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Renda fixa vs Renda variável

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Nos últimos meses tenho visto uma campanha muito forte contra a renda fixa, onde muitos especialistas afirmam que a renda fixa tem tido rentabilidade menor ou muito próximo da inflação, e que a única forma de conseguir uma remuneração adequada é através do investimento em renda variável (ações ou imóveis).

 

Isso tem levado muitas pessoas a tirarem seu suado dinheiro dos investimentos em renda fixa, para colocar em renda variável, como se qualquer investimento classificado como renda variável fosse a salvação para o problema de rentabilidade. Porém, com a queda abrupta nos preços das ações no último mês, pode-se ver que a renda variável está longe de ser um salvador em questões de rentabilidade. Então o que devemos fazer?

 

Entendo que o melhor a se fazer, não só hoje, mas sempre, é entender as características de cada tipo de ativo financeiro, e investir de forma que os seus investimentos sejam compatíveis com os seus propósitos de vida. Para exemplificar melhor essa ideia, vamos falar sobre os dois grandes grupos de investimentos dentro do mercado financeiro: a renda fixa e a renda variável.

 

Renda fixa

 

Existem duas características importantes que devem ser enfatizadas na renda fixa: a primeira é que, por se tratar sempre de um empréstimo de dinheiro, esta sempre têm um vencimento, ou seja, mais cedo ou mais tarde, o valor principal investido deve retornar para o bolso do investidor.

 

A segunda característica importante a ser destacada é que conhecemos seu rendimento, ou seja, faça chuva ou faça sol, a rentabilidade será a mesma.

 

Estas duas características definem que este tipo de investimento serve bem para objetivos de curto e médio prazo, pois a partir do momento que sabemos quanto e quando precisamos, basta escolher um ativo que tenha vencimento no mesmo momento que iremos utilizar o recurso e que o aporte somado a rentabilidade seja suficiente para atingirmos o objetivo esperado.

 

Todavia a renda fixa não é tão indicada para investimento de longo prazo, pelos mesmos motivos, ou seja, investimentos de longo prazo não precisam ter vencimento, pois quanto mais tempo o capital ficar investido mais este renderá. E quando se trava a rentabilidade de um investimento no longo prazo, acaba perdendo a oportunidade de aproveitar momentos de melhora da economia.

 

Outra característica da renda fixa, que é um empecilho para quem quer fazer investimentos de longo prazo, ou também acumular patrimônio, é que este tipo de investimento está baseado em uma promessa e não em uma realidade. Por exemplo, quando você empresta dinheiro (renda fixa) para alguém, você tem a promessa de que esse dinheiro vai ser devolvido daqui determinado tempo.

 

Em contra partida, quando você compra a participação em uma empresa ou um imóvel (renda variável), você recebe um bem em troca, desta forma você já se torna dono de algo.

 

Em razão disso a renda fixa não é indicada para investimentos de longo prazo, e principalmente para quem quer acumular patrimônio, pois é duvidoso ter um patrimônio composto de promessas, que podem ou não serem honradas. Por outro lado, quando se adquire empresas e imóveis, você irá acumulá-los ao longo do tempo, formando assim um patrimônio diversificado em ativos reais (empresas e imóveis).

 

Renda Variável

 

Por sua vez, a renda variável, mais especificamente, investimentos em ações e imóveis, são bons investimentos para longo prazo. Como já citado anteriormente, trata-se de aquisições de bens e não de promessas, que serão seus para sempre, a não ser que você os venda ou eles quebrem (falência das empresas).

 

Todavia, não são bons investimentos de curto ou médio prazo, uma vez que a remuneração depende do pagamento de aluguéis, por exemplo, ou distribuição de dividendos, e isso está muito ligado a situação da economia, que hoje pode estar boa, mas amanhã pode estar ruim. E desta forma, investidores que usam esse tipo de investimento no curto ou médio prazo correm o risco de não atingirem seus objetivos em função de um momento ruim do mercado.

 

A grande dificuldade que vejo nos investidores que buscam esse tipo de ativo é escolher um portfólio de investimentos, de forma que este cresça ao invés de diminuir. E a verdade é que não existe uma fórmula mágica para isso, apenas estudar sobre o assunto e tentar analisar as empresas/imóveis como um verdadeiro investidor, alguém que se tornará sócio.

 

Por exemplo, você se tornaria sócio de empresas que apresentam prejuízo? Ou de empresas super endividadas? Ou de um imóvel vago? Esse tipo de pergunta que cada investidor deve responder e selecionar seus ativos segundo suas respostas.

 

E a rentabilidade?

 

Primeiro é importante sabermos que ela varia, em 2011 a taxa Selic chegou a 12%, já em 2013 foi á 7,25%. Por sua vez, em 2016 estava em 14%, e hoje, 2020, está em 3,75%. E qual será a taxa Selic em 2025?

 

Isso é difícil dizer, por isso devemos dar mais importância ao objetivo que temos para o investimento do que a sua rentabilidade, pois se mantermos um hábito de investimento mensal, investiremos não só quando a rentabilidade está baixa, mas também quando ela está alta, tendo assim uma carteira com uma rentabilidade média do período.

 

A segunda coisa que devemos ter em mente sobre rentabilidade é que “quanto maior o ganho, maior o risco” ou seja, quem é muito ganancioso tende a perder, pois corre muitos riscos, agora quem entende as dinâmicas do mercado, em parte aquilo que expus aqui, provavelmente terá uma rentabilidade próxima a média do mercado, como também tenderá a acumular patrimônio ao longo do tempo.

 

Espero que estes conceitos tenham ajudado você.

 

Forte abraço e até o mês que vem.

 

*Luiz Roberto é um administrador apaixonado por finanças que desde 2014 expõe suas ideias através do blog Dificuldade Financeira. O projeto cresceu e em 2016 iniciou sua carreira como instrutor na Udemy.com publicando cursos sobre finanças pessoais.

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