E se aplicar seu dinheiro fosse como comprar imóvel?

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Investir em imóveis é praticamente uma questão cultural no Brasil, um costume passado de pai para filho. Portanto, quando as pessoas decidem adquirir um imóvel o raciocínio por trás de cada passo a ser dado até a efetivação da compra é bem simples. Por mais que algumas dessas etapas ocorram de maneira intuitiva, seguem uma lógica. Normalmente o primeiro passo é definir o propósito da compra, “quero comprar pra morar, quero comprar apenas para investir ou quero comprar para morar, mas quero que seja também um bom investimento”. Ter essa clareza quanto ao objetivo da compra é determinante para dar os próximos passos.

 

A partir daí você tem a opção de procurar seu imóvel ideal por conta própria ou contando com a ajuda de um corretor e, uma vez que isso é decidido, você finalmente é apresentado às opções de imóveis e seus critérios de escolha definirão qual a melhor opção. Bom, para imóveis essa linha de raciocínio é muito simples. Mas e para aplicar seu dinheiro?

 

Felizmente as etapas não são muito diferentes. Tão importante quanto ter bem definido o porquê de comprar um imóvel é saber o motivo pelo qual se vai aplicar seu dinheiro. Esse é o ponto de partida. “Quero fazer um investimento pensando na minha aposentadoria, quero constituir minha reserva de emergência, quero trocar de carro daqui a 2 anos…”. A partir daí você define qual será o prestador de serviço que utilizará para investir, ou seja, se utilizará uma corretora e contará com o apoio de um assessor de investimentos ou um gestor de carteiras, ou se utilizará o banco em que é correntista.

 

Tendo bem claro o propósito e a ferramenta a ser utilizada, o próximo passo é definir quais os melhores produtos, isto é, quais as melhores aplicações, fundos, etc. Vale ressaltar que essa análise tem que ser feita levando em consideração o seu objetivo. Não faz sentido por exemplo constituir sua reserva de emergência aplicando em um fundo com alta volatilidade. Nesse caso devemos buscar alternativas mais conservadoras onde a liquidez será priorizada em relação à rentabilidade. Ao mesmo tempo, ao pensar em investir para a aposentadoria imaginando longo prazo, liquidez não é prioridade. Para esse caso pode ser pertinente se expor um pouco mais ao risco em busca de uma melhor rentabilidade.

 

Com a popularização das corretoras o brasileiro vem mudando sua forma de investir, deixando de lado os grandes bancos e passando a ter acesso a melhores produtos. Mesmo assim é importante frisar que, por mais que conte com ajuda para ser orientado em relação às melhores aplicações, estas têm que ser condizentes com seus objetivos e levar em consideração três fatores: risco, liquidez e rentabilidade.

 

*Felipe Modenese é Planejador Financeiro na Alphamar Investimentos. Graduado em Engenharia pela Universidade Vila Velha. Atuou na Petrobras e possui vasta experiência no mercado imobiliário.

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