Como renegociar as dívidas do cartão de crédito?

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O cartão de crédito é uma maneira prática de fazer pagamentos, que evita o uso do dinheiro e oferece ao consumidor um prazo automático para ele pagar as despesas. Contudo, quando ocorre um descontrole em relação aos gastos, a dívida pode se avolumar, transformando o que era um recurso útil em uma imensa dor de cabeça. E aí surge a necessidade de renegociar dívidas do cartão.

 

Se você está nessa situação, calma. Preparamos um post com todas as informações necessárias para você se livrar dessa dívida. Continue lendo e confira!

 

Entenda as suas finanças

 

O primeiro passo é compreender claramente a sua situação financeira atual. Para tanto, liste quais são as suas despesas mensais e compare com o quanto você ganha.

 

O ideal é que você ganhe mais do que gasta. Se essa não for a situação, comece a pensar onde é possível cortar despesas, com o objetivo de fazer sobrar algum dinheiro que lhe permita começar a pagar a dívida do cartão.

 

Pare de usar o cartão

 

O limite do cartão de crédito pode ser uma grande armadilha para quem utiliza esse recurso. Com o limite alto, mesmo com a dívida elevada, a pessoa continua gastando no cartão, aumentando cada vez mais a dificuldade.

 

Portanto, assim que detectar que a situação precisa ser negociada, pare de usar o cartão.

 

Renegocie as dívidas do cartão pessoalmente

 

Os bancos e as administradoras de cartão de crédito oferecem canais de atendimento por telefone aos clientes, mas eles não devem servir para a renegociação de dívidas.

 

Essa alternativa deve ser evitada porque o atendimento telefônico é impessoal e impede que as argumentações sejam apresentadas com clareza pelas duas partes. Além disso, é muito provável que, com gentileza, o atendente insista no pagamento do valor mínimo da fatura, o que só vai aumentar o problema.

 

Portanto, vá pessoalmente ao banco ou ao escritório da administradora e abra o jogo. Revele a sua dificuldade e, com base na sua real capacidade de pagamento, apresente uma proposta.

 

Como estamos falando de uma negociação, é interessante apresentar uma proposta mais confortável do que aquela que você realmente pode assumir, dando margem para que os ajustes sejam feitos até o seu limite.

 

Exija a apresentação do CET

 

O Custo Efetivo Total (CET) é a somatória dos juros, dos encargos, das taxas e dos impostos que serão acrescidos ao principal da dívida. Portanto, é necessário conhecê-lo para saber qual é a real dimensão do seu problema.

 

Sem esse entendimento, pode surgir a ilusão de que proposta feita pela administradora é boa, ao passo que, na realidade, ela pode estar além das suas possibilidades.

 

Só feche aquilo que realmente estiver ao seu alcance

 

Aliás, você só deve concordar com o que realmente pode ser cumprido. Caso contrário, você corre o risco de se complicar ainda mais com o descumprimento do que foi acertado, criando chances do problema se agravar ainda mais.

 

Negocie até uma situação satisfatória

 

Da mesma forma que você tem o interesse de se livrar da dívida, a administradora do seu cartão de crédito também tem o interesse de receber o que você deve, mesmo que seja em parte.

 

É preciso considerar que, de fato, a administradora se beneficia com a cobrança de juros sobre o saldo devedor do cartão. Porém, esse benefício só se concretiza quando o pagamento é efetuado por você.

 

Ou seja, de nada adianta para a administradora negociar algo que você não vai pagar. Por isso, há casos em que ela aceita receber valores muito menores do que a dívida representa.

 

Portanto, mantenha a negociação até encontrar um ponto satisfatório, que realmente possa ser cumprido. Para chegar a esse ponto, a administradora pode, inclusive, admitir a concessão de algum desconto que reduza o valor devido por você.

 

Só aceite parcelas fixas

 

Muitas vezes surge acordo entre o devedor e a administradora com relação ao valor final da dívida e sobre o número de parcelas que serão pagas. Mas, na hora de assinar o documento, o cliente acaba percebendo que foram incluídos juros sobre as parcelas, como acontece com o crédito rotativo.

 

Fuja dessa situação e se recuse a assinar um acordo assim. As parcelas devem ser fixas, durante todo o período acertado para o pagamento.

 

Procure orientação

 

Se você não conseguir encontrar um acordo com o credor que lhe satisfaça, busque orientação em algum órgão que lhe preste assessoria gratuita na renegociação. Esse tipo de serviço pode ser encontrado na Associação Nacional dos Consumidores de Crédito (Andec), no Procon ou na Defensoria Pública, por exemplo.

 

Advogados e contadores também podem lhe ajudar com informações e até com a adoção de medidas mais drásticas. Essa orientação pode ser útil, inclusive, caso você tenha que recorrer à Justiça.

 

Se não houver acordo, busque a Justiça

 

Um acordo extrajudicial é uma boa situação, tanto para o devedor, quanto para o credor, afinal, ele evita a necessidade dos processos demorados e das audiências nas juntas de conciliação. Portanto, é interessante se esforçar ao máximo para que um acordo direto seja obtido.

 

Porém, depois que todos os recursos de negociação forem esgotados, a Justiça se apresenta como uma instância possível à qual você pode recorrer. A Andec, o Procon, a Defensoria Pública ou um advogado poderão lhe orientar sobre como resolver a dívida judicialmente.

 

Para finalizar, convém dizer que, apesar de conter a palavra “crédito” no nome, é preciso enxergar o cartão como um meio de pagamento e não como uma forma de financiar compras. Portanto, depois que você resolver o problema da dívida, cuide para não perder o controle de novo e evite novos problemas.

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