Veja como escolher crédito universitário

Escrito por:

Vida de universitário não é fácil, e para aquele que estuda em universidade privada, tem uma preocupação a mais: a mensalidade. Muitos têm dificuldade em pagá-las e recorrem ao crédito universitário, mas é preciso ter muito cuidado para que as parcelas não pesem no bolso mais que deveriam.

 

O site Finanças Femininas explica direitinho cada método de financiamento, assim, você pode escolher qual é o mais adequado para sua situação. Dá uma olhada:

 

Opções de financiamento

Fundo de Financiamento Estudantil (Fies), programa do Ministério da Educação, é a modalidade mais conhecida no País. Nele, a taxa de juros praticada é de 6,5% ao ano e há um período de carência de 18 meses para a estudante começar a pagar a dívida após a conclusão do curso.

 

Com os cortes do governo federal no Fies, entretanto, os programas privados de financiamento ganharam espaço no mercado, como o PRAVALER, da Ideal Invest, o crédito universitário do Bradesco e da Fundacred.

 

Interessadas em manter ou atrair alunos, diversas instituições de ensino mantêm parcerias com as financiadoras ou gerenciam seus próprios programas e podem subsidiar parcial ou integralmente os juros. Por isso, apesar de as opções privadas, em geral, apresentarem taxas mais elevadas do que a do Fies, é possível encontrar financiamentos nos quais não há cobrança de juros.

 

Além da taxa de juros, no entanto, para fazer uma boa escolha na hora de assumir (ou não) um financiamento, é preciso considerar diversos outros fatores, que vão desde a sua realidade financeira aos riscos futuros. Por isso, confira as dicas das especialistas em direito do consumidor, Ione Amorim, economista do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), e Maria Inês Dolci, coordenadora institucional da Proteste.

 

Como escolher o crédito universitário

 

1) Estude as suas opções. Embora ofereça uma oportunidade de concretização do ensino superior para muitas alunas, o crédito universitário não deixa de ser uma dívida. Por isso, antes de optar pelo financiamento, é importante analisar as suas opções. “Vale a pena, antes de tudo, ver quais condições consegue junto à universidade. Com uma bolsa, talvez a aluna consiga pagar a mensalidade sem precisar do crédito”, explica Maria Inês.

 

É possível conseguir também o benefício a partir de programas específicos que fornecem bolsas de estudos, como o Educa Mais Brasil, o Neora e o Quero Bolsa, e de opções como o Bolsa Universidade, iniciativa do governo paulista que oferece pagamento parcial do curso em troca da prestação de serviços na área de estudo.

 

2) Analise o orçamento. Antes de assumir qualquer dívida, é importante fazer uma análise completa do orçamento, pessoal ou da família, conforme o caso, e saber quanto da renda mensal você poderá comprometer com o financiamento. Esta avaliação é fundamental para garantir que você não dê um passo maior do que a perna, perca o direito de renovação do contrato ou, pior, tenha seu nome negativado.

 

Por se tratar de uma dívida de longo prazo, essa opção nunca deve ser feita sem planejamento. “O financiamento universitário é a primeira experiência de muitos jovens com o crédito e é importante ter consciência de que estará assumindo uma dívida para o futuro. Essa situação exige muita responsabilidade”, explica Ione.

 

3) Entenda as condições do contrato. Não entender exatamente o acordo que está fechando é a receita para um mau negócio. Por isso, fique atenta a cada ponto.

 

Entre as questões a serem observadas estão: as taxas de juros, que costumam ser mais baratas do que as de outras modalidades de crédito, mas podem ter um grande impacto pelo prazo de pagamento; a parcela de financiamento, que varia de instituição para instituição (algumas financiam 50% e outras até 100% do valor da mensalidade, por exemplo) e o tempo de contratação, que pode ser semestral, anual ou valer pelo tempo de vigência do curso. É fundamental também prestar atenção ao prazo de pagamento, ou seja, quanto tempo terá para pagar as parcelas financiadas, e aos requisitos colocados em cada contrato, como renda mínima e necessidade de fiador.

 

Quanto aos valores pagos, Maria Inês dá uma dica de ouro para todo financiamento: fique de olho no Custo Efetivo Total (CET) da operação, que consolida o valor total pago, com todas as possíveis taxas, juros e encargos. Com essa informação, você saberá com clareza quanto pagará ao final. “Faça uma pesquisa prévia, compare as condições oferecidas, entenda o que está contratando e quais são os seus direitos”, explica a especialista.

 

4) Faça uma poupança ao longo dos anos. O crédito universitário é um investimento no seu futuro, mas é sempre importante entender que há o risco de não conseguir um emprego logo que finalizar o curso, ou pelo menos não com a remuneração esperada. Por isso, é importante estar preparada para dar conta das parcelas em aberto quando finalizar a graduação. Ione orienta que, para se proteger dessa situação, o ideal é que a estudante poupe dinheiro ao longo do curso, pensando na quitação dessa dívida.

 

Clique no botão abaixo e leia a matéria completa.

Leia mais
Categorias:

Achamos que você vai gostar desses posts, também.

4 ciladas de praia para você ficar longe nesse verão
Por Equipe Organizze
Como ensinar os filhos a administrar o cofrinho?
Por Equipe Organizze
Pagar as dívidas ou construir uma reserva de emergência?
Por Luiz Roberto Brem de Almeida
8 formas simples de evitar as compras por impulso
Por Professores do Sucesso
Organizze
Experimente o poder de ter suas finanças sempre em ordem

Cadastre-se GRÁTIS no Organizze, e veja sua vida financeira mudar a partir de hoje.

Faça como mais de 50 mil organizzados! Receba GRÁTIS em seu email centenas de artigos e dicas para manter suas finanças em ordem (e a newsletter mais legal do Brasil!!).