Como sair da dívida do cartão de crédito

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No início, tudo são flores. Com o cartão de crédito em mãos, tudo parecia possível: aquela viagem dos sonhos, a televisão que você sempre quis, o sapato da última coleção de Verão… Agora, o encanto acabou e sobrou para você uma enorme dívida, que cresce a cada dia e você não tem ideia de como pagar. Não se desespere. Respire fundo e veja o passo a passo para sair da dívida do cartão de crédito:

1. Saiba exatamente quanto e para quem está devendo.

A tarefa não é nada agradável, mas deve ser feita. Junte todas as faturas de cartão de crédito, extratos, boletos de cobrança e, com caneta, papel e calculadora na mão, veja o quanto deve e para quem deve. Faça uma planilha com a fonte cobradora de cada dívida e o valor correspondente a ela. Não tenha medo de encarar as dívidas. Este é o primeiro passo para resolver a questão, pois só assim saberá o tamanho do prejuízo.

Não se esqueça de identificar também os juros que estão sendo cobrados. Assim você saberá se será possível, ou necessário, pedir um empréstimo pagando um juros menor para quitar o cartão, que geralmente possui taxas astronômicas de juros.

2. Faça uma planilha de gastos.

Agora que você sabe o quanto deve e para quem deve, a prioridade é descobrir como vai pagar a quantia. Por isso, antes mesmo de tentar negociar com o banco ou operadora de cartão de crédito, é importante colocar no papel suas contas. Nesta planilha devem entrar desde gastos fixos, como aluguel, até variáveis, como luz e gás. Tente ser o mais realista possível, incluindo o que você estima que gasta por mês com lazer, por exemplo. Depois de preencher a planilha você conseguirá ter ideia do valor máximo de parcela da dívida que poderá arcar mensalmente.
Também é possível encontrar sites e produtos que auxiliam na organização financeira, seja para empresas ou até mesmo pessoal. Geralmente é possível encontrar sites e aplicativos que não só ajudam na identificação e organização de dívidas, mas também geram relatórios e planilhas de fácil compreensão.

3. Corte os gastos!

Se não houver mudança alguma na sua saúde financeira, como conseguirá pagar as dívidas? Utilize a planilha de gastos, mencionada acima, para identificar quanto você gasta com itens supérfluos. Para facilitar ainda mais, e conseguir fazer cortes significativos, categorize seus gastos da seguinte maneira:

  • Imprescindíveis: São os gastos que não deverão ser cortados, essenciais para viver, como aluguel, alimentação, medicamentos, educação, água, dentre outros.

 

  • Desejáveis: São aqueles que não são essenciais para você sobreviver, mas contribuem de alguma forma com o conforto, informação, ou paz de espírito. Fazem parte deste grupo os gastos com academia, assinaturas de revistas, TV a cabo, internet de alta velocidade, por exemplo.

 

  • Supérfluos: Basicamente são os gastos com o lazer. Jantar fora, cinema, viagens, comprinhas no shopping, pedir pizza, bar com os amigos, assistir jogos no estádio…
    Os gastos imprescindíveis não podem ser cortados em hipótese alguma. Porém, algumas mudanças podem contribuir com a redução dos gastos desejáveis e supérfluos. Diminuir o plano na academia, assim como a velocidade da internet pode ter um pequeno efeito no seu dia-a-dia, porém, contribuir imensamente nos gastos do fim do mês. As viagens podem ficar para depois, e pequenas adequações podem contribuir para economizar no lazer. Em vez do cinema, assistir a um filme em casa. Em vez de ir ao bar com os amigos, ou até mesmo ir ao estádio, convide o pessoal para tomar uma em casa e assistir ao jogo.

 

4. Parta para a negociação.

Negociar com os credores é preciso. Se a dívida ultrapassa muito a sua renda líquida, entre em contato com a instituição credora e sugira uma negociação. Apresente o valor máximo que você pode pagar por mês (definido de acordo com base na sua planilha de gastos) e negocie sua dívida.

5. Busque orientação profissional.

As condições oferecidas pela instituição credora não são satisfatórias? Considerou os juros cobrados abusivos? Uma boa alternativa é recorrer a instituições especializadas em negociação. Há desde empresas que cobram uma taxa para negociar, como ANDIF e Associação Nacional de Defesa dos Consumidores de Crédito (ANDEC), até instituições que oferecem orientação gratuita, como o Procon e a Defensoria Pública.

6. Planeje o futuro.

Depois de negociar e começar a pagar sua dívida com o cartão de crédito, é hora de pensar no futuro. Uma boa forma de começar é passar a anotar todos os seus gastos do dia. Assim, você fica sabendo exatamente com o que está gastando e no que pode economizar. Ou melhor ainda, procure maneiras de incrementar sua renda, seja com trabalho freelancer, ou produzindo algo para vender. Ter um problema pode ser a chave para uma nova oportunidade.

Muitos já passaram por isso e prosperaram. As dívidas se tornaram algo comum na vida do brasileiro, o importante é acordar para não se endividar mais e não se desesperar. Ter uma vida financeira equilibrada é possível, só é preciso dar o primeiro passo.

 

 

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