Última chamada para pagar menos impostos! Como a previdência pode te ajudar

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Chegado o final do ano, temos a oportunidade de revisar os erros e acertos do ano que passou e traçar o rumo do próximo ano. Ainda há tempo de poupar para o seu futuro e aproveitar uma grande oportunidade para pagar menos impostos no ano que vem: o benefício fiscal dos Planos de Previdência do tipo PGBL (Plano Gerador de Benefício Livre) e Tradicional.

 

Nestes planos, as contribuições realizadas durante o ano são dedutíveis da base de cálculo a ser considerada na declaração de ajuste anual, em até 12% da renda bruta anual tributável. Os aportes podem ser feitos mensalmente durante o ano ou em uma única vez, em uma previdência PGBL ou Tradicional, sendo que o valor total aportado será deduzido na base cálculo da tributação do Imposto de Renda.

 

Conforme tabela abaixo, uma pessoa que possua uma renda anual tributável de R$ 100 mil no ano, por exemplo, poderia fazer uma contribuição de R$ 12 mil para um plano de previdência e obter uma dedução de R$ 3.300:

 

 

A simulação da dedução deve considerar ainda os valores referentes à contribuição anual à previdência oficial, dependentes, despesas com instrução, despesas médicas etc., além da aplicação de parcela a deduzir sobre a o valor do imposto a ser pago. Todavia, é possível ter uma dimensão do benefício fiscal de contribuir para um plano de previdência complementar. 

 

Caso esteja pensando em contribuir, vale salientar que este benefício só é válido para quem efetua a declaração pelo modelo completo e contribui para o INSS ou outro regime de previdência social, como o de servidores públicos. Além disso, além do salário anual, são considerados outros ganhos como férias, bônus, aluguel de imóveis, pensão e aposentadoria recebidas do INSS. Já receitas extras, como 13º salário e PLR (Participação nos Lucros e Resultados) não são consideradas, pois são rendimentos tributados na fonte.

 

Por fim, é importante saber que, este benefício proporciona na verdade um adiamento no pagamento do imposto, a ser feito no momento do resgate da previdência, e não uma isenção do imposto. Chamamos isso de diferimento fiscal, ou seja, ao resgatar o dinheiro do plano de previdência, o imposto será pago sobre o valor total acumulado (soma das aplicações e dos rendimentos no período), de acordo com alíquota aplicável ao regime de tributação escolhido para previdência: progressivo ou regressivo. Aproveitar este benefício permite que os recursos cresçam de forma consistência e forme uma poupança de longo prazo útil para o futuro.

 

Planeje e seja feliz!

 

Por Renan Lima | Graduado em Economia pela Universidade Federal do Espírito Santo, Especialista em Economia Comportamental pela ESPM e Planejador Financeiro CFP®. Atuou no Financial Times Group – Merger Market, em Londres, Inglaterra e Trainee nas Lojas Riachuelo S.A.. Foi membro do Instituto Líderes do Amanhã, Cindes Jovem, Laboratório Estudar, programa de formação de lideranças da Fundação Estudar e Professor na Fucape Business School, entre as 10 melhores faculdades do país. Atualmente, é Embaixador e membro da Comissão de Advocacy da Planejar (Associação Brasileira de Planejadores Financeiros), Fundador e CEO da Meu Patrimônio, uma das maiores empresas de Planejamento Financeiro do Brasil.

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