Dicas para conseguir taxas de juros de empréstimo menores

Escrito por:

O cenário macroeconômico ainda instável no momento tem feito com que o governo tome medidas para recuperar a economia. Entre uma das possibilidades está a de aumentar as taxas de juros de empréstimos e outros tributos para compensar as isenções a alguns setores.

 

No final das contas, essas alterações impactam diretamente no bolso, já que encarecem a oferta de crédito. Veja os cuidados necessários na hora de contratar um empréstimo.

 

Como as taxas de juros de empréstimos são calculadas?

 

A análise para liberação de linhas de empréstimo pessoal pode levar em consideração algumas variáveis como histórico devedor e comprometimento total da renda com dívidas.

 

O score de crédito dá ainda uma “nota” para essa classificação sendo que algumas modalidades ficam mais suscetíveis a aprovar ou não o crédito, dependendo desta condição.

 

Mas do lado das instituições financeiras existem ainda outras decisões para a definição da política de crédito (que inclui também o público-alvo atendido).

 

Em uma análise mais simplista é possível dizer que os bancos determinam suas regras a partir da taxa básica de juros (Selic), do spread bancário e, especialmente em relação ao risco envolvido em cada operação. O objetivo nem sempre é só aumentar os lucros diretos, mas sim evitar a inadimplência.

 

Sendo assim, as taxas de juros de empréstimos estão diretamente associadas ao risco do tomador não pagar aquela dívida. Quanto maior o risco, maior a taxa de juros cobrada, normalmente.

 

Linhas disponíveis

 

Hoje o crédito é ofertado através de cartões de crédito, crediários, cheque especial, financiamentos, crediários, empréstimos. Os empréstimos variam ainda entre empréstimo consignado, não-consignado, com ou sem garantia.

 

Conforme a linha escolhida, podem ser exigidos alguns pré-requisitos como comprovação de renda ou movimentação bancária, tempo de registro em carteira, margem consignável para empréstimos com desconto na folha de pagamento.

 

Perspectivas para as taxas de juros de empréstimos em 2021

 

Os economistas preveem que a Selic – que é a taxa referencial da economia – seja elevada dos atuais 2,0% ao ano, para 3,5% ou até 4,0% até o final deste ano.

 

Selic mais alta e com a incidência de maior tributação sobre os bancos, a tendência é de que as taxas de juros de empréstimos também aumentem. Como consequência, os contratantes podem pagar mais ao solicitar um novo crédito.

 

O que fazer para garantir taxas de juros menores?

 

Aproveite para conferir as 3 dicas para fazer boas escolhas quando o assunto é garantir dinheiro sem sacrificar o seu bolso:

 

1 – Compare ofertas

 

Aqui, a regra básica não muda: pesquisar. Comparar modalidades e instituições financeiras será cada vez mais importante.

 

O mesmo crédito solicitado em diferentes instituições pode apresentar diferenças de mais de 20% muitas vezes. Outra dica para descobrir o melhor crédito é comparar o CET (Custo Efetivo Total) já que essa taxa diz quanto é possível economizar.

 

O CET soma a taxa de juros, encargos, tributos e outras taxas. Por esse motivo é o indicador que deve ser utilizado na comparação.

 

2 – Troque sua dívida por uma mais barata

 

Outra possibilidade que pode ser bem interessante para quem já tem dívidas em andamento é trocar as dívidas atuais por outra mais barata. Isso acontece quando o contrato é levado para outra instituição financeira.

 

Com a portabilidade de crédito, os contratantes podem negociar os contratos com outros bancos. Os bancos, compram a dívida, quitando o saldo devedor e, em contrapartida, emitem um novo contrato.

 

Entre uma das vantagens está a de obter taxas de juros menores. Assim, mesmo que as taxas de juros de empréstimos aumentem, ainda é possível garantir boas condições.

 

3 – Use o crédito de forma consciente

 

Fazer o gerenciamento das contas é uma recomendação simples, mas que pode ajudar no controle financeiro.

 

O maior problema não está no uso do crédito, mas sim quando o crédito não é utilizado de forma criteriosa. Existe um tipo de crédito indicado para cada necessidade. Recorrer ao cartão de crédito ou cheque especial nem sempre são as melhores opções.

 

Avalie sua necessidade de fazer uma nova dívida, pesquise e compare as alternativas e contrate somente o valor necessário – para evitar o endividamento.

 

Com isso, ainda que as taxas de juros de empréstimos subam, você conseguirá acesso se precisar. E mais do que isso: pode planejar o pedido, uso do dinheiro e os pagamentos, sem se desesperar para resolver qualquer urgência ou emergência.

 

Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue, fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

Independência Financeira: como planejar?
Por Equipe Organizze
Consumo planejado: dicas para evitar deixar a renda familiar no vermelho
Por Equipe Organizze
O que é cuidar do seu dinheiro com estratégia?
Por Meu Patrimônio
Diferença entre despesa, gasto e custo
Por Equipe Organizze
Sinta a felicidade de estar no controle de suas finanças

Cadastre-se grátis, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Organizze

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).