regra nº2: Nunca esqueça a Regra nº1”.

 

Fica bem clara a importância de procurar sempre minimizar as chances de perdas do investimento, afinal, um prejuízo de 50% de um investimento só é recuperado com um ganho de 100% do que restou. Bons retornos só são possíveis a partir da escolha de ações certas e de empresas subavaliadas, ou seja, negociadas a um preço abaixo do valor justo.

 

É possível identificar que a filosofia de investimento baseada na análise fundamentalista procura proteger o patrimônio e maximizar o retorno, a partir do conceito de margem de segurança. Não se trata, portanto, de investir em empresas de acordo com o seu tamanho – grandes, médias ou pequenas – mas sim de encontrar aquelas que estão mais subavaliadas, que protejam o patrimônio e proporcionem bons retornos.

 

Nesse sentido, são essenciais investidores e/ou gestores capacitados e competentes que se dediquem exclusivamente a esta tarefa e que sejam capazes de procurar, entre as mais de 400 empresas listadas na Bolsa B3, aquelas que realmente possuem valor e estão subavaliadas.

 

Planeje e seja feliz!

 

*Renan Lima é sócio da Alphamar Investimentos, graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo e Planejador Financeiro CFP®.

 

Embaixador no Espírito Santo da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros). Membro do Cindes (Federação das Indústrias do Espírito Santo), Instituto Líderes do Amanhã e Laboratório Estudar, programa de formação de lideranças da Fundação Estudar. Também atuou no Financial Times Group – Merger Market – em Londres, Inglaterra, e foi Trainee nas Lojas Riachuelo S.A.

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