Independência financeira: como montar um planejamento eficiente?

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Muitas pessoas têm o objetivo de alcançar a independência financeira, ter maior controle sobre o dinheiro e, sobretudo, poder realizar seus objetivos e evitar endividamentos. Contudo, nem sempre fica claro o que precisa ser feito e por onde se deve começar.

 

Pensando nisso, resolvemos escrever o artigo de hoje e vamos falar sobre o planejamento financeiro e como ele pode ser feito.

 

Afinal, o que é o planejamento financeiro?

 

O planejamento financeiro é o ponto de partida para quem deseja alcançar a independência financeira. Por meio dele é possível:

 

→ Controlar todos os recebimentos e gastos ao longo dos meses;

→ Reverter situações negativas, onde se gasta mais que o que se ganha;

→ Fazer projeções para períodos futuros;

→ Estabelecer e acompanhar metas de poupança e receitas;

→ Conseguir estabilidade financeira.

 

Para isso acontecer, ele não pode ser apenas uma planilha com o orçamento pessoal. Esse planejamento também envolve uma mudança de hábitos e criação de metas que ajudam a controlar mais os gastos ao longo do mês.

 

Independentemente de o objetivo ser comprar um celular novo, fazer uma viagem, ou realizar o sonho da casa própria, a ideia é a mesma: ter controle, tomar atitudes pensadas e evitar gastar sem planejar.

 

Quais atitudes podem ser adotadas colocar o planejamento em prática?

 

Como dito anteriormente, para que o planejamento possa ajudar a alcançar a independência financeira, é preciso adotar algumas novas atitudes e mudar velhos hábitos. Para começar listamos alguns pontos importantes e fáceis de aplicar na prática. Veja só:

 

Registrar todas as receitas e despesas

 

Esse é o primeiro ponto e, talvez, o mais importante. Quando se tem o registro de tudo que se recebe e gasta, é possível visualizar, por exemplo:

 

→ De que forma o dinheiro está sendo empregado;

→ Quais categorias absorvem uma parcela maior das receitas;

→ Quais gastos são supérfluos.

 

Esse tipo de análise ajuda a começar a organização e visualizar como algumas mudanças podem ser realizadas, já de início, especialmente no que diz respeito à redução de custos. Também ajuda a acompanhar a rotina, facilitando a tomada de decisões mais conscientes.

 

Para fazer esse controle, vale contar com aplicativos que auxiliam o acompanhamento das movimentações e fornecem uma visão mais precisa de como será o fechamento mês a mês, além de permitir que um planejamento de longo prazo seja realizado.

 

Criar metas de redução dos gastos

 

Essa também é uma mudança muito importante para alcançar a independência financeira.

 

Com essas metas, se toma consciência a respeito dos gastos que não são necessários e podem ser reduzidos. E, a partir daí, a economia alcançada leva a uma autonomia maior, além de ser a principal razão de não cair em endividamentos.

 

Evitar fazer compras por impulso

 

Muitas pessoas fazem compras apenas pelo fato de poder, ou por ter dinheiro à mão — dinheiro esse que pode, inclusive, vir a fazer falta no orçamento mensal — , mas não param para ponderar se o produto adquirido realmente é necessário. Esses gastos impensados, em médio e longo prazo, prejudicam o alcance dos objetivos estabelecidos.

 

Além disso, a compra sem planejamento impede a realização de pesquisas de preço, o que, em muitos casos, faz com que o valor pago seja maior do que o necessário.

 

Comprar à vista, sempre que possível

 

As compras à vista aumentam o poder de barganha, ou seja, é muito mais fácil conseguir descontos, do que quando se compra parcelado. Isso também é algo que ajuda, e muito, na economia de dinheiro. Além do fato de que, dessa forma, tudo que é gasto “pesa mais no bolso”, fazendo com que os impactos de cada compra sejam sentidos no ato.

 

O ideal é comparar preços em diferentes lugares, e, se possível, tentar negociar valores. No final, o desconto pode ser bem satisfatório.

 

Evitar compras no cartão de crédito

 

O cartão de crédito é um recurso muito útil, principalmente em momentos de emergência e quando as compras realizadas possuem um valor muito alto. Porém, o problema é a ilusão momentânea de que “é só comprar”; e isso se torna pior quando as compras são parceladas e o impacto é pouco sentido.

 

Também deve-se tomar o cuidado de planejar os parcelamentos, uma vez que, em médio e longo prazo, eles podem ser acumular e absorver uma parcela grande do orçamento, ou mesmo fazer com que os gastos sejam maiores do que as receitas.

 

Portanto, o ideal é fazer o uso apenas quando for mesmo necessário e evitar, a todo custo, fazer o parcelamento da fatura ou o pagamento do valor mínimo, visto que os juros são muito altos.

 

Evitar pegar empréstimos

 

Para muitas pessoas, quando se tem dívidas pendentes, a primeira solução que surge é pegar um empréstimo e quitar as pendências. Porém, nesses casos, o que se fez foi trocar de dívida, em vez de solucionar o problema.

 

Sem contar que as taxas de juros costumam ser bem elevadas, o que faz com que, em muitos casos, seja mais viável tentar uma renegociação com os credores.

 

Estabelecer metas de economia

 

Nesse caso, vale utilizar uma poupança para guardar uma fatia da receita mensalmente. A princípio o valor pode ser pequeno, de acordo com suas possibilidades. Nesse começo, o que vale mesmo é adotar o hábito de sempre reservar um valor mensal para poupar.

 

Esse objetivo está diretamente ligado à redução dos gastos, dado que, em muitos casos, para começar a poupar, é preciso encontrar meios de reduzir o custo total mensal.

 

Criar uma reserva de emergência

 

Imprevistos acontecem e normalmente chegam em um momento em que se está desprevenido, ou seja, sem dinheiro sobrando. Portanto, além da meta de economizar — que é o principal meio de se conseguir alcançar os objetivos — vale a pena pensar em uma reserva de emergência.

 

Assim, quando os momentos de dificuldade financeira chegarem, se tem um colchão de segurança para cobrir as necessidades e dar suporte à fase difícil.

 

Ter disciplina

 

A disciplina é fator crucial para se chegar à independência financeira, pois não adianta muito fazer um planejamento impecável e não conseguir mantê-lo na prática. Portanto, é preciso tomar consciência da necessidade das mudanças e, sobretudo, cumprir com tudo o que foi estabelecido.

 

A conquista da independência financeira

 

Como vimos, para alcançar a independência financeira não basta apenas acompanhar e controlar tudo o que se recebe e se gasta ao longo do mês.

 

É essencial fazer um planejamento, estabelecendo metas e definindo quais atitudes precisam ser tomadas para que o alcance dos objetivos.

 

Faça um comentário e nos conte suas sugestões para a conquista da independência financeira e suas experiências sobre esse assunto. Participe da conversa!

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