Como suas emoções afetam seu bolso

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Quem nunca comprou algum item sem necessidade e depois se arrependeu quando chegou a fatura do cartão, que atire a primeira pedra.

 

Muitas vezes nos deixamos levar pela nossa cabeça, aí não há consciência que segure a vontade de passar o cartão na maquininha. Somos todos meros mortais e isso faz com que a gente cometa alguns enganos vez ou outra.

 

O problema é quando isso passa a ser frequente e, assim, se torna um desafio na hora de equilibrar as finanças. Se você quer tentar se livrar daquela máxima “sobra mês no fim do dinheiro”, sugiro que você dê uma olhada em algumas situações em que as suas emoções afetam diretamente o seu bolso.

 

1) Comprar sem necessidade

 

Essa é uma atitude que ocorre frequentemente nas melhores lojas do país. Creio que uma das principais causas para isso é quando usamos as compras como uma válvula de escape.

 

Está triste porque brigou com alguém que você gosta? Por que não comprar uma blusinha nova? Uma reunião chata no trabalho te deixou para baixo? Dá-lhe cartão de crédito no supermercado.

 

Tenho certeza que você já se viu em uma situação parecida com essas que acabei de citar. O problema aqui não é buscar formas de se animar, mas usar a gastança como a “nova fórmula da felicidade”.

 

Outro motivo que nos faz comprar algo sem realmente precisar é o medo do arrependimento. Aquela loja de acessório que você tanto gosta está em promoção, mas lá na sua casa já tem pelo menos três colares que ainda estão com etiqueta. Você precisa mesmo aproveitar o preço menor hoje?

 

Aquela coisinha que fica na cabeça da gente: “aproveita agora porque amanhã pode acabar” é uma das maiores inimigas do seu bolso. Por isso mesmo, a dica de fazer uma lista com o que realmente precisa é uma mão da roda.

 

2) Gastar mais do que pode

 

Está todo mundo usando o tênis da moda na academia, menos você. Só que você sabe que um par custa uma fortuna que você não possui. Para que se deixar levar pela moda só para se sentir “por dentro”?

 

O excesso de confiança, isto é, achar que suas decisões são sempre corretas também é um problema para as suas finanças. De nada adianta por a culpa sempre no outro ou em um fator externo. Se sua conta no banco está no vermelho, a culpa não é só da crise ou do primo da sua tia que foi viajar para fora e te ofereceu para trazer aquele celular que ainda nem chegou no Brasil.

 

Faça um planejamento do que precisa e quanto dinheiro tem para adquirir cada coisa. Se o valor que você tem na carteira não for suficiente para comprar tudo, faça uma lista de prioridades.

 

3) Fingir que está tudo bem

 

Nós, pobres seres humanos, temos muita dificuldade em encarar nossos problemas de frente. Aí quando a coisa desanda, a gente vai enrolando, enrolando… só que essa enrolação pode custar muito caro.

 

Na hora de analisar as finanças, muita gente sai correndo. Eu entendo, pois colocar tudo na ponta do lápis não é a tarefa mais prazerosa do mundo. Porém, o esforço vai valer muito a pena e suas finanças vão te agradecer. Por isso, não fuja da realidade, especialmente se sua situação financeira já deu indícios de que não vai nada bem.

 

Se você teve que usar o cheque especial, por exemplo, é melhor quitar este débito o quanto antes. Quanto mais essa dívida for empurrada com a barriga, pior ficará para o seu bolso. Os juros são altíssimos e o valor devido pode triplicar em questão de semanas.

 

Não se deixe levar pelo efeito avestruz. Nada de enfiar a cabeça no buraco para não enxergar a realidade à sua frente e ignorar uma situação negativa para evitar o desconforto que ela provoca.

 

4) Ignorar os riscos

 

No campo das finanças comportamentais (sim, existem pesquisadores que estudam nossos comportamentos financeiros), existe uma atitude chamada otimismo irreal. Ela se refere à nossa capacidade de, basicamente, achar que tudo será sempre cor de rosa.

 

Muita gente vive a vida sem pensar no futuro, ignorando os problemas que podem acontecer a qualquer um. Infelizmente, alguém da família pode ser diagnosticado com uma doença grave ou a empresa que você trabalha pode fechar as portas de um dia para o outro.

 

E aí? Como faz para lidar com esse problema? Bem, não é possível prever o futuro (ainda), mas dá para se prevenir financeiramente para não ser engolido pela maré. Ter controle financeiro é muito importante e, nesse processo, construir uma reserva financeira é fundamental para poder lidar com emergências.

 

Você não vai conseguir curar seu familiar ou tirar a empresa da falência, mas vai poder cuidar muito bem de quem você gosta e conseguir pagar as contas por um tempo até encontrar outro emprego.

 

Viu só como a nossa cabeça prega peças que afetam diretamente nosso bolso? Da próxima vez que estiver em uma situação semelhante às que eu citei neste artigo, respire fundo e não deixe que sua mente tome conta das suas finanças.

 

Ana Cláudia Inez  é graduada em Relações Públicas e mestre em Processos Comunicacionais. Integrante da equipe de comunicação da Toro Radar – uma das maiores empresas de análise e consultoria em investimentos –  é responsável pela comunicação e relacionamento da empresa com parceiros em todo o Brasil.

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