Se eu não comprar nada, o desconto é maior!

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Quem assistiu o seriado “Todo Mundo Odeia o Chris”, provavelmente já ouviu esta expressão dita pelo pai do protagonista, Julius Rock.

 

Que na dura tarefa de sustentar a família com três filhos, trabalha em dois empregos e ainda é conhecido como “pão-duro” na série, mas na verdade tem muito a ensinar sobre finanças. Um dos ensinamentos é que nem sempre compras com descontos significam economia. Muitas vezes realizamos compras por impulso, e um dos pontos que mais nos atingem são as promoções.

 

Etapas de uma compra por impulso

 

Para esclarecer, dividi o processo de uma compra por impulso em etapas, que ajudam a compreender melhor.

 

1 – Ver: Geralmente isso acontece quando estamos caminhando em um shopping ou centro comercial. Normalmente caminhamos despreocupados ou não focados em comprar, até que enxergamos algo que nos salta aos olhos. Por vezes é apenas uma placa de promoção, outras vezes uma vitrine bem iluminada e por aí vai.

 

2 – Gostar: Ao nos aproximarmos, começamos a admirar aquele produto e pensar como seriamos felizes se o tivesse, ou como seria valorizado por outros, ou ainda, como sou merecedor de ganhar aquilo, e assim sucessivamente, muitas justificativas podem ser encontradas. Muitos podem ser os sentimentos que nos levam a ir em busca de mais informações ou mesmo provar o produto.

 

3 – Identificar a promoção: Se mesmo após tirar as dúvidas com o vendedor e provar o produto o sentimento de necessidade permanecer, chegamos num momento sensível de decidir a compra com base no preço. Caso seja muito caro, provavelmente a decepção irá tomar conta e possivelmente o sentimento de desvalorização terá sua vez. Entretanto, o produto permanecerá em nossa mente como objeto de desejo e assim que surgir uma promoção ou oportunidade, a compra será realizada.

 

Por outro lado, se o vendedor disser que o produto custa “x” mas somente hoje está com 50% de desconto, mesmo sem ter dinheiro, a compra será realizada.

 

O que se pode notar é que inicialmente não temos necessidade, não estamos buscando e não estamos incomodados por não ter algo. Mas isso pode mudar no momento que enxergamos uma placa de promoção, por exemplo. A partir daí, corremos o risco de sair com um pouco menos de dinheiro por ter feito uma compra por impulso.

 

É nesse momento que a fala do Julius faz todo sentido, porque realmente o desconto teria sido maior se não tivéssemos comprado, ainda mais considerando que não era necessário.

 

Faça essas três perguntas antes de comprar

 

Para não cometer mais o erro de comprar algo por impulso, compartilho três perguntas que devem ser feitas antes de fazer uma compra:

 

1 – Eu realmente preciso desse produto?

 

Muitas vezes compramos coisas apenas porque está em promoção ou porque está barato, e este não é um bom motivo, só devemos comprar algo se realmente precisamos. Por isso, ao responder essa pergunta, temos a oportunidade de esclarecer qual é a motivação da compra. Se a compra realmente for por necessidade, siga para a próxima pergunta.

 

2 – Eu tenho dinheiro?

 

Essa é um pouco mais difícil de responder, por vezes até temos saldo na conta, mas esquecemos que está destinado para o pagamento de um boleto ou estava separado para economizar, e acabamos usando para efetuar a compra. Ou seja, para ter uma resposta adequada, é necessário manter um controle do seu orçamento, pois caso não tenha, terá mais dificuldade em responder se aquele saldo está destinado para algo ou não.

 

Caso tenha certeza que é necessário e que possui dinheiro, siga para a próxima pergunta.

 

3 – Tem que ser agora?

 

Uma possibilidade é identificarmos que precisamos do produto, temos dinheiro, mas não iremos utilizar aquele produto imediatamente. Nesse momento devemos ser coerentes, pois tendemos a realizar a comprar para aproveitar a promoção, o que não é errado em si, todavia, se demorar para utilizar o produto, corre-se o risco de ficar ultrapassado, ou então, perceber que na verdade não era tão necessário.

 

Isso é negativo não apenas na questão do desperdício, mas na questão financeira, pois o dinheiro que utilizamos para comprar algo que será útil no futuro pode acabar faltando para comprar algo que seria essencial no presente. Por isso, é importante priorizar as compras para as necessidades do agora.

 

Caso consiga responder as três perguntas de forma positiva e consciente, está preparado para realizar uma compra que terá sentido. Agora, caso responda não em alguma das questões, sugiro que não realize a compra e ainda saia da loja satisfeito consigo mesmo, pois tomou uma boa decisão que favorecerá sua saúde financeira.

 

Forte abraço e até mês que vem.

 

*Luiz Roberto é um administrador apaixonado por finanças que desde 2014 expõe suas ideias através do blog Dificuldade Financeira. O projeto cresceu e em 2016 iniciou sua carreira como instrutor na Udemy.com publicando cursos sobre finanças pessoais.

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