Empréstimo financeiro: saia da dívida sem gerar outras!

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A concessão de crédito no Brasil aumentou muito nos últimos dez anos. Hoje em dia, a grande maioria da população utiliza recursos financeiros cedidos por instituições para bancar suas contas extras, ou financiar bens e serviços pelos quais não são capazes de pagar em determinado momento.
Não é à toa que grande parte do crescimento do crédito no país deve-se à concessão de recursos para pessoas físicas. Quando se trata de crédito pessoal, o aumento chega a 766,7%, segundo pesquisa da Afenac. Em uma década, o total de 82,5 bilhões de reais concedidos para cidadãos comuns deu um salto enorme para a marca de 715,1 bilhões.

 

A oferta de empréstimos tão facilitada e diversificada é um risco para os cidadãos menos precavidos. Na banalização da opção, é fácil pensar que o dinheiro é obtido de forma mais fácil do que realmente deveria ser. Porém, é possível aproveitar a onda de crédito com responsabilidade.

 

Para utilizar esse recurso sem comprometer sua saúde financeira, é preciso se organizar. Antes mesmo de decidir contrair um empréstimo pessoal, é necessário planejar, analisar os cenários e ver qual é aquele que se encaixa melhor nas suas condições. O planejamento evita que quem pega o dinheiro emprestado acabe perdendo o controle das variáveis que envolvem uma transação como essa. Os riscos para quem pede um empréstimo pessoal podem ser revertidos, assumindo o controle da situação desde o início.

 

Ter prejuízo por escolher a modalidade de empréstimo errada

Pesquisar pelas instituições financeiras que fornecem as melhores condições para o empréstimo é essencial. Mas é preciso ainda averiguar as diferentes modalidades e suas implicações. Um financiamento é diferente de uma consignação em folha que, por sua vez, não é igual ao crédito pessoal sem garantias.

 

É necessário analisar a situação na qual se encontra, e o objetivo do empréstimo para contratar a modalidade mais adequada. Sem isso, você fica sob o risco de pagar mais juros do que deveria, ou abrir mão de facilidades que viriam a calhar em certos momentos.

 

Um empréstimo consignado em folha de pagamento, por exemplo, é uma modalidade oferecida geralmente a funcionários públicos e pensionistas, na qual as prestações são descontadas na fonte de pagamento. Por ter essa garantia, os juros são menores do que um empréstimo comum. Aliás, quanto maior a garantia, menor tendem a ser os juros. Um empréstimo cedido com um imóvel como garantia tem juros e condições de pagamento bem mais baixos e fáceis do que qualquer outra modalidade.

 

Além disso, há créditos específicos para certas situações, como o educacional, o rural, para reformas em imóveis. Eles têm condições e juros próprios e podem ser uma saída bem mais vantajosa do que os empréstimos pessoais mais comuns.

 

Pagar mais que o esperado por não considerar todos os custos da parcela

Na hora de calcular se a prestação cabe no bolso, é comum não levar em consideração certas taxas que serão adicionadas ao boleto mensal de pagamento. Essas taxas variam de uma instituição para outra, mas podemos agrupá-las sob o nome de Custo Efetivo Total (CET).

 

O CET é medido anualmente e inclui todos os encargos e despesas das operações, não somente a taxa de juros, mas também tarifas, tributos, seguro e outras despesas cobradas do cliente. Não basta considerar só os juros. Antes de contratar um empréstimo é preciso saber qual o CET daquela transação e em quanto ele irá aumentar a parcela. Não considerar esse custo tanto na hora de escolher onde pegar emprestado, quanto no planejamento do pagamento pode fazer com que você acabe bancando uma prestação maior do que esperado.

 

As instituições financeiras são obrigadas a informar o CET em qualquer financiamento, empréstimo ou leasing. Uma resolução do Conselho Monetário Nacional as obriga a demonstrar o cálculo para o cliente e informá-lo o que pagará de fato ao contratar a transação. Não deixe de cobrar seus direitos!

 

Comprometer grande parte da renda por causa da dívida

Especialistas aconselham que o máximo que se pode comprometer da renda líquida mensal com o pagamento de débitos é 30%. Acima disso, a chance de ter problemas financeiros mais graves aumenta muito. O mais aconselhável é que todos os pagamentos parcelados sejam referentes a 20% do que se ganha no mês.

 

Sob pena de se ver obrigado a contrair novos créditos para tapar os buracos deixados por despesas imprevistas ou outros contratempos, é preciso encaixar a parcela do empréstimo dentro da porcentagem aconselhada.

 

Ver o empréstimo virar a temida ‘bola de neve’

Se você contratou um empréstimo, não observou as taxas com o cuidado devido, está sob a mira de juros altíssimos e observa sua dívida virar uma bola de neve aumentando exponencialmente todo mês, está na hora de repensar a situação.

 

Não buscar recursos para facilitar o pagamento pode deixar você em maus lençóis. Procurar o credor para tentar renegociar a dívida é a primeira providência a ser tomada. É mais interessante para a instituição financeira receber em outros termos do que ter um inadimplente.

 

Mas caso a negociação não renda um acordo, considere trocar sua dívida. Para quitar a primeira com juros muitos altos, adquira uma segunda sob condições mais estáveis. Ao decidir pela troca, não abra mão da organização e do planejamento para não repetir os mesmos erros.

 

A facilidade em se obter crédito pode ser benéfica quando nos encontramos em um momento delicado financeiramente. Mas ela não vem sem ressalvas. O descontrole com os empréstimos pode levar a enormes prejuízos desnecessários. Para se proteger dos riscos ao pedir dinheiro emprestado, é preciso conhecer as regras do contrato, o que rege a transação e usar o bom senso na hora de administrar a dívida.

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