Como priorizar as dívidas? Saiba o que fazer para evitar que a dívida aumente

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Ao contrário do senso comum que diz para pagar primeiro o que vence primeiro, ou seja, o que tem data de vencimento mais próximo, existem outras formas mais inteligentes para ajudar a priorizar as dívidas – especialmente se você não tiver todo dinheiro disponível no momento.

 

3 dicas essenciais para priorizar as dívidas

 

Os boletos estão chegando e você não sabe o que fazer para não ficar endividado? Aproveite para conferir essas 3 dicas exclusivas, que vão te ajudar a tomar decisões mais estratégicas e que, dependo de como for, até podem ajudá-lo a economizar dinheiro.

 

1 – Liste todos os pagamentos pendentes

 

O primeiro ponto é listar todas as contas a serem pagas, até para ter uma melhor visibilidade do que ainda está com saldo aberto.

 

Um bom exercício, pode ser, num primeiro momento separar todas as contas e ordená-las pela data de vencimento.

 

Mesmo que não tenha todos os boletos em mãos, por exemplo, anote o tipo de conta, valor e data do vencimento, para não deixar nada de fora da conta ou desse planejamento financeiro simples.

 

Também é importante anotar quantas parcelas ainda faltam para a quitação e, se tiver fácil, o valor do saldo devedor.

 

2 – Separe as contas essenciais

 

O segundo passo para priorizar as dívidas é separá-las por sua importância. Embora pareça ser muito óbvio, não se surpreenda se ao fim dessa atividade descobrir que você está pagando por algum serviço que não utiliza, utiliza pouco ou que poderia ser cancelado no momento.

 

Como contas básicas, são entendidas todas as despesas que são imprescindíveis. Podem entrar nessa lista: gastos com aluguel, alimentação, saúde, educação, dentre outros. Isso, é claro, irá depender do seu tipo de perfil e orçamento.

 

Assim, casais com filhos provavelmente terão outros tipos de gastos. É o mesmo caso dos idosos ou solteiros que têm animais de estimação.

 

Separe então as contas essenciais conforme a sua necessidade atual.

 

3 – Priorize as dívidas mais caras

 

Depois dos passos iniciais, o último mas não menos importante é priorizar as dívidas mais caras, como é o grande objetivo.

 

Mas até antes de decidir qual conta pagar primeiro vale destacar que para saber qual é a conta mais cara não basta olhar apenas o seu valor real, mas sim o tipo de dívida e sua composição.

 

Determinadas contas por exemplo, quando não pagas, passam a ter cobrança de multas e juros. Esses juros podem ser juros simples ou compostos.

 

Uma conta de luz por exemplo, tem os encargos mais simples. Geralmente, multa por mora e uma pequena taxa de juros. Por outro lado, algumas modalidades de empréstimo pessoal cobram juros sobre juros. Na ponta do lápis isso quer dizer que a conta por aumentar se a dívida não for paga.

 

Então, a despesa mais cara é aquela que não só custa mais, mas que tem taxas de juros maiores.

 

Mas isso quer dizer que as demais dívidas não precisam ser pagas? Pelo contrário, mas evita que as maiores dívidas cresçam substancialmente sem que você perceba. Se tiver a opção de adiar o pagamento sem qualquer ônus, também avalie com cautela os prós e contras.

 

Como trocar as dívidas mais caras?

 

Priorizar as dívidas resolve não só um problema mais pontual e de curto prazo de quando e, prioritariamente, o que pagar, mas beneficia no médio e longo prazo.

 

As dívidas que são pagas por mais tempo, ou seja, parceladas em mais vezes podem encarecer ao longo do tempo. Isso porque alguns cálculos contam ainda com taxas pós-fixadas e não fixas.

 

Essa avaliação também pode ajudar a trocar uma dívida mais cara por uma mais barata, mesmo no caso de empréstimos pessoais, como o empréstimo consignado que tem taxas fixas. Para isso, existem algumas alternativas.

 

Se um Servidor Público Federal tem um empréstimo em um banco com uma taxa de 2,00% ao mês, pode transferir a sua dívida para outro com uma taxa mais atrativa. Essa operação é conhecida como portabilidade de crédito, assim como ocorre com a portabilidade telefônica, dando mais autonomia para os consumidores.

 

Se quiser ficar na mesma instituição e tiver margem consignável disponível pode ainda tomar um novo empréstimo no banco mais barato e utilizar o crédito para saldar parte ou a dívida anterior.

 

O refinanciamento da dívida com a mesma taxa só valeria a pena, nesta situação, se o Servidor SIAPE, quisesse voltar a dívida para o seu prazo inicial e pegar algum troco.

 

Vale lembrar que independente do tipo de crédito que você tenha, vale a pena consultar o banco em que é cliente para estudar as possibilidades.

 

Viu só? Priorizar as dívidas pelas que custam mais, parece fazer bastante sentido. Faça esse exercício, certamente você irá mudar a forma como gasta e usa seu dinheiro.

 

Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue, fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

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