O que é e como investir em Fundo de Investimento?

Escrito por: - Publicado em: 10/11/2016

Na hora de cuidar do seu dinheiro e fazê-lo render, não faltam opções no mercado: você pode aplicar em títulos de renda fixa (como Tesouro Direto, CDB, LCI/LCA), comprar e vender ações na Bolsa de Valores ou investir em imóveis, entre diversas outras opções. Porém, cada vez mais as pessoas estão buscando investir em alternativas com uma gestão mais profissional e menos exposta a riscos. Nesse cenário, são os fundos de investimento que vem ganhando mais a atenção do público investidor.

 

Mas você sabe como funciona um Fundo de Investimento? Quais são suas vantagens e desvantagens? Como começar a investir em um? Para esclarecer possíveis dúvidas, explicamos neste artigo tudo sobre ele. Leia e descubra se os fundos de investimento são a alternativa ideal para você:

 

O que é Fundo de Investimento?

 

O Fundo de Investimento é um tipo de produto financeiro que reúne o dinheiro de diversas pessoas (os cotistas) com o objetivo de formar um grupo para realizar investimentos em conjunto.

 

O dinheiro total depositado no fundo de investimento é dividido em cotas. Cada cotista possui um número de cotas no fundo proporcional ao valor que investiu. Logo, quanto mais um investidor colocar dinheiro no fundo, maior será a sua porcentagem nele.

 

A administração e a gestão de um Fundo de Investimento, bem como a responsabilidade de todas as suas decisões de investimento, são realizadas por profissionais capacitados e por meio de empresas especializadas na área. Os fundos de investimento também são regidos por um regulamento interno, além da legislação específica das autoridades financeiras.

 

Tipos de fundos de investimentos

→  Curto Prazo: Aplicam em títulos com prazo menor do que 1 ano, com alta liquidez e baixo risco.

Referenciado: Aplicam seus recursos em ativos relacionados a um índice financeiro ou econômico – como a taxa CDI para os fundos DI.

→ Renda Fixa: Investem seu capital em títulos de renda fixa – tanto públicos quanto privados.

→ Multimercados: Mesclam aplicações em diversos ativos, como ações, derivativos câmbio e títulos de renda fixa.

→ Ações: Possuem pelo menos 67% de seus recursos investidos em ações negociadas na bolsa de valores.

→ Cambial: Investem em operações relacionadas à compra e venda de moeda estrangeira, como o dólar.

→ Imobiliário: Investem em ativos relacionados a empreendimentos imobiliários.

→ Fundos de fundos: Fundos que investem em outros fundos.

 

Como funciona um Fundo de Investimento?

 

A estrutura de funcionamento de um Fundo de Investimento é composta pelas seguintes partes, além do próprio investidor:

Gestora de Recursos

 

A gestora de recursos é a parte responsável por decidir onde e como investir os recursos em posse do fundo. Será ela que acompanhará diariamente o mercado e definirá qual estratégia de investimento utilizar.

 

Administrador

 

Representa o fundo perante as autoridades financeiras e cuida de sua situação jurídica, sempre defendendo o interesse dos cotistas.

 

Custodiante

 

Responsável por guardar e zelar pela segurança dos ativos investidos pelo fundo, registrando, liquidando e exercendo os direitos e obrigações dos ativos que o compõem.

 

Auditor Independente

 

Responsável pela auditoria de todas as operações do fundo – tanto na escrituração contábil do fundo quanto no valor de suas cotas, custos e taxas envolvidas.

 

Quais são as vantagens e desvantagens dos fundos de investimento?

 

Investir em um Fundo de Investimento pode ser interessante se você não tiver experiência com mercado financeiro e quiser uma gestão mais racional dos seus recursos. Porém, essa comodidade pode ter um preço alto, sob a forma de taxas de administração e tributação. Por isso, enumeramos abaixo as principais as vantagens e desvantagens de se investir em um Fundo de Investimento:

 

Vantagens

 

→ Gestão profissional e especializada

Por meio de um Fundo de Investimento, não é necessário ser um especialista em mercado financeiro para investir bem. A gestão dos recursos é feita por uma equipe de profissionais dedicada exclusivamente a gerenciar os recursos do fundo da melhor forma.

 

→ Diversificação

 

O Fundo de Investimento é um condomínio de investidores – logo, mesmo que o seu capital seja pequeno, ele será somado ao restante. Com um valor maior é possível comprar vários ativos diferentes, diversificando a carteira do fundo e diluindo o risco total dos investimentos.

 

→ Menores custos

 

Os fundos de investimento conseguem efetuar melhores negociações por terem um volume financeiro elevado. Isso faz com que os custos de transação, como corretagem e taxa de custódia, sejam diluídos entre os cotistas, aumentando a possibilidade de uma rentabilidade maior para o fundo.

 

Desvantagens

 

→ Tributação “come-cotas”

 

O participante do fundo tem a desvantagem de ser tributado pelo sistema “come-cotas”. O valor, cobrado duas vezes por ano, corresponde ao Imposto de Renda relativo aos ganhos do fundo. Por ser descontado antecipadamente, o come-cotas representa uma perda para o investidor, prejudicando sua rentabilidade.

 

→ Taxas de administração e performance

Outra desvantagem são as taxas cobradas. Normalmente é descontada uma taxa de 2% ao ano apenas pela administração do fundo, o que prejudica a rentabilidade do investidor. Além disso, costuma-se cobrar também uma taxa de 20% sobre o desempenho do fundo, se a rentabilidade do fundo exceder o seu índice de referência, como o Ibovespa ou a CDI, por exemplo.

 

Como escolher um Fundo de Investimento?

 

Para investir em um Fundo de Investimento, o interessado deve procurar uma corretora ou banco que ofereça esse tipo de produto, ou ir diretamente a uma gestora de recursos. Para escolher um fundo da melhor forma, o investidor também deve:

 

→ Analisar o valor das taxas de administração e performance cobradas;

→ Conferir quanto é o investimento mínimo inicial e a taxa mínima de aportes subsequentes;

→ Avaliar se as características do fundo e os ativos que ele investe estão de acordo com seu perfil;

→ Saber qual será o prazo do seu investimento – longo, médio ou curto prazo – e comparar com a política de saques e retiradas do fundo;

→ Conhecer o histórico de desempenho do fundo – mesmo sabendo que uma boa rentabilidade passada não significa um bom desempenho no futuro;

→ Descobrir a classificação de risco do fundo.

→ Checar se o fundo e a instituição gestora estão devidamente registrados e autorizados a operar pela CVM e pelo Banco Central.

 

Nenhum fundo é igual a outro – por isso, é recomendável ler a política de investimentos e o regulamento interno, para entender o seu funcionamento e perceber se ele se encaixa nas suas expectativas como investidor.

 

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