Guia completo sobre Bitcoin: o que é, como investir e quais os riscos?

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Você já deve ter ouvido falar da moeda digital Bitcoin, não é mesmo? A criptomoeda mais famosa da atualidade tem ganhado cada vez mais espaço no mercado financeiro e na mídia, principalmente por conta da sua valorização, que ultrapassou os 1000% em 2017.

 

Mas você sabe o que é, de fato, o Bitcoin? Como surgiu, como funciona ou até mesmo como investir nesta moeda? Se sua resposta para alguma destas perguntas foi não, você está no lugar certo!

 

No artigo de hoje você vai entender um pouco mais sobre esta criptomoeda que tem causado um enorme furor entre grandes investidores e pequenos poupadores ao redor do mundo. Confira!

 

O que é Bitcoin?

 

O Bitcoin é uma moeda virtual criada para ser utilizada em transações financeiras online. Diferente de moedas como o euro, o dólar ou o real, o Bitcoin só existe no meio digital, não sendo possível utilizar a criptomoeda para compras físicas, por exemplo, como estamos acostumados.

 

Por se tratar de um produto 100% digital e inovador, o Bitcoin está disponível de maneira limitada no mercado mundial. Existem cerca de 21 milhões de Bitcoins espalhadas pelo mundo e, periodicamente, uma pequena quantidade da moeda digital é disponibilizada na rede – que podem ser encontradas pelos famosos “mineradores de Bitcoin”, sobre os quais falaremos mais abaixo.

 

O Bitcoin não possui lastro e, portanto, não está ligado a nenhum governo, especificamente. Isto faz com que a limitação da quantidade de Bitcoin seja ainda mais importante para o controle da moeda.

 

Quando falamos em Bitcoin é impossível deixar de lado a impressionante valorização da moeda. Entre novembro de 2016 e novembro de 2017, a criptomoeda mais famosa do planeta acumulou valorização superior a 1000%, e chegou a valer quase US$ 20 mil cada no mês de dezembro de 2017 – cerca de R$ 65 mil por apenas um Bitcoin!

 

Uma marca impressionante, não é verdade?

 

A história do Bitcoin

 

O surgimento dos Bitcoins ainda é um grande mistério. Sabe-se que a criptomoeda foi criada em 2009, por um programador japonês identificado como Satoshi Nakamoto – embora não se saiba se este é, de fato, seu nome verdadeiro.

 

Este programador lançou a moeda digital na rede com o objetivo de oferecer aos usuários uma moeda que se diferenciasse de outras moedas mundiais e que não tivesse qualquer vínculo com países ou governos. O plano deu certo e o Bitcoin começou a despertar o interesse de usuários de todo o mundo, até se tornar a criptomoeda mais valiosa do planeta.

 

Como funciona?

 

O funcionamento do Bitcoin é bastante particular, e bem diferente do que estamos acostumados em nosso dia a dia. No caso das moedas convencionais, existe sempre uma instituição financeira que gerencia e cobra pelas transações financeiras realizadas entre os usuários, centralizadas em uma rede específica.

 

Já no caso dos Bitcoins, todas as transações são feitas entre os próprios usuários e são asseguradas pelo sistema blockchain, uma tecnologia digital que permite que os pagamentos eletrônicos sejam feitos de maneira segura e eficiente, sem custos e sem intermediários, de qualquer lugar do mundo.

 

Além das transações entre os usuários, é possível adquirir produtos e serviços com a criptomoeda, desde que o estabelecimento aceite pagamentos online com Bitcoin. Bastante interessante, não é mesmo?

 

Minerando Bitcoin

 

Você talvez já deva ter se deparado com o termo “minerar Bitcoins” por aí, e muito provavelmente não tenha entendido o significado desta expressão. A gente explica!

 

Minerar Bitcoins é uma tarefa que se tornou bastante comum entre entusiastas do Bitcoin, que buscam lucrar com as criptmoedas. Por meio de computadores de alta capacidade de processamento, os interessados em minerar Bitcoins rodam programas complexos e “pesados” em busca da resolução de desafios matemáticos ligados à criptografia.

 

Quem resolve o desafio primeiro é recompensado com Bitcoins. Por conta do forte crescimento da moeda nos últimos anos, o número de mineradores da criptomoeda se multiplicou rapidamente, tornando o processo de mineração cada vez mais profissional e difícil – principalmente para pessoas comuns.

 

Investindo em Bitcoin

 

Quem deseja investir em Bitcoins deve, em primeiro lugar, ter um uma carteira virtual em seu nome. É neste ambiente que as transações – transferências, compras, vendas e pagamentos – com a criptomoeda serão realizadas.

 

Os Bitcoins podem ser adquiridos por meio de dinheiro real – que será utilizado para comprar a moeda, através da mineração da moeda ou em transações específicas – quando você, por exemplo, aceita receber pagamento por um trabalho ou produto em Bitcoins.

 

Com os Bitcoins em mãos, o investidor decide se mantém suas criptomoedas armazenadas em sua carteira virtual ou se negocia a moeda digital no mercado, a fim de resgatar o dinheiro investidor. Muitos investidores adquirem Bitcoins para especular, comprando a criptomoeda na baixa e vendendo na alta, acumulando rendimentos por esta transação.

 

Outra maneira de investir em Bitcoins é por meio dos contratos futuros, que foram disponibilizados aos investidores recentemente na bolsa de Chicago, nos Estados Unidos. É importante ressaltar que, como todo investimento, investir em Bitcoins tem riscos.

 

Os riscos do Bitcoin

 

Agora que você já entendeu o que é e como funciona o Bitcoin, é hora de conhecer os principais riscos atrelados à criptomoeda. Vamos lá?

 

1. Alta Volatilidade

 

A volatilidade da criptomoeda é um dos principais riscos para os investidores – principalmente aqueles que têm pouco domínio no campo da especulação financeira. A cotação do Bitcoin já chegou a variar mais de 20% em 24 horas – o que pode resultar tanto em oportunidades de ganhos quanto chances de perdas do valor investido.

 

Por isso, quem deseja investir no Bitcoin deve estar ciente que esta volatilidade é bastante comum quando falamos da moeda digital.

 

2. Falta de Lastro

 

Embora este seja um dos principais diferenciais do Bitcoin, a falta de lastro dificulta a comprovação do valor do Bitcoin. Por isso, é cada vez mais difícil medir o valor da criptomoeda na prática; sabemos quanto ela vale no mercado, mas não é possível determinar se, na prática, ela vale o que custa.

 

3. Ausência de Regulamentação

 

Muitos países ainda não estabeleceram regras para o uso e transações envolvendo o Bitcoin. No Brasil, por exemplo, a moeda não é regulamentada. Esta ausência de regulamentação em alguns mercados pode ser um grande empecilho para muitos investidores, já que isso mostra uma certa resistência dos governos em reconhecer a força e importância da criptomoeda.

 

4. Bolha Financeira

 

Muitos especialistas acreditam que a supervalorização do Bitcoin nos últimos meses é resultado de uma bolha financeira, que está prestes a estourar. Caso isso ocorra, muitos investidores podem perder todo o dinheiro investido na criptomoeda em um curtíssimo período de tempo.

 

Conclusão

 

Se você pensa em investir em Bitcoins, é importante apenas fazê-lo com moderação: diversifique seus investimentos e evite alocar todo seu capital em um único produto – como os Bitcoins. Com foco e muito cautela é possível, sim, investir na criptomoeda e ganhar dinheiro com Bitcoins!

 

E qual é a sua opinião sobre os Bitcoins? Deixe seu comentário!

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