Aprenda como investir no Tesouro Direto!

Escrito por: - Publicado em: 07/12/2015

Ultimamente, já é bastante comum ouvir que o investimento em Poupança é inviável, que os rendimentos dessa modalidade não cobrem nem mesmo os efeitos da inflação e que você está “perdendo dinheiro” (na verdade, poder de compra). E tudo isso é verdade! Por isso, muita gente tem voltado suas atenções para a alternativa mais segura: o Tesouro Direto.

 

Você já conhece esse modelo de investimento? Sabe qual é seu nível de segurança? Veja neste artigo tudo que você precisa saber para aprender a investir no Tesouro Direto:

 

O Tesouro Direto é um título público

 

O governo tem dois caminhos principais para conseguir dinheiro: arrecadação de impostos e emissão de títulos públicos. Esse dinheiro serve para financiar a manutenção de suas estruturas, investimentos em saúde, educação, infraestrutura e qualquer outro gasto que tenha. Os impostos já são bem conhecidos de todos nós — e incidem sobre tudo que compramos e recebemos —, já os títulos públicos são uma espécie de empréstimo em que o governo indica que está disposto a pegar seu dinheiro sob a condição de te devolver em determinado prazo, corrigido por alguns índices econômicos (tanto o tempo quanto os índices podem variar).

 

O Tesouro Direto foi criado como um programa do Tesouro Nacional para permitir que qualquer pessoa física pudesse “emprestar” seu dinheiro ao governo por meio da compra de Títulos Públicos na internet. Ou seja, ao investir no Tesouro Direto você estará financiando o governo, mas terá a garantia de que receberá seu dinheiro corrigido depois.

 

E será que isso é seguro?

 

Tesouro Direto é seguro?

 

Talvez a melhor forma de responder a essa pergunta seja com outra pergunta: você acredita que é mais seguro emprestar o dinheiro para um banco ou para o governo que regulamenta e estabelece dispositivos de proteção e segurança para as atividades bancárias? Vamos entender melhor.

 

Ao aplicar seu dinheiro na poupança, você está emprestando para aquele banco em particular. Isso quer dizer que se o banco não fizer uma boa administração de seu dinheiro e falir, seus investimentos na poupança serão devolvidos (até 250 mil por pessoa) pelo Governo por meio de uma entidade privada, sem fins lucrativos, chamada Fundo Garantidor de Créditos. Já no caso do Tesouro Direto, você está emprestando o dinheiro para o Tesouro Nacional, ou seja, para o Governo Federal, que possui menor chance de falir e que se não pagar sua dívida já terá causado um enorme estrago na economia — o que poderia levar até mesmo alguns grandes bancos à falência.

 

Há mais duas características que refletem a segurança do Tesouro Direto:

 

→ Os títulos públicos são comprados pelas instituições financeiras para constituírem a parte conservadora dos fundos de investimento. Eles compõem aquele percentual que vai garantir que mesmo que a composição dos demais títulos não seja boa, os investidores ainda assim receberão seus valores de volta. Se os bancos e corretoras de valores utilizam esse investimento como mecanismo de segurança, você ainda tem dúvidas sobre esse aspecto?

 

→ Os títulos públicos são títulos de renda fixa e o investidor pode dimensionar no momento da compra quais serão seus ganhos futuros, baseando-se no histórico dos índices que corrigirão seus títulos. Isso não acontece com as ações, típicos títulos de renda variável que dependem de diversos fatores econômicos para serem valorizadas ou desvalorizadas.

 

Por fim, se você conversar com um consultor financeiro, ele dirá que o Tesouro Direto é um excelente investimento conservador, que não garantirá ganhos espetaculares para seus investimentos, mas que dará segurança e rendimentos necessários para que você possa se arriscar mais no mundo dos títulos de renda variável. Além disso, ele protegerá seus recursos da desvalorização que a inflação poderia causar a eles — o que não acontece com a poupança.

 

Passo a passo para investir no Tesouro Direto

 

#1 – Tenha um CPF e uma conta-corrente em um banco.

 

#2 – Escolha um agente de custódia que fará a intermediação de suas transações de compra, venda e resgate dos títulos públicos com o Tesouro Direto. Esse agente pode ser um banco ou uma corretora de valores e precisa estar habilitado para operar com títulos públicos (no site do Tesouro Nacional existe uma relação dessas instituições, clique aqui e conheça). É importante avaliar no momento da escolha a reputação da instituição financeira, quais são as taxas que esse agente cobra, qual o prazo para a transferência dos valores entre sua conta, o agente e o Tesouro e vice-versa. E é importante lembrar que seu dinheiro não ficará numa conta desse agente, mas diretamente no Tesouro Nacional.

 

#3 – Abra uma conta na instituição financeira que você escolheu para ser seu agente de custódia e solicite a opção de investir no Tesouro Direto. Esse procedimento todo pode ser realizado via internet ou presencialmente.

 

#4 – A BM&FBovespa emitirá uma senha provisória assim que for avisada por seu agente de sua intenção em investir no Tesouro Direto. Ao receber essa senha provisória, vá até o site do Tesouro e troque por uma nova senha, que permitirá que você realize a compra e venda dos títulos, além de consultar seus saldos e extrato diretamente na página do Tesouro Direto.

 

#5 – Descubra qual tipo de título (pré ou pós-fixados) e qual modalidade (atualmente existem duas modalidades de prefixados e três de pós) é mais adequada aos seus objetivos financeiros e compre os títulos. No site do Tesouro Direto há um “Orientador Financeiro” que pode ser usado para apoiar sua decisão e escolha sobre os diferentes tipos.

 

Viu como é fácil e seguro investir no Tesouro Direto? Ainda tem dúvidas ou outras dicas para compartilhar? Deixe o seu comentário aqui no blog!

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