Os 4 maiores erros na declaração do Imposto de Renda

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Obrigação anual das Pessoas Físicas, a declaração do Imposto de Renda (IR) 2020 já pode ser entregue, desde o dia 02 de março. Fora o atraso na entrega, existem ainda os 4 maiores erros na Declaração do Imposto de Renda, que podem causar diversos transtornos financeiros.

 

Saiba quais são e como evitá-los, para não cair na malha fina!

 

Os 4 maiores erros na Declaração do Imposto de Renda

 

A chamada Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física (DIRPF) é uma prestação de contas anual com a Receita Federal (RF).

 

De forma muito simples, pode ser entendida como um relatório de créditos e despesas ao longo de um ano. Assim, geralmente, tudo o que altera o patrimônio financeiro de uma pessoa precisa ser declarado. Alguns lançamentos são sujeitos à cobrança de impostos, enquanto outros são isentos.

 

Mas, ainda mais importante do que saber o conceito do IR, é saber quais são os erros na Declaração do Imposto de Renda mais comuns. E, principalmente como evitá-los. Confira!

 

1 – Não citar os Informes de Rendimentos

 

Os Informes de Rendimentos são relatórios gerados pelas instituições financeiras que comprovam a movimentação bancária ou de investimentos.

 

Omitir os rendimentos, independente de serem tributáveis ou não, é um dos maiores erros na Declaração do Imposto de Renda. E isso vale tanto para o declarantes e para os seus dependentes, caso tenham.

 

Como o Fisco cruza diversas informações financeiras, é muito fácil descobrir essa falha que leva a cair na malha fina.

 

Portanto, todas as contas bancárias e de investimentos devem ser declaradas. As instituições têm um prazo para encaminhar a todos os seus clientes os informes (antes do período da declaração). No entanto, em muitas situações o próprio usuário também pode acessar os demonstrativos nos sites ou aplicativos.

 

2 – Não declarar empréstimos

 

Os empréstimos também precisam ser declarados. Tanto os tomados, quanto os cedidos. Basta lembrar que essa operação financeira, aumenta ou reduz o patrimônio dentro de determinado período (o IR considera o intervalo de um ano, assim a declaração de 2020 tem como base o ano-calendário de 2019).

 

Ao contrário do que muitas pessoas pensam, mesmo os empréstimos tomados ou cedidos por pessoas físicas, com valor igual ou acima de R$ 5 mil precisam ser declarados, anualmente, embora sejam isentos.

 

Assim, por exemplo quem fez ou pagou um empréstimo consignado ao longo de 2019, assim como quem emprestou dinheiro de terceiros ou para terceiros precisa inserir esses valores na declaração. No primeiro caso a ficha a ser preenchida é a de Dívidas e Ônus Reais. Já no segundo, a de “Bens e Direitos”.

 

3 – Informar o valor errado dos bens

 

Bens como carros e imóveis tanto dos declarantes, quanto de seus dependentes também precisam ser declarados. Um dos maiores erros na Declaração do Imposto de Renda é justamente no momento de inserir o valor.

 

Todos os bens devem ser declarados com o valor da aquisição. É muito comum informar o valor de mercado, o que não está correto – até porque o valor varia ano a ano.

 

Vale lembrar que esse erro também altera o valor do patrimônio e, neste caso, pode interferir nos cálculos dos impostos a pagar ou restituir.

 

4 – Incluir o 13º salário no valor dos rendimentos

 

Os trabalhadores com registro em carteira que recebem o 13º salário devem isolar esse valor. Sendo assim, não deve ser somado aos demais rendimentos tributáveis (salários de outros meses).

 

Vale lembrar que o salário adicional tem tributação direta na fonte, não dando, portanto, direito à restituição. Por isso, é muito importante ficar atento ao informe de rendimentos liberado pela empresa.

 

Os valores são destacados em linhas diferentes e o que deve ser considerado é o somatórios dos valores recebidos no ano, descontando-se o 13º salário.

 

Veja agora, algumas dicas essenciais para não errar no preenchimento da declaração.

 

Dicas essenciais para não errar na sua declaração do IR

 

Os declarantes podem fazer a declaração direto no sistema da Receita Federal ou pelo aplicativo Meu Imposto de Renda ou contar também com a ajuda de um profissional especializado, para ajudar nesta tarefa.

 

Algumas dicas também podem ajudar a poupar tempo e dinheiro. Veja a seguir.

 

Tenha todas as informações em mãos

 

Algumas declarações são mais complexas em função do volume de informações. Além de demandar mais tempo para o preenchimento exigem um planejamento para consulta ou separação das informações necessárias.

 

Dessa forma, é recomendável separar todos os documentos necessários antecipadamente. Embora o prazo para declaração seja, geralmente, de mais de 45 dias, é importante não deixar para a última hora. Vale lembrar que o contribuinte que não fizer a declaração ou entregar fora do prazo está sujeito ao pagamento de multas.

 

Use a última declaração transmitida como base

 

Se a declaração de um ano para o outro têm poucas alterações, é possível importá-la direto no sistema e atualizá-la. Assim, o risco de preencher alguma informação errada ou mesmo esquecer algum lançando é reduzida.

 

Os bens consideram o valor de aquisição (que é fixo) e valores pagos, mas no caso de empréstimos os valores precisam ser atualizados, deduzindo-se o valor que já foi pago ou recebido.

 

Quem emprestou dinheiro para outras pessoas e ainda não recebeu, deve declarar todos os anos, até ter essa quitação.

 

Confira todas as informações

 

Se preencher ou receber a declaração do contador, para validação, confira todas as informações e valores. Alguns erros de digitação podem alterar – e muito – os valores, gerando tributações excessivas, por exemplo.

 

Enquanto a declaração ainda está em elaboração, pode ser editada. Dessa forma, é possível editar, excluir ou incluir itens. Uma vez transmitida a declaração não pode ser alterada mais. Se necessária alguma correção, é preciso encaminhar uma retificação à Receita Federal.

 

Agora que você já sabe, evite os erros na Declaração do Imposto de Renda. Faça sua declaração com calma e antecedência e fique em dia com o leão!

 

Por Danielle Vieira | Apaixonada por marketing, descobriu os números e finanças ao longo do caminho e, decidiu ajudar as pessoas através da educação financeira. Hoje faz isso atuando no marketing da bxblue, fintech acelerada pela Y Combinator e escrevendo em alguns portais.

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