Guia completo para quitar as dívidas ainda nesse ano

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O ano de 2017 começou com um número significativo de brasileiros inadimplentes. A crise foi crescendo cada vez mais desde 2015, ocasionada pelo aumento gradual do desemprego, inflação crescente e taxa de juros altíssimas. Mas pela primeira vez nos últimos anos, o último trimestre do ano apresentou uma queda no número de brasileiros endividados.

 

O principal motivo para esse retrocesso é o novo perfil do consumidor, muito mais conservador e que pensa muito antes de se envolver em pendências financeiras. Tudo porque o risco de entrar no emaranhado de juros pesados é sempre alto e as dificuldades em manter as finanças equilibradas é cada vez mais difícil.

 

Um guia para sair da crise ainda esse ano

 

O medo de “quebrar” financeiramente é paralisante, não só para as pessoas que receiam fazer novos empréstimos, como também para os bancos, que ficam ainda mais exigentes para liberar recursos. E sem crédito, a economia fica estagnada.

 

Baseado nesse conceito, os economistas afirmam que fazer dívidas não é ruim, o problema é não pagá-las. Afinal, o crédito é o principal estímulo do comércio e do consumidor, que consequentemente gera novos empregos e um fôlego vindouro para a economia. E desde que não comprometa a renda, também é proveitosa para o consumidor. Mas quando ela sai do controle e consome mais de um quarto da renda, a tendência é que cresça como uma bola de neve e se torne insustentável.

 

Começar o ano com dívidas é um mau negócio. Além de ter o nome negativado e o dinheiro cada vez mais consumido pelos juros, há a falta de perspectivas financeiras para o ano novo. Afinal, sem o poder de compra há o adiamento de sonhos e a tranquilidade de ter a conta em dia.

 

Para quem ainda está preso às pendências financeiras, ainda dá tempo de se livrar delas esse ano. Os prazos podem parecer apertados, mas nada como um bom planejamento para conseguir escapar desse problema e virar o ano com expectativas financeiras positivas.

 

1 – Identificar as dívidas

 

Algumas pessoas são tão desregradas com as finanças que nem sabem ao certo quais são suas dívidas reais. Antes de tudo, é fundamental conferir todas as pendências, inclusive as que já negativaram o nome nos órgãos de defesa de crédito. Hoje é muito fácil saber se está com o nome negativado ou não, além dos contatos com as empresas de cobrança, basta buscar na internet e pagar uma taxa para ter os dados.

 

2 – Saiba porque se endividou

 

Raramente as dívidas surgiram de fatores externos, em geral elas são o resultado de descontrole nas finanças. É preciso identificar onde está o problema para que ele seja sanado por inteiro e não apenas remediado, como o fato de muitas famílias usarem todo ano o 13º salário para pagar dívidas, enquanto ele poderia ser usado para poupar ou realizar sonhos.

 

Sem resolver a origem, todos os anos elas ressurgem e as suas complicações se tornam uma péssima rotina, tendendo a piorar.

 

3 – Hora da faxina

 

É fundamental que sejam anotadas todas as despesas mensais, fixas e variáveis, que vão ajudar a visualizar os excessos cometidos. E nada como uma boa faxina para começar o ano novo, sem supérfluos que podem ser descartados, para que sobre dinheiro para coisas muito mais importantes.

 

4 – Calcule os novos recursos

 

Trabalhos extras e até mesmo o 13º salário podem ser incluídos nessa conta e ajudar a desafogar as dívidas. O problema é quando encobrir juros, taxas e valores altos dessa forma pode criar uma rotina desequilibrada de “dinheiro fácil”.

 

O 13º salário pode ajudar bastante na quitação ou negociação da dívida, mas ele também é ótimo para ser poupado e usado em situações mais prazerosas e práticas. Dessa forma, faça um planejamento real para o próximo para que no final possa ser aproveitado integralmente de forma muito mais consciente e prazerosa.

 

Em casos mais críticos, é possível negociar 10% das férias como opção de quitar pendências financeiras.

 

5 – Defina prioridades

 

Muito importante é pagar dívidas com juros altos antes dos pequenos valores, mas em primeiro lugar está sempre os serviços essenciais como água, luz, e gás. Tudo porque são serviços que podem ser suspensos caso a conta não seja paga.

 

Em seguida, imóveis financiados e que podem ser tomados em caso de acúmulo da dívida. Como há grande risco de perder a casa em que mora, procure sempre pagar e negociar os valores o mais rápido possível, antes que se transformem numa avalanche.

 

6 –  Troque de dívida

 

Os juros do cheque especial são os mais altos do país, seguido a risca pelo cartão de crédito. O susto só aumenta ao pegar a fatura e identificar os valores exorbitantes. O transtorno real acontece quando se paga apenas o valor mínimo mensal, empurrando o restante para a próxima oportunidade.

 

Essa prática chega a um ponto quase irreal de valores estratosféricos, que deixam qualquer família em desespero. A solução é negociar com o banco a substituição da dívida por outras linhas de crédito mais baratas e com juros menores. Empréstimos consignados, hipoteca e penhora são alguns dos mais conhecidos. Há ainda a possibilidade de mudar de banco e levar sua dívida para ele, sob condições mais vantajosas.

 

6 –Renegocie dívidas atrasadas

 

Dívidas que estão em atraso, mas que ainda não negativaram o nome devem ser negociadas imediatamente. Procure o credor para propor um prazo mais flexível ou se for possível, a quitação da pendência à vista com bons descontos.

 

Quando há inadimplência e o nome já está cadastrado na lista de maus pagadores, as próprias empresas intermediam as negociações. É muito comum que haja mutirões de negociação com descontos espetaculares, que livram o consumidor das dívidas e alivia o credor dos valores pendentes.

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