Portabilidade de Financiamento Imobiliário: seu imóvel pode custar menos

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Milhares de brasileiros conquistaram o sonho da casa própria por meio do boom imobiliário e da facilidade na liberação de crédito. Porém, o que deixou de ser analisado, por boa parte deles, foi o quanto seu tão almejado lar custaria no final. Em alguns casos o total chega a ser o equivalente ao dobro ou mais do valor inicial.

 

A boa notícia para você que possui um financiamento como esse, é que a Selic (taxa básica de juros) vem passando por uma sequência de cortes, estimulando os bancos a reduzirem os juros para financiamentos imobiliários. Os bancos não têm a obrigação de reduzir as taxas dos contratos que já estão ativos. O que pode ser feito é a portabilidade do financiamento para uma instituição que ofereça condições melhores.

 

Criada em 2012, a lei 12.703, tem como objetivo gerar competitividade entre os bancos para que ofereçam melhores taxas de juros ao consumidor. Em relação a portabilidade de financiamento imobiliário, a lei prevê facilitar a transferência de dívidas, oferecendo mais transparência, segurança e agilidade ao processo.

 

O primeiro passo do processo de portabilidade é levantar todas as informações do contrato de financiamento junto ao banco de origem. Com essas informações em mãos é possível fazer simulações em outros bancos. É importante não se ater somente aos juros oferecidos, mas também aos demais custos como taxas administrativas e seguros. Para não ter erro, solicite o custo efetivo total do financiamento e compare-os.

 

É provável que após encontrar uma proposta melhor, o banco de origem proponha uma negociação, com o intuito de que seu contrato permaneça com eles. Caso isso não aconteça, prossiga com a portabilidade. Tenha em mente que é uma dívida de longo prazo, e qualquer redução fará uma grande diferença no final. Por exemplo, se você tem um custo efetivo total de 9,5% e a nova oferta é de 9,2%, você deve migrar.

 

É importante saber que o banco de destino fará uma análise, verificando sua situação financeira atual, avaliação do imóvel e a porcentagem que irá financiar. O processo é um pouco burocrático, mas valerá a pena se levar em consideração a redução do montante. Pense nisso!

 

Muita atenção para ofertas que se apresentam como portabilidade, mas na verdade são renegociação de dívida (comuns em créditos consignados). Na portabilidade não pode haver aumento da dívida ou da quantidade de parcelas. Fique atento as práticas abusivas, como a imposição de abertura de conta bancária e o condicionamento da portabilidade à aquisição de novos serviços e produtos.

 

É importante avaliar com cuidado todas as opções para não levar gato por lebre.

 

*Lucienne Melo é graduada em Administração pela Universidade Federal do Espírito Santo e em Comércio Exterior pela Universidade Paulista. Atuou na área de planejamento estratégico da Petrobras, responsável pelo controle orçamentário no desenvolvimento de projetos na área de comunicação. Apaixonada por finanças e comportamento humano, hoje atua como Planejadora Financeira Pessoal.

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