Como funciona o cheque especial?

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Você já passou por um aperto financeiro e precisou recorrer ao crédito da sua conta corrente para pagar uma determinada despesa? Se sua resposta foi sim, então significa que você já precisou fazer uso do cheque especial.

 

O cheque especial é uma ferramenta bastante útil para momentos de necessidade, uma vez que permite ao correntista que possua este crédito disponível em conta utilizar um limite além do seu saldo para fazer um pagamento, saque ou transferência. Mas, você sabe como funciona o cheque especial e quais suas principais características?

 

Para não cair em ciladas na hora de usar esta linha de crédito, é preciso estar sempre atento e procurar compreender em detalhes as vantagens e também as desvantagens do uso do cheque especial no dia a dia. Confira a seguir como funciona o cheque especial e descubra como evitar dores de cabeça se precisar utilizar esta ferramenta em algum momento!

 

O que é o cheque especial?

 

O cheque especial nada mais é que uma linha de crédito concedido por bancos a alguns dos seus clientes – sobretudo aqueles que têm bom relacionamento com a instituição financeira e são bons pagadores. Trata-se de uma espécie de empréstimo pré-aprovado, que fica disponível ao correntista para situações de necessidade.

 

Imagine, por exemplo, que você tenha R$ 2 mil em sua conta para pagar o aluguel nos próximos dias. Antes de fazer o pagamento, no entanto, você percebe que o condomínio teve um aumento e que sua despesa será maior do que aquele valor disponível em sua conta corrente. Neste momento, se você tiver acesso ao cheque especial, será possível efetivar o pagamento integral da despesa automaticamente, utilizando justamente esta linha de crédito.

 

Como funciona o cheque especial?

 

Como você já sabe, todo consumidor que possua o cheque especial liberado em sua conta pode fazer uso desta ferramenta em caso de necessidade. Mas como funciona o cheque especial, na prática?

 

Em geral, o valor do cheque especial varia de acordo com o cliente, com o banco e com o histórico de pagamento de cada consumidor. O uso pode ser automático, dependendo das configurações da conta, ou solicitado previamente à instituição financeira.

 

Ao utilizá-lo, a conta corrente torna-se negativa e o cliente automaticamente torna-se devedor do banco – o que exige que ele devolva o valor “tomado por empréstimo” do cheque especial o quanto antes, a fim de evitar incidência de juros – que costumam ser muito altos. Algumas instituições, por outro lado, permite ao consumidor utilizar este limite “automático” sem juros por alguns dias. Após este prazo, entretanto, há incidência de altos juros sobre o valor devido.

 

No mês de julho de 2018 entrou em vigor uma regulamentação nova para este tipo de crédito – justamente com o objetivo de evitar um endividamento sem fim do consumidor que não conseguir quitar o valor do cheque especial em uso.

 

Esta nova regulamentação prevê a oferta de parcelamento da dívida do cheque especial por parte dos bancos a todos os clientes que utilizarem mais de 15% do cheque especial por mais de 30 dias. Nestes casos, o banco também pode optar por permanecer ou não oferecendo esta modalidade de crédito ao cliente que decida parcelar sua dívida do cheque especial.

 

Quais cuidados é preciso ter ao utilizar esta linha de crédito?

 

O principal cuidado que se deve ter ao recorrer ao cheque especial é em relação aos juros cobrados pelo valor emprestado pelo banco. Por se tratar de uma linha de crédito sem qualquer segurança de recebimento, os juros que incidem sobre o cheque especial são um dos maiores do mercado – o que pode resultar, na maioria dos casos, em uma dívida cada vez maior, que acaba saindo do controle do consumidor em poucos meses.

 

Apesar disso, é preciso ter em mente que esta modalidade de crédito pode sim ser bastante útil para situações de emergência e que, se utilizada corretamente em momentos de extrema necessidade, pode auxiliar – e muito – qualquer pessoa que se encontrar em uma situação delicada e inesperada em relação às suas contas.

 

O ideal é que, antes de cobrir uma determinada despesa com seu cheque especial, você tenha verificado todas as possibilidades antes de decidir por esta modalidade. Se não houver solução, é indicado que você realize o pagamento do valor devido o mais rápido possível – voltando a mantê-lo livre.

 

Além disso, é essencial que você tenha em mente que aquele valor emprestado pelo banco não é seu de direito, e sim um empréstimo. Isso evita que você caia na cilada de utilizar o cheque especial para cobrir despesas todos os meses. Se isso ocorrer, talvez seja necessário repensar suas finanças e o seu controle em relação ao dinheiro.

 

Alternativas ao cheque especial

 

Caso, no entanto, você precise contratar uma modalidade de crédito para emergências, saiba que existem linhas de crédito mais baratas disponíveis no mercado. Prefira sempre, portanto, o produto com as menores taxas de juros.

 

O empréstimo consignado, por exemplo, é uma alternativa interessante ao cheque especial, uma vez que ele costuma oferecer menores taxas de juros e prazos maiores para pagamento do saldo devedor. O empréstimo pessoal também pode ser uma opção – uma vez que os juros tendem a ser menores que aqueles cobrados no cheque especial.

 

A importância da organização financeira

 

Para evitar passar por apuros financeiros e não precisar de empréstimos, uma boa saída é manter a organização das suas finanças e criar uma reserva de emergência. Esta reserva de emergência deve ser composta de, no mínimo, seis meses de salário ou seis meses de despesas mensais – promovendo a cobertura e a segurança necessária para situações imprevisíveis, que poderiam lhe colocar em situação de endividamento em caso de recorrência aos empréstimos pessoais e cheque especial.

 

Portanto, se você ainda não tem o hábito de poupar dinheiro e aplicá-lo em um investimento de alta liquidez para compor sua reserva de emergência, este pode ser o momento certo para mudar estes hábitos, organizar-se financeiramente e precaver-se de imprevistos financeiros.

 

Com esta organização, um bom planejamento financeiro e uma boa reserva de emergência você conseguirá estar bem protegido dos acasos e não precisará recorrer a empréstimos e cheque especial para pagar sua contas!

 

E você, já precisou utilizar o cheque especial alguma vez? Qual foi sua experiência em relação a esta ferramenta? Deixe seu comentário e compartilhe conosco suas impressões e sugestões sobre o tema!

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