Empréstimo financeiro: saia da dívida sem gerar outras!

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A concessão de crédito no Brasil aumentou muito nos últimos dez anos. Hoje em dia, a grande maioria da população utiliza recursos financeiros cedidos por instituições para bancar suas contas extras, ou financiar bens e serviços pelos quais não são capazes de pagar em determinado momento. Não é à toa que grande parte do crescimento do crédito no país deve-se à concessão de recursos para pessoas físicas.

 

A oferta de empréstimos tão facilitada e diversificada é um risco para os cidadãos menos precavidos. Na banalização da opção, é fácil pensar que o dinheiro é obtido de forma mais fácil do que realmente deveria ser. Porém, é possível aproveitar a onda de crédito com responsabilidade.

 

Para utilizar esse recurso sem comprometer sua saúde financeira, é preciso se organizar. Antes mesmo de decidir contrair um empréstimo pessoal, é necessário planejar, analisar os cenários e ver qual é aquele que se encaixa melhor nas suas condições. O planejamento evita que quem pega o dinheiro emprestado acabe perdendo o controle das variáveis que envolvem uma transação como essa. Os riscos para quem pede um empréstimo pessoal podem ser revertidos, assumindo o controle da situação desde o início.

 

Saiba escolher a modalidade de empréstimo certa

 

Pesquisar pelas instituições financeiras que fornecem as melhores condições para o empréstimo é essencial. Mas é preciso ainda averiguar as diferentes modalidades e suas implicações. Um financiamento é diferente de uma consignação em folha que, por sua vez, não é igual ao crédito pessoal sem garantias.

 

É necessário analisar a situação na qual se encontra, e o objetivo do empréstimo para contratar a modalidade mais adequada. Sem isso, você fica sob o risco de pagar mais juros do que deveria, ou abrir mão de facilidades que viriam a calhar em certos momentos.

 

Um empréstimo consignado em folha de pagamento, por exemplo, é uma modalidade oferecida geralmente a funcionários públicos e pensionistas, na qual as prestações são descontadas na fonte de pagamento. Por ter essa garantia, os juros são menores do que um empréstimo comum. Aliás, quanto maior a garantia, menor tendem a ser os juros. Um empréstimo cedido com um imóvel como garantia tem juros e condições de pagamento bem mais baixos e fáceis do que qualquer outra modalidade.

 

Além disso, há créditos específicos para certas situações, como o educacional, o rural, para reformas em imóveis. Eles têm condições e juros próprios e podem ser uma saída bem mais vantajosa do que os empréstimos pessoais mais comuns.

 

Pesquise e fique ciente de todos os custos de um empréstimo

 

Na hora de calcular se a prestação cabe no bolso, é comum não levar em consideração certas taxas que serão adicionadas ao boleto mensal de pagamento. Essas taxas variam de uma instituição para outra, mas podemos agrupá-las sob o nome de Custo Efetivo Total (CET).

 

O CET é medido anualmente e inclui todos os encargos e despesas das operações, não somente a taxa de juros, mas também tarifas, tributos, seguro e outras despesas cobradas do cliente. Não basta considerar só os juros. Antes de contratar um empréstimo é preciso saber qual o CET daquela transação e em quanto ele irá aumentar a parcela. Não considerar esse custo tanto na hora de escolher onde pegar o empréstimo, quanto no planejamento do pagamento pode fazer com que você acabe bancando uma prestação maior do que esperado.

 

As instituições financeiras são obrigadas a informar o CET em qualquer financiamento, empréstimo ou leasing. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional as obriga a demonstrar o cálculo para o cliente e informá-lo o que pagará de fato ao contratar a transação. Não deixe de cobrar seus direitos!

 

Comprometer grande parte da renda por causa da dívida

 

Especialistas aconselham que o máximo que se pode comprometer da renda líquida mensal com o pagamento de débitos é 30%. Acima disso, a chance de ter problemas financeiros mais graves aumenta muito. O mais aconselhável é que todos os pagamentos parcelados sejam referentes a 20% do que se ganha no mês.

 

Sob pena de se ver obrigado a contrair novos créditos para tapar os buracos deixados por despesas imprevistas ou outros contratempos, é preciso encaixar a parcela do empréstimo dentro da porcentagem aconselhada.

 

Ver o empréstimo virar a temida ‘bola de neve’

 

Se você contratou um empréstimo, não observou as taxas com o cuidado devido, está sob a mira de juros altíssimos e observa sua dívida virar uma bola de neve aumentando exponencialmente todo mês, está na hora de repensar a situação.

 

Não buscar recursos para facilitar o pagamento pode deixar você em maus lençóis. Procurar o credor para tentar renegociar a dívida é a primeira providência a ser tomada. É mais interessante para a instituição financeira receber em outros termos do que ter um inadimplente.

 

Mas caso a negociação não renda um acordo, considere trocar sua dívida. Para quitar a primeira com juros muitos altos, adquira uma segunda sob condições mais estáveis. Ao decidir pela troca, não abra mão da organização e do planejamento para não repetir os mesmos erros.

 

A facilidade em se obter crédito pode ser benéfica quando nos encontramos em um momento delicado financeiramente. Mas, ela não vem sem ressalvas. O descontrole com os empréstimos pode levar a enormes prejuízos desnecessários. Para se proteger dos riscos ao pedir dinheiro emprestado, é preciso conhecer as regras do contrato, o que rege a transação e usar o bom senso na hora de administrar a dívida.

 

Teve experiências com empréstimos? Como você fez para quitar sua dívida? Conta pra gente nos comentários!

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