Guia completo para quem vai adquirir a casa própria

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Se você sabe que investir em imóveis pode ser uma ótima ideia, certamente está interessado em comprar um. Seja para obter futuros ganhos financeiros ou para ter um lar, um patrimônio todo seu.

 

Apesar dos altos custos dos imóveis, o sonho da casa própria está ficando cada vez mais próximo da realidade dos brasileiros. Tudo isso devido à maior liberação de crédito e às diversas formas de compra de casas ou apartamentos.

 

Você faz parte do time de quem quer comprar, mas ainda tem dúvidas? Saiba que, apesar da inflação e dos valores, as taxas de juros quase estagnadas são grandes atrativos neste setor.

 

Entretanto, é preciso muito cuidado antes de fechar um negócio. Afinal, uma grande quantia de dinheiro será desembolsada! Planejando bem, é possível comprar um imóvel sem se preocupar mais do que o necessário, usando seu dinheiro de forma inteligente.

 

Quer saber como ter segurança na hora de comprar o tão sonhado lar? Confira este guia e saiba o que é preciso para fechar um bom negócio!

 

Defina claramente o tipo de imóvel que você quer

 

Para não se perder entre tantas opções, o planejamento deve ser feito antes que você saia à procura de imóveis. Decida se pretende comprar uma casa ou apartamento, o tamanho do imóvel, em qual região quer morar, o valor máximo e mínimo que quer gastar, se acredita que precisa financiar, dentre outros detalhes.

 

Dessa forma, você evita cair em arrependimentos e se comprometer em pagar uma aquisição que vá além do seu orçamento.

 

A cada imóvel, uma situação

 

Após definir o que quer comprar, é importante lembrar que os imóveis têm características diferentes, dependendo do estágio em que se encontram. Conheça as recomendações para adquirir cada tipo, seja este novo, usado ou na planta.

 

Imóvel novo: preço alto, investimento seguro

 

O imóvel novo costuma ser a mais cara das opções. Além da disponibilidade de pagar o seu preço, é preciso que você se atente a alguns detalhes. O primeiro deles é se ele está bem localizado e próximo a escolas, supermercados, pontos de transporte, farmácias e outros serviços que você pode precisar. Se for investir em algo novo, é preciso que pense em sua futura venda, o que exige análise de todos os aspectos que podem valorizá-lo posteriormente.

 

Uma outra dica é que, antes de comprá-lo, analise bem o memorial descritivo e confira se todos os itens e as marcas dos materiais utilizados em sua construção são os mesmos que constam no papel, como elevadores, azulejos, pisos, tubulações e metais. Verifique, também, se a empresa vendedora do imóvel é de confiança, checando o CREA (Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia) de sua região, e analisando os outros empreendimentos que ela construiu.

 

Imóvel usado: fique atento às condições do local

 

Imóveis usados são opções mais baratas e podem se encaixar melhor em seu orçamento. A regra para eles é que você inspecione bem o lugar que está comprando. Para isso, é necessário que você agende uma visita, verifique toda a situação e possíveis defeitos que possam existir como rachaduras, infiltrações e mofos. Lembre-se de marcar este encontro com o seu corretor durante o dia, pois é neste período que estas falhas são mais visíveis!

 

Outra dica é pedir a sua matrícula no Cartório de Registro de Imóveis e conferir todas as modificações que já foram feitas e detalhes específicos como metragem, transações e escrituras sobre ele.

 

E, assim como nos imóveis novos, é importante certificar de que o item que está comprando também apresenta opções de valorizações futuras. Dessa forma, ficará fácil de repassá-lo, caso deseje.

 

Imóvel na planta: tome cuidado na compra

 

A atração de um imóvel na planta é poder contar com uma opção nova e mais em conta. Porém, esta é uma das aquisições que mais precisam de cuidados. Em muitos casos, existem erros em sua escritura, irregularidades e até mesmo fraudes.

 

Para evitar dores de cabeça, verifique o memorial descritivo do imóvel. Nele, deverão constar informações sobre a escritura do terreno, se o IPTU está pago, se o projeto foi aprovado pela prefeitura, além dos documentos sobre a empresa e seus sócios.

