Financiamento vale a pena?

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É da nossa cultura comprarmos algo financiado, principalmente se tratando de bens duráveis, como automóveis e imóveis. É quase instintivo, ao vermos algo que queremos, verificarmos se temos dinheiro para a entrada e se as parcelas cabem no nosso orçamento mensal, sem nem levarmos em conta o quanto de juros iremos pagar nesse processo. Porém, muitas vezes não conseguimos economizar por causa deste hábito, que nos leva a jogar dinheiro fora sem percebermos.

 

Para que fique mais claro, vamos supor que eu queira trocar de carro. Desta forma eu levo meu carro em uma revenda e este é avaliado em R$ 10.000,00. Porém o carro que desejo comprar custa R$ 20.000,00. Sendo assim o vendedor me oferece financiar a diferença (R$ 10.000) em 24 parcelas de R$ 625,00. Após verificar que a parcela cabe no meu orçamento, e que é uma ótima oportunidade, pois o carro está sendo vendido por um valor menor que a FIP decido comprar.

 

Após comprar o carro, vou para casa satisfeito, acreditando que fiz um ótimo negócio, e pagarei com satisfação as parcelas. Muitos vivem nesse ciclo de “satisfação”, e sempre que terminam de pagar as parcelas do carro correm para a concessionária trocar de carro e assumir mais parcelas. Porém o que essas pessoas não enxergam é que esta prática corrói as finanças, veja como isso acontece:

 

Voltando ao exemplo, podemos notar que pagaremos, durante esses dois anos, um montante entre juros e empréstimo de R$ 15.000,00 (24 x 625), sendo que R$ 10.000,00 referem-se ao empréstimo e 5.000 aos juros, ou seja, os juros correspondem a 50% do valor emprestado, o que é um valor exorbitante se comparado as rentabilidades de alguns investimentos, como por exemplo o Tesouro Direto SELIC que rendem míseros 5,5% ao ano.

 

E se você ainda acredita que esta é uma situação normal, e que não vê problema em financiar o carro, recomendo que olhe em um prazo um pouco maior. Suponha que eu mantenha este hábito, e que a cada 2 anos eu resolva trocar de carro e que sempre financie R$ 10.000,00, da mesma forma que aconteceu no exemplo. Após 28 anos praticando este hábito eu teria gasto R$ 140.000,00 apenas em juros, ou seja, com esse valor poderia ter comprado outros 7 carros á vista, além daquele que eu já tenho, ou então se tivesse investido, estaria me rendendo em torno de R$ 630,00 mês se aplicado em um investimento seguro.

 

Desta forma fica a dica para sempre pensar duas vezes antes de contratar um empréstimo ou financiamento, tanto de carro, como imóvel, pois pode ser este detalhe que está te impedindo de ter uma vida tranquila e alcançar a independência financeira.

 

Forte abraço e até mês que vem.

 

*Luiz Roberto é um administrador apaixonado por finanças que desde 2014 expõe suas ideias através do blog Dificuldade Financeira. O projeto cresceu e em 2016 iniciou sua carreira como instrutor na Udemy.com publicando cursos sobre finanças pessoais.

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