Aprenda como organizar as finanças pessoais em 9 passos

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Organizar as finanças é uma dúvida presente em grande parte das famílias brasileiras. Fazer com que sobre dinheiro no final do mês nem sempre é uma tarefa fácil. Se a pessoa não tem uma vida financeira organizada, corre o risco de comprar além das possibilidades, atrasar contas, pagar juros demais e comprometer os relacionamentos familiares por um tempo razoável. Para fugir desse tipo de situação, confira a seguir nove passos de como organizar as finanças pessoais!

 

Fazer um diagnóstico

 

Muita gente perde o equilíbrio financeiro justamente por não ter um controle adequado do quanto se ganha e do quanto se gasta. Para começar a organização da sua vida financeira, comece a anotar as suas receitas e as suas despesas. Se a diferença entre o que entra e o que sai for negativa, é sinal de que as suas finanças não vão bem. Ao identificar os seus principais gastos, você poderá decidir onde começará a cortar despesas.

 

Criar um orçamento

 

Depois de fazer um diagnóstico, o próximo passo de como organizar as finanças pessoais é criar um orçamento. Para tanto, é necessário analisar os gastos fixos, como prestação da casa ou do carro e mensalidade escolar — que possuem sempre o mesmo valor — além dos gastos variáveis, como conta de energia e de água, que mudam conforme o consumo.

 

Assim como fazem os governos e as empresas, você deve criar um orçamento com a destinação das suas receitas. Por exemplo, você pode estabelecer que os seus gastos fixos não podem ultrapassar 50% da sua renda. Você pode também estipular metas de redução dos gastos variáveis por meio de economia de água, energia e telefone.

 

Priorizar pagamentos que tenham juros altos

 

Se as suas finanças estão descontroladas e você ainda não dispõe de todo o dinheiro necessário para quitá-las, priorize o pagamento das contas que possuem os juros mais altos, como o cheque especial e o cartão de crédito. De modo simplificado, podemos dizer que o juro é o “custo do dinheiro”. Logo, se evita pagar juros, de certa forma você economiza.

 

Caso você tenha todos os recursos necessários para quitar as suas dívidas, busque pagá-las sempre no prazo para não correr o risco de arcar com os juros. Para evitar esquecimento, uma opção é utilizar o débito automático direto na conta bancária.

 

Mudar hábitos

 

Para fechar o mês com as contas sempre no “azul”, tenha em mente que você e sua família precisarão fazer alguns ajustes nos gastos e, provavelmente, mudar alguns hábitos. Por exemplo, jantar em restaurantes, ir ao cinema e fazer compras todo mês são algumas atividades que poderão se tornar menos frequentes. Para evitar frustrações, busque explicar a situação e fazer um acordo com os familiares para que todos se unam para conquistar o equilíbrio financeiro. Em alguns casos, substituir programas pagos por atividades gratuitas pode ser uma forma de compensar eventuais sacrifícios temporários.

 

Fazer compras programadas

 

Depois de aprender a como organizar as finanças, não significa que você e seus familiares não poderão mais comprar o que desejam. Na verdade, vocês devem avaliar se realmente a compra é por necessidade ou por modismo, para buscar algum “status”. Sempre que possível, tome a decisão com critérios racionais e não emocionais. Busque se programar para comprar determinado bem. Assim, você não se endivida para adquirir o produto ou o serviço. Ao juntar o dinheiro para comprar à vista, você terá maior poder de barganha na hora de fazer a aquisição.

 

Ter cuidado com o crédito fácil

 

Limite no cartão de crédito, cheque especial, crédito direto ao consumidor etc. O fato de ter crédito facilitado não quer dizer que você deve usá-lo a todo instante, inclusive, como complemento do seu orçamento. Uma das grandes armadilhas para as finanças pessoais é usar o crédito fácil como se fosse parte da renda habitual. Busque fazer com que suas dívidas se encaixem nas suas receitas.

 

Criar uma reserva de emergência

 

Um passo extremamente importante no processo de como organizar as finanças é criar uma reserva de emergência. Depois de quitar o que deve, você tem que guardar uma porcentagem da sua fonte de renda, em torno de 10% por mês, para criar uma espécie de “colchão de segurança” para gastos inesperados, como saúde, problemas com o carro etc. Recomenda-se deixar esse dinheiro economizado em uma aplicação financeira que tenha boa liquidez (facilidade para sacar o recurso), como a caderneta de poupança ou o Tesouro Direto.

 

Investir em educação financeira

 

Para você aprender realmente a como organizar as finanças, deve investir tempo e dinheiro em educação financeira. Como sabemos, o ensino convencional no Brasil deixa muito a desejar quando o assunto é finanças. Temas como juros, inflação, investimentos e psicologia de consumo só são estudados em cursos especializados, como Contabilidade, Economia e Administração. Ainda assim, existem hoje em dia vários cursos e livros sobre educação financeira dedicados a leigos na área.

 

Tenha em mente que, além de aprender a ganhar dinheiro, você precisará saber como usá-lo de maneira adequada. Afinal, de que adianta ganhar bem se você gasta tudo ou se poderia economizar se soubesse fazer comparações com conhecimento de causa, não é mesmo? Por isso, não subestime a educação financeira, já que ela poderá ajudar bastante a você formar e preservar o seu patrimônio. Disponha também de ferramentas para tornar a organização da sua vida financeira mais fácil e ágil.

 

Fazer investimentos

 

Depois de quitar as suas dívidas, chegar a um orçamento equilibrado e buscar conhecimentos de educação financeira, você já poderá pensar em investir uma parcela da sua renda. Muitas pessoas definem os chamados objetivos financeiros, como a compra de uma casa própria ou a aposentadoria, e fazem investimentos para alcançá-los. Hoje em dia, o mercado financeiro dispõe de diversos produtos, de acordo com o perfil do investidor, que pode ser conservador, moderado ou agressivo. Seja qual for o seu caso, não deixe de pensar no seu futuro.

 

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