É hora de rebalancear sua carteira!

Escrito por:

No artigo “Convoque a seleção dos seus investimentos” falamos da importância da alocação estratégica nos investimentos para bons resultados a longo prazo. Nesse sentido, a diversificação é uma peça fundamental para o gerenciamento de risco e geração de valor.

 

Uma verdadeira carteira diversificada é composta por ativos que respondem de forma diferente entre si (descorrelacionados), a partir dos movimentos do mercado. Na prática, uma vez definida cuidadosamente uma alocação estratégica e realizada uma boa diversificação de ativos, você passa a ter um plano de investimento de longo prazo. Ao longo do tempo, entrará em cena um componente muito importante para o gerenciamento da carteira: o rebalanceamento.

 

Rebalancear consiste em manter a carteira alinhada a estratégia e ao perfil de risco definido, podendo ser realizado anualmente e/ou em momentos de grandes movimento dos ativos (variações de 5% ou mais). Significa resgatar de ativos ganhadores e aplicar em ativos perdedores em um determinado período, mantendo a alocação original.

 

Ao realizar as mudanças em sua carteira em momentos de stress do mercado, não quer dizer que irá correr mais ou menos risco, e sim cumprir o que foi estabelecido em seu plano, desde o início. Os movimentos do mercado são um chamado para que realize essas mudanças e siga fiel a sua estratégia de longo prazo.

 

Escrevendo assim pode parecer simples, mas não é. É necessário muita disciplina e um estômago forte para seguir o plano. Nosso comportamento e análises sobre o contexto nos fazem cair em armadilhas e alterar o plano. Estamos vivendo isso na pele agora. Atingimos a máxima do Ibovespa em 24 de janeiro de 2020 (119 mil pontos) e, a partir do avanço do Coronavírus, entramos em uma espiral de queda intensa, atingindo a mínima em 19 de março de 2020 (61 mil pontos), tombo de aproximadamente 49% e ainda não sabemos se é o fim.

 

Diante deste cenário, as incertezas tomam conta e acreditamos que não existirá amanhã, portanto, retirar os recursos da renda fixa e alocar em ações, por exemplo, não parece muito “seguro”.

 

 

A segurança deste movimento vem de estudos que comprovam a sua eficácia. Ao contrário do que possa parecer, o principal objetivo do rebalanceamento não é aumentar o retorno da carteira e sim mantê-la alinhada ao perfil de risco desejado a longo prazo. A sua execução permite que saia de posições em alta, bem como entre em posições em queda, ou seja, aplica-se na prática a disciplina do “Compre na baixa e venda na alta”. Realizando um movimento contrário ao que a maioria faz, mantemos a disciplina na estratégia e evitamos a destruição de riqueza ao longo do tempo.

 

Planeje e seja feliz!

 

Por Renan Lima | Graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, Especialista em Economia Comportamental pela ESPM e Planejador Financeiro CFP®. Atuou no Financial Times Group – Merger Market, em Londres, Inglaterra e Trainee nas Lojas Riachuelo S.A.. Foi membro do Instituto Líderes do Amanhã, Cindes Jovem (entidade sem fins lucrativos do Sistema FINDES), Laboratório Estudar, programa de formação de lideranças da Fundação Estudar e Professor na Fucape Business School, entre as 10 melhores faculdades do país. Atualmente, é sócio da Alphamar Investimentos, Embaixador e membro da Comissão de Advocacy da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros).

Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

Antes de investir, saiba o seu perfil de investidor
Por Alphamar Investimentos
3 dúvidas que todo investidor iniciante tem
Por Equipe Organizze
3 dicas de investimento para pós-pandemia
Por Equipe Organizze
Renda fixa vs Renda variável
Por Luiz Roberto Brem de Almeida
Sinta a felicidade de estar no controle de suas finanças

Cadastre-se grátis, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Organizze

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).