Descubra se você está comprando por impulso!

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“Só estou olhando”, diz você para a vendedora que pergunta se pode ajudar em alguma coisa. Esta frase é famosa e muito utilizada em shopping centers e no comércio em geral. Em muitos momentos, nós realmente só queremos mesmo dar uma olhada, ver os produtos sem o compromisso de adquiri-los de fato e sem a intenção real de compra.

 

Mas por que chegamos em casa com a roupa que só iríamos olhar, ou com o eletrônico que estávamos apenas analisando sem compromisso?

 

Antes de responder a esta pergunta, para que você saiba como se livrar da compra por impulso, vamos aos fatos: um estudo realizado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC), mostrou que, nos últimos três meses do ano passado, 52% dos brasileiros fizeram alguma compra por impulso. Levando em conta esta estatística (alta!), é preciso pisar no freio e repensar nossas atitudes, se quisermos economizar de verdade.

 

Sabendo que, homens e mulheres compram por impulso, é preciso identificar de onde vem esta atitude e, neste momento, as emoções, as promoções e o comércio eletrônico ganham destaque.

 

Vá ao psicólogo e não ao shopping

 

A psicologia garante que a sensação de prazer e excitação são algumas emoções relacionadas às compras por impulso. Neste sentido, é fácil sermos alvos das compras por impulso, já que iremos sentir um grande prazer só ao vislumbrarmos o produto em nossas casas, ou usando o objeto recém-adquirido. O prazer e a excitação são buscados também no consumo da bebida e de alimentos, assumindo o controle psicológico do indivíduo nestes momentos, como potentes influências para beber e comer compulsivamente, tal qual acontece com as compras.

 

Outro fator moderno ligado às compras por impulso é o estresse. A ansiedade e a inquietação consequentes de uma semana estressante, ou de uma rotina cansativa ao extremo, são facilmente transformadas em vulnerabilidade perante às compras. Quando nos sentimos deprimidos em função do trabalho ou de algum problema pessoal, ficamos mais suscetíveis a passar o cartão ou assinar um cheque para aquisição de uma roupa, de um celular novo ou de qualquer outro artigo que nos chame a atenção.

 

Quando a promoção é o vilão

 

Obviamente, as promoções chamam a atenção do consumidor que está “apenas dando uma olhada”. Imagine aquele smartphone dos sonhos, câmera de qualidade, ótimo processamento interno e mil e uma utilidades. Mas, pare para pensar: você tem tempo para aproveitar todas essas ferramentas que ele oferece? Você gosta disto? Caso você não seja fã de tecnologia, ou ainda, caso você tenha pouquíssimo tempo livre para ficar no celular, adquirindo este produto na promoção, estará apenas atestando uma compra por impulso!

 

Descontos e promoções são o principal motivo das compras por impulso, e foram mencionados por 50% dos entrevistados na pesquisa do SPC citada anteriormente. Se metade das pessoas que participaram da entrevista disseram comprar por impulso estimulados por promoções, e se eles representam a realidade dos brasileiros, é preciso rever este processo e interceder em seu próprio poder de compra antes de chegar ao caixa.

 

O impulso de comprar em promoções costuma resultar em compra de roupa que não serviu direito ou que nem é do seu gosto; de sapato que você não está acostumado a usar; de celular inferior ao que você tinha; de uma viagem que nem será possível de ser realizada porque você não vai tirar férias neste ano. O saldo é perda total para o seu bolso, que poderia ter passado sem esta.

 

Tentação a um clique de distância

 

O comércio eletrônico é mesmo incrível e vem suprindo uma necessidade que o consumidor tinha, sem ainda se dar conta: do conforto de casa, adquirir produtos que precisa em questão de minutos, e recebê-los no endereço que solicitar alguns dias depois. Além de prático, esta modalidade de comércio é segura e só tende a crescer ainda mais!

 

Enquanto você estiver adquirindo pela internet produtos que realmente precisa, está ótimo! O problema é se você se deixar levar pela facilidade do clique, que, no momento da compra, parece tão inofensivo…

 

De acordo com o estudo do SPC, 35% dos entrevistados assumiram comprar mais por impulso em shopping centers, seguido das lojas virtuais que foram citadas por 23% das pessoas, sendo 28% pelo público masculino e 19% pelo feminino.

 

E estes números referentes às lojas online só tendem a crescer, tendo em vista que também tende a se expandirem as lojas virtuais.

 

E então, você se encaixou em algumas situações citadas acima? Deixar-se levar alguma vez por alguma emoção ou promoção, não é assim tão anormal e ofensivo para o bolso. O problema é quando esta prática sai da exceção e passa a ser rotina, interferindo de maneira negativa no seu orçamento. Que tal parar e lembrar de cada um destes casos, antes de levar o produto que está em suas mãos até o caixa da loja? Experimente, você só tem a ganhar!

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