Por que é tão importante ter uma reserva financeira (e como fazer)?

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Muitas pessoas acabam enfrentando problemas financeiros por não seguirem uma ideia simples: fazer uma reserva financeira (ou fundo de emergência). Algumas acham desnecessário, outros sequer pensaram nisso por desconhecimento, mas uma coisa é fato: fazer uma pode tornar sua vida bem menos estressante e mais tranquila — e até mesmo mais prazerosa. Entenda por que é tao importante ter uma reserva financeira e saiba como criar uma. Acompanhe:

 

Para que serve o fundo de emergência?

 

A função essencial dele é ser um fundo monetário que pode ser utilizado em caso de algum problema urgente que demande um gasto imprevisível. E motivos que possam gerar altas despesas em curto prazo realmente não faltam: uma doença mais séria que precise de medicamentos caros; acidentes que envolvam a necessidade de aluguel de cadeiras de rodas e/ou muletas (e que podem fazer com que você tenha que se afastar do trabalho); problemas com o carro que envolvam compra de novas peças ou conserto por acidente; viagens inesperadas a negócios, entre outros.

 

Ou seja, uma reserva serve para todo e qualquer motivo emergencial que possa surgir, evitando dívidas, necessidade de recorrer a empréstimos e/ou cheque especial, e aliviando dores de cabeça futuras. Um outro ponto importante para o fundo de emergência é que ele pode ser extremamente útil em caso de perda de emprego, podendo ajudá-lo a manter as contas em dia até que se consiga uma nova vaga.

 

Como fazer uma reserva financeira?

 

Há diversas formas de criá-la. Não é possível esperar que venha uma grande quantidade de dinheiro a curto prazo (como venda de férias, dinheiro advindo de herança, venda de carro, 13º salário, abono salarial ou participação nos lucros da empresa). O ideal é que ele seja construído aos poucos, com pequenos depósitos todo mês de parte do seu salário ou do que sobrar no final do mês.

 

Mas então, como definir esse percentual do salário?

 

Bom, se você está começando agora, saiba que um fundo de emergência bem consolidado é aquele que possui o valor de um ano de seu trabalho (a dica é do consultor financeiro Mauro Calil). O motivo pelo qual o consultor define esse valor é para que, em caso de perda de emprego, você possa continuar mantendo seu padrão de consumo por um ano, até que sua situação seja reestabelecida. Por isso, mesmo com os depósitos mensais, caso você receba um valor maior durante esse período de consolidação do fundo de emergência, reserve-o também até atingir esse valor.

 

Após atingir essa meta, não pare de economizar. Você pode até colocar um pé no freio e diminuir o percentual por mês, mas não pode deixar de alimentá-lo (até porque você irá utilizá-lo de acordo com as emergências que forem surgindo, então é sempre bom ter um dinheiro a mais ali).

 

A forma mais indicada por especialistas é que você reserve 10% do seu salário todo mês para esse fundo. É um volume considerável de dinheiro reservado e não impacta tanto no seu orçamento mensal. Pense sempre que isso é um investimento.

 

Se achar pesado, comece com percentuais menores e vá aumentando ao longo dos meses. O importante é que, necessariamente, todo mês entre dinheiro novo nessa reserva. Se for possível, fique em torno de 15% a 20% do seu salário. Mais do que isso pode começar a comprometer suas contas.

 

Onde devo guardar meu fundo de emergência?

 

A solução mais simples a curto prazo é investir na caderneta de poupança. Primeiro porque o dinheiro fica desvinculado da conta corrente, não correndo risco de ser gasto erroneamente, além de ter um rendimento mensal. Ou seja, é uma forma de poupar e investir, já que haverá um ganho mesmo que pequeno (em torno de 0,05% ao mês).

 

Porém, fique de olho: diferentemente da poupança, alguns tipos de aplicações não deixam seu dinheiro disponível quando você quiser — podem pedir prazo de meses ou até um ano para que você possa movimentar esse dinheiro. Então, mesmo que você decida deixar parte do dinheiro ali como forma de investimento, pense em deixar uma parte reservada na poupança para que possa acessá-la imediatamente caso necessário.

 

Quando estiver com uma reserva maior, pense em migrar para outros tipos de fundo, tais como o fundo de renda fixa. O retorno financeiro é maior que o da poupança, mesmo com impostos, fazendo com que você ainda ganhe dinheiro com seu fundo de emergência.

 

Há diversos investimentos que você poderá fazer e nessa hora cabe conversar com um consultor financeiro ou o gerente do seu banco para conferir qual deles se encaixa melhor com a quantia disponível e com o tempo que você poderá deixar esse dinheiro parado (muitos desses investimentos se tornam prejuízo caso você faça retiradas de alto valor a curto prazo).

 

Então, viram a importância de poupar? Que tal começar hoje mesmo essa reserva financeira? Uma outra dica é fazer a leitura de outros posts relacionados à economia pessoