Como evitar o consumismo infantil causado pelo YouTube

Escrito por:

Se você gosta de ver vídeos na internet, já deve ter percebido que a maioria dos vídeos são repletos de propagandas. Direta ou indiretamente, esse conteúdo acaba influenciando a compra de produtos que, possivelmente, não eram tão necessário assim pra você.

 

Isso acontece muito com o público infantil. No YouTube, as crianças são sugadas para um mundo colorido com muito consumo, onde acabam aprendendo coisas erradas sobre dinheiro e conquistas financeiras.

 

O site Finanças Femininas, com ajuda de profissionais da área, levantou fatos importantes sobre a realidade do consumo infantil dentro do YouTube, e fez algumas conclusões sobre o assunto. Continue lendo o texto e confira!

 

YouTube x consumismo infantil: o que fazer?

 

A postura dos pais será fundamental para frear ou incentivar este hábito. “A sociedade de consumo não bate na porta. São as próprias pessoas do ambiente dessa criança, como os pais, que acabam sendo um fio condutor entre essa sociedade e a mente de cada um”, pontua Ana Olmos, psicanalista e psicoterapeuta especializada em Neuropsicologia Infantil e conselheira do projeto Criança e Consumo do Instituto Alana.

 

Resumidamente, tudo começa em casa. Por exemplo, quando os pais gostam de ler, dão exemplo aos pequenos, que também tomarão gosto. Por outro lado, se os pais também se sentem desvalorizados e veem no consumo uma forma de pertencer, isso será transmitido aos filhos.

 

Existem, claro, as dicas práticas. No entanto, de nada adianta tentar adotá-las se não houver uma mudança efetiva de postura. Dito isto, hora da prática.

 

“A primeira dica é restringir o tempo de contato com os dispositivos, seja celular, tablet ou computador”, orienta Carol Sandler, fundadora do Finanças Femininas, coach financeira e mãe da Bia, de 4 anos. A Academia Americana de Pediatria (AAP) possui recomendações para cada faixa etária:

 

Bebês: nenhuma exposição diária às telas. Por exposição, a AAP se refere ao tempo de tela usado para entretenimento, sem contar o que é usado para tarefas escolares.

 

2 a 5 anos: uma hora por dia.

 

6 anos e mais: fica a critério dos pais, desde que se priorize uma programação adequada à idade e com monitoramento.

 

É importante ficar o tempo todo de olho, afinal, nem mesmo o YouTube Kids restringe conteúdos de unboxings e afins. “Nem todo conteúdo é indicado para criança, mesmo que for direcionado à elas. As crianças muito novas não tem capacidade para entender a mensagem que está sendo transmitida”, lembra Lia Clerot, psicóloga especialista em Terapia Familiar Sistêmica.

 

Os pequenos são tão ligeiros com a tecnologia que logo aprendem a pesquisar o que lhes interessa, e mesmo os que sequer sabem ler já entenderam como pesquisar usando comando de voz.

 

“A gente tem que ficar conscientizando o tempo todo. Eu converso muito com o Lucas, explico que não dá e, quando é algo supérfluo, que é algo que ele nem vai usar. Também adoto aquela tática antiga do ‘depois a gente vê’”, brinca Joy Moretti, assessora de imprensa e mãe do Lucas, de 10 anos.

 

Para Clerot, o diálogo é fundamental. “Mas se o adolescente já não aceitar esses limites impostos, tampouco o diálogo, é preciso um acompanhamento psicológico para que o jovem não se torne um adulto compulsivo por compras”, alerta.

 

Educação financeira contra o consumismo infantil

 

Essa pode ser uma ótima oportunidade para ensinar os pequenos a lidarem com as finanças. Até seis anos de idade, Carol indica que os pais deem uma semanada. Depois dessa idade, ela pode ser substituída por uma mesada.

 

O objetivo é que as crianças saibam desde cedo que, para conquistarem o que desejam, precisam aprender a esperar e lutar por aquilo. Assim, elas poderão juntar sua própria grana para conseguirem o que querem – ou, pelo menos, pagarem parte do brinquedo.

 

“Geralmente, não são brinquedos tão caros. A questão não é o preço, mas, sim, a criança querer sempre a novidade. Por isso, precisa envolvê-la na compra”, ensina Carol.

 

Outra dica de Carol é montar uma lista de presentes, anotando os desejos dos filhos – em tempos de YouTube, surgirá um novo a cada hora. Essa relação funcionará como uma lista de espera, que guiará os pais na hora de comprar um presente em uma data especial (e apenas nelas), como aniversário, Natal ou Dia das Crianças. “Assim, ela não vai ganhar quando quer e passará a dar mais valor à espera”, conclui.

 

Confira o artigo completo clicando no botão abaixo.

 

Leia mais
Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

3 dicas para casais melhorarem sua organização financeira
Por Equipe Organizze
Costumes que pessoas de sucesso praticam antes do café da manhã
Por Equipe Organizze
3 passos para acabar com a procrastinação
Por Instituto Acelere
4 maneiras de ganhar uma renda extra no fim do mês
Por Equipe Organizze
Organizze
Experimente o poder de ter suas finanças sempre em ordem

Cadastre-se GRÁTIS no Organizze, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).