Como usar o 13º salário para sair das dívidas?

Escrito por: - Publicado em: 09/12/2021

Por Patrícia Carvalho

 

Alta da inflação e instabilidade econômica. Para 74,6% das famílias brasileiras, a combinação destes dois elementos resultou no endividamento, conforme um levantamento da CNC (Confederação Nacional do Comércio) divulgado no mês de novembro.

 

A boa notícia é que trabalhadores com carteira assinada, servidores públicos e beneficiários do INSS recebem o abono salarial neste mês e podem usar o 13º salário para se livrar das dívidas.

 

Se este é o seu caso, não deixe de conferir as dicas abaixo para um melhor proveito do 13º e, de quebra, sair do vermelho.

 

Como usar o 13º salário para sair do endividamento?

 

Desde o início da pandemia, a diminuição de renda é uma realidade de muitos brasileiros. Junto a isso, o aumento no preço de produtos e serviços pesou ainda mais nos orçamentos familiares.

 

Por mais que sejam muitas as explicações por trás de uma dívida, fato é que a tendência é de um efeito cumulativo, motivado pela cobrança dos juros ou pelo surgimento de novos débitos.

 

Uma conta de R$ 50,00 com juros de R$ 0,50 por dia de atraso, por exemplo, passará a custar R$ 75,00 após 30 dias de atraso. Isso sem contar a multa pela impontualidade no pagamento e outros encargos. No fim das contas, o consumidor pode chegar a pagar o dobro ou mais que o dobro do valor devido em um primeiro momento.

 

O mês de dezembro, em especial, exige uma atenção extra, afinal, o período é conhecido pelas comemorações de fim de ano e, consequentemente, aumento do consumo. 

 

Este também é o mês em que milhões de trabalhadores celetistas recebem o 13º salário. E por mais que a tentação de utilizar o dinheiro para satisfazer desejos e interesses pessoais possa ser grande, é preciso ter cautela, sobretudo em situações de endividamento.

 

Uma alternativa, nesse contexto, é usar o 13 salário para deixar as contas em dia. Mais adiante, explicamos como. Veja:

 

1. Anote todas as dívidas

 

Antes de mais nada, é fundamental que você saiba o que e quanto você deve. Reúna todos os boletos devidos e anote os valores de cada dívida, assim como o resultado da soma de todas elas.

 

Dessa forma é possível se organizar e ter uma visão macro da situação financeira. Além disso, somente a partir do valor total da dívida é que é possível se programar para quitá-la.

 

2. Dê preferência para aquelas que possuem juros mais altos

 

Há dívidas e dívidas. Na prática, isso quer dizer que diferentes organizações lidam de formas distintas com inadimplências ou atraso no pagamento. Valores como juros, encargos e outras cobranças oscilam muito a depender do tipo de crédito.

 

Uma forma de evitar que a dívida vire uma bola de neve é dar preferência para pagar aquelas que possuem os juros mais altos, como faturas de cartão de crédito e cheque especial.

 

3. Renegocie a dívida

 

Quem tem boca vai à Roma, já diz o ditado popular. E no contexto econômico, não é muito diferente.

 

Acredite, as empresas ou organizações desejam regularizar a situação tanto quanto você e de modo geral são abertas a negociações.

 

Portanto, após seguir os passos anteriores, não hesite em procurar a empresa e fazer uma proposta de renegociação. Se possível, pague a dívida à vista, pois isso pode render maiores descontos na cobrança de multas, juros e tarifas.

 

4. Tome cuidado com os novos gastos

 

Uma vez que o objetivo de se livrar das dívidas é alcançado, atente-se para não se endividar novamente.

 

Entenda qual é o seu orçamento, ou seja, quanto de dinheiro entra e sai por mês. Recorrer à dica do primeiro tópico e fazer anotações também é muito útil neste momento. 

 

Aproveite e analise também para onde tem ido o seu dinheiro e quais gastos podem ser reduzidos ou quem sabe até cortados, como um serviço de streaming que não está sendo utilizado ou o plano de telefonia com uma série de benefícios deixados de lado no dia a dia.

 

Caso precise ou queira comprar algum produto ou serviço, lembre-se de verificar se a sua situação financeira permite e se aquele gasto não comprometerá sua renda do mês atual e dos próximos.

 

5. Invista em você

 

Pagou as dívidas e ainda sobrou um trocado? Que tal usar o 13º para se aperfeiçoar profissionalmente e, quem sabe, ser promovido ou receber um aumento? A longo prazo, o dinheiro investido trará um retorno.

 

No caso de quem é empreendedor, existe a possibilidade de aplicar o dinheiro no próprio negócio, também com a perspectiva de aumentar a renda gradualmente.

 

6. Estude finanças

 

Seguir as dicas acima pode te ajudar a lidar melhor com a situação de endividamento. Porém, para adquirir saúde financeira, é essencial entender o mercado e aprender a administrar as finanças pessoais.

 

Com isso, é possível manter a saúde financeira em dia e evitar contrair dívidas novamente. Existem cursos gratuitos que tratam especificamente do tema endividamento e de como se organizar financeiramente, por exemplo, podem ser encontrados em instituições como a Escola Nacional de Defesa do Consumidor (ENDC), FGV (Fundação Getúlio Vargas) e Banco Central.

 

Estas foram as 6 dicas para você usar o 13º salário e deixar as finanças em ordem. Gostou das sugestões? Aproveite e compartilhe este conteúdo com alguém que também precisa delas.

 

Por Patrícia Carvalho – Jornalista formada pelo Mackenzie. Acredita no potencial da comunicação em levar o conhecimento adiante e contribuir para a transformação da realidade social. Hoje, atua como produtora de conteúdo na bxblue – fintech de empréstimo consignado online, para que a educação financeira alcance (e emancipe) cada vez mais vidas.

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