O orçamento familiar perfeito!

Escrito por:

O orçamento familiar perfeito é aquele que funciona em sua família, podendo ser construído e monitorado de forma eficiente e organizada de diferentes maneiras. Acima de tudo, é importante que tudo seja combinado e exista diálogo, afinal, o velho ditado “o combinado não sai caro” é primordial nas finanças familiares. Isso se deve ao fato de que em uma família temos várias pessoas, portanto, mais de uma cabeça para tomar decisões sobre o que fazer com o dinheiro. Nesse sentido, definir a “regra” a ser seguida, em comum acordo, contribui para o gerenciamento das finanças e uma relação transparente e saudável, evitando um estresse financeiro.

 

Pesquisas mostram que brigas sobre dinheiro são mais intensas, demoram mais e geram palavras mais duras, como o estudo da Kansas University, que acompanhou 4,5 mil casais por vários anos e descobriu que o estresse causado pelas finanças lidera o topo da lista dos motivos de separação de homens e mulheres.

 

Para ajudar na construção do seu orçamento familiar perfeito, veja duas alternativas de organização, que podem ser a “regra” a ser seguida em sua família: orçamento separado e orçamento único.

 

Orçamento Separado

 

O orçamento separado com base na renda, talvez seja a forma mais comum de organização das finanças familiares. Quando nos unimos a alguém muitas vezes não paramos para conversar sobre dinheiro e, naturalmente, nos dividimos para arcar com as despesas que aparecem. É aquela história: “Chegou o boleto do condomínio! Deixa que eu pago!”, e assim vai. Isso acontece sem nenhum planejamento. Em um determinado momento, cria-se um padrão e as contas passam a ser divididas, podendo ser proporcional ou desproporcional à renda de cada um. Em geral, o cônjuge que possui a maior renda, paga a maior parte das despesas.

 

Pode-se buscar uma maior proporcionalidade ao seguir uma lógica baseada no peso da renda dos membros da família, ou seja, quem recebe mais paga mais:

 

 

O orçamento separado funciona para muita gente e, sempre que seguido à risca, garante a manutenção da proporcionalidade entre as entradas e saídas.

 

 

Todavia, existe o risco de ocorrer algumas situações de estresse. Um deles é quando o peso maior das saídas recai sobre um cônjuge, ou seja, as saídas passam a ser desproporcionais às entradas:

 

 

Neste exemplo, o peso maior recaiu sobre o cônjuge A, destinando a sua receita total para as despesas, não sobrando saldo para os seus objetivos de vida (poupança para aposentadoria etc.), o que pode ser um motivo para discussões.

 

Além disso, pode ocorrer um estresse ainda maior quando alguém sai do trilho e a conta não fecha:

 

 

Neste exemplo, as saídas são superiores a todas as entradas e o cônjuge A entra no prejuízo, certamente, afetando toda a família. Nestas situações de desequilíbrios, discussões e julgamentos sobre o uso do dinheiro passam a fazer parte da agenda da família. Os cônjuges, que deveriam jogar no mesmo time, agem com individualidade, mantendo orçamentos separados e julgando o que outro está fazendo com o dinheiro, mesmo que muitas das despesas sejam da família.  

 

O orçamento separado funciona quando as contas estão em ordem, porém, é possível que haja conflitos por razões como: dinheiro sobrando, objetivos de vida diferentes e indefinição de onde investir os recursos. Por isso, a visão de um orçamento único pode auxiliar a gerenciar as finanças e reforçar a união da família.

 

Orçamento Único

 

Este sim é pode ser chamado de orçamento familiar. Visa à construção de um orçamento único para a família, acreditando que o poder do “nós”, recompensa o “eu”. Assim tudo é transparente, reunindo todas as entradas e saídas, compartilhando e alinhando objetivos individuais e familiares. Este formato valoriza a união da família e simplifica o gerenciamento, uma vez que o orçamento é visualizado de uma maneira única, com todas as entradas e saídas da família consolidadas, conforme abaixo:

 

 

O orçamento único requer comprometimento e transparência entre os membros. É colocado em prática a partir do planejamento do orçamento, em que o exercício é decidir para onde o dinheiro deve ir, em vez de se perguntar para onde ele foi. Neste ponto, é necessária uma conversa honesta sobre as prioridades da família e seus membros, a fim de definir metas por categorias (moradia, lazer etc.) de forma planejada. Assim, cria-se uma responsabilidade coletiva, o que reforça o comprometimento com as finanças e, consequentemente, a união da família.

 

Assim como em qualquer gerenciamento das finanças familiares, eventuais desafios, imprevistos e situações de estresse também podem ocorrer, mesmo com o orçamento único. Contudo, as discussões passam a ser mais pragmáticas, com foco na solução e no que é melhor para todos. O propósito é a tranquilidade financeira e a felicidade da família.

 

Individualidade

 

Uma das justificativas para a manutenção de orçamento familiar separado é a individualidade, ou seja, cada cônjuge ter liberdade para usar o seu dinheiro como quiser. Contudo, problemas podem ocorrer no caso de desequilíbrio entre as partes, como um dos cônjuges mentir sobre suas finanças para diminuir suas responsabilidades e até mesmo não dividir as contas. Neste ponto, a transparência e confiança são abaladas, sendo essas posturas verdadeiros trampolins para o descontrole financeiro e o início dos desentendimentos conjugais.

 

Em um orçamento único, cujos pilares são a transparência e comunicação, é possível manter a individualidade. Basta definir um valor de “mesada” para cada cônjuge, ou seja, um dinheiro que pode ser usado com o que quiser (compras, hobbies etc.), sem a necessidade de descrever detalhadamente os gastos.

 

Agora que você conhece as formas de construir o orçamento familiar, converse com sua família, defina uma regra clara e construa o orçamento perfeito para vocês. Mão na massa!

 

Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

Aprendendo finanças na prática
Por Luiz Roberto Brem de Almeida
O que é independência financeira? Veja 4 dicas para alcançá-la
Por Ana Cláudia Inez
Vale a pena adiantar parcelas de um empréstimo?
Por Equipe Organizze
Desempregado: descubra 5 coisas que você não pode fazer (de jeito nenhum)
Por Equipe Organizze
Sinta a felicidade de estar no controle de suas finanças

Cadastre-se grátis, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Organizze

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).