 

Lembre-se também de conferir os materiais que serão utilizados na construção do imóvel e de guardar os materiais promocionais, como anúncios e folhetos explicativos. Dessa forma, você pode cobrar os seus direitos, caso não saia como o planejado pela construtora.

 

Conheça todas as opções de pagamento

 

Atualmente, existem diversos sistemas de créditos e formas de pagamento para que você possa adquirir um imóvel. Financiamento, consórcio ou até mesmo à vista, é preciso tomar alguns cuidados ao realizá-los e conferir se a opção escolhida caberá no seu bolso.

 

1 – Pagamento à vista

 

Se você já possui um fundo que cobre todo o valor do imóvel, pagar à vista é a melhor opção. Sem os juros, aumentam suas chances de lucrar com as valorizações e possíveis repasses do bem. Além disso, ao pagar à vista é possível negociar para obter descontos.

 

Uma dica para quem quer comprar imóveis à vista é complementar o valor com a retirada dos recursos do FGTS. Dessa forma, é bem provável que você não se comprometa muito financeiramente e não precise fazer planejamentos de longo prazo.

 

2 – Contratando um financiamento

 

Antes de iniciar o processo de crédito, você precisa decidir como conseguirá pagar as parcelas mensais, verificar como alcançar a menor taxa de juros, qual o valor que será financiado, se será totalidade (somente em casos de imóveis novos e na planta), ou se pretende pegar o mínimo emprestado. Uma boa forma de conseguir fazer todos estes estudos é utilizando os simuladores de crédito imobiliário.

 

Para financiar o seu imóvel, é possível fazê-lo de duas formas:

 

Sistema Financeiro de Habitação (SFH): indicado para imóveis de baixo custo, que permitem o financiamento de até 90% do valor, cujas taxas não ultrapassam de 12% ao ano e que podem ser deduzidos do FGTS.

 

Sistema Financeiro Imobiliário (SFI): não permite o uso do FGTS, as taxas são negociadas com o próprio banco e não ultrapassam os 10% ao ano. É indicado para imóveis com valor maior do que R$ 750 mil.

 

3- Optando pelo consórcio

 

Se você tem um perfil poupador e consegue fazer planejamentos a longo prazo, o mais indicado é o consórcio. A vantagem de quem opta por esta modalidade é que ela possui menos parcelas do que o financiamento e pode ser quitada mais rapidamente. Além disso, você tem chances de ser sorteado ou dar lance nos leilões promovidos pela administradora do consórcio, adiantando o recebimento.

 

Lembre-se de verificar se a empresa com a qual você negocia está regulamentada e presente na lista do Banco Central.

 

Vale a pena comprar um imóvel atualmente?

 

Hoje em dia é possível perceber uma alta valorização de bens imobiliários. No Brasil, até em 2011, um imóvel poderia ser comprado por um determinado preço e ser vendido por outro com o acréscimo de até 30% no seu valor. Apesar de uma queda na margem de lucro, hoje as valorizações imobiliárias permanecem ainda na casa dos 14%. Lembrando que esta é uma média e que, em cada região ou cidade, estes números podem variar.

 

Segundo pesquisas da Fipe (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas), o momento é de investimento no setor. Por isso, se você pretende aplicar seus recursos em imóveis, essa é uma boa ideia para contar com uma valorização e ganhar rendimentos com o bem adquirido.

 

Por outro lado, não são todas as pessoas que podem pagar por um imóvel. Nesse caso, o ideal é fazer investimentos menores para aumentar as receitas e conhecer opções reais, na qual a compra possa acontecer.

 

Seja simplesmente para fazer investimentos ou para morar, adquirir um bem imobiliário é uma grande decisão na vida de qualquer um. Por isso, antes de iniciar a compra de seu imóvel, lembre-se de ter cautela e explorar as possibilidades deste setor.

 

E você? Está pensando em comprar um imóvel? Qual forma de pagamento pretende utilizar? Deixe as suas experiências e sugestões nos comentários abaixo!

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