Quatro maneiras fáceis de introduzir educação financeira com as crianças

Escrito por:

Crianças exigentes que querem tudo aquilo que veem não são uma novidade. Os inúmeros estímulos de consumo que recebem diariamente na televisão ou até em um simples passeio no shopping, somados a uma resistência interna para entender as diferenças entre querer, precisar e merecer, acabam criando um verdadeiro caos, que pode vir expresso em choro e até gritos quando os pais passam em frente às lojas de brinquedo ou de tecnologia. Isso acontece porque a criança ainda não tem nenhuma dimensão de quais são os seus limites sociais, o que é bastante comum nessa idade, e vão querer testá-los.

Entretanto, é fundamental que os pais tomem a consciência de que esse tipo de comportamento não pode passar em branco e que não basta apenas chamar atenção para o fato de que essa situação não pode se repetir. É bem provável que tenha chegado a hora de falar sobre finanças com os seus filhos!

Não, você não vai precisar explicar conceitos complexos para os pequenos já nessa idade. Educá-los para que entendam a origem do dinheiro, que é fruto de um trabalho árduo, já é um bom começo. Listamos algumas dicas para você introduzir suas crianças ao mundo das finanças. Vamos conferi-las.

1 – Esclareça sobre a origem do dinheiro

É fundamental que seus filhos entendam a origem dos recursos financeiros da sua família, e como é feita a administração deles. Mostre, de uma maneira delicada e lúdica, que o dinheiro está em praticamente tudo o que é consumido pelo pequeno, desde a alimentação até as roupas, e deixe claro a importância de se ter uma reserva, quando isso for possível. Ele precisa saber o esforço que cada membro da família faz para conseguir manter todas essas coisas.

Outro ponto bastante crucial é deixar clara a situação econômica dos familiares. Seu filho precisa entender que existem limites e que nem tudo é possível realizar dentro do orçamento da família. Mais importante que tudo isso, no entanto, é passar valores sociais que não estejam pautados no consumo, estabelecendo uma relação de transparência para que eles se sintam inseridos dentro da família e tenham consciência do seu papel para ajudar nas finanças domésticas. Assim, lembre a eles que amor, diversão e bem-estar não está atrelado aos produtos, mas às ações.

2 – A mesada é importante para a educação financeira

Alguns especialistas afirmam que, após os 8 anos de idade, as crianças já estão preparadas para receber mesada. Essa atitude, inclusive, pode ser de extrema importância para educá-los financeiramente, caso os pais façam um bom uso desse recurso. O valor da mesada deve estar dentro do que é possível, no orçamento familiar, isso se ela for viável.

Com a mesada, as crianças terão suas primeiras lições práticas sobre a administração de recursos financeiros. É bem provável que, nos primeiros meses, eles façam um mau uso do dinheiro que recebem, mas é aí que os pais tem que se manter presentes, atuando como verdadeiros consultores e passando suas experiências.

Outra forma para aumentar a responsabilidade dos pequenos é oferecer essa mesada como um retorno de alguma tarefa que tenham realizado. Nessa parte, a criatividade fica toda por conta dos pais, que podem dar essas recompensas caso a criança mantenha notas altas no colégio ou até se ela cumprir com algumas atividades domésticas pré-determinadas.

3 – Faça economias junto aos seus filhos

Que tal criar um cofrinho em conjunto com seus filhos? Essa é uma das formas mais indicadas para fazê-los entender que, dependendo das suas necessidades e desejos, as coisas podem levar tempos diferentes até serem conquistadas. O cofrinho é uma das alternativas para fazê-los compreender que devemos definir nossos objetivos em curto, médio e longo prazo.

Pergunte a eles o que ele desejam com o dinheiro e estabeleça uma meta junto a eles. A partir daí, eduque-os para que eles depositem no cofre o troco de todas as transações que tenham feito com a mesada, e ajude-os sempre que puder. Ao atingir a meta estabelecida e finalmente conseguir o que eles tanto desejam, pode ter certeza de que esse estimulo será replicado durante toda a vida.

4 – Noções de economia doméstica são fundamentais

Televisão ligada sem que ninguém esteja assistindo, torneira aberta desnecessariamente e até o consumo desmedido de alimentos supérfluos. Todas essas pequenas atitudes devem ser combatidas desde cedo pelos pais, caso contrário, será muito difícil para que a criança se torne um adulto econômico dentro da própria casa.

Pode não parecer, mas a pequenas atitudes podem refletir diretamente na forma como as crianças vão lidar com o desperdício durante a vida. E, nessa área, não há como fugir: os pais devem ser rigorosos na hora de passar esses valores.

Existem alguns pais que atuam com um rigor desmedido e às vezes até com acessos de fúria para lidar com os pequenos. Esta, porém, não é a opção mais sensata para educá-los. Conversar com eles abertamente, passando as devidas lições, é a melhor forma para que eles se tornem adultos responsáveis. Em resumo, como em qualquer outra área da vida, cabe aos pais a responsabilidade de estarem presentes durante o amadurecimento financeiro dos seus filhos.

Essas dicas ajudaram a introduzir seu filho no mundo das finanças? Deixe aqui o seu comentário e acompanhe nosso blog para mais dicas sobre finanças pessoais!

Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

O que fazer para sair do endividamento?
Por Equipe Organizze
Abuse dos puffs e economize na decoração da casa
Por Viva Decora
Descubra os motivos pelos quais você deve começar a economizar agora mesmo
Por Tiago Trespach Marques
CFD: o que é e como utilizar nas finanças pessoais?
Por Equipe Organizze
Sinta a felicidade de estar no controle de suas finanças

Cadastre-se grátis, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Organizze

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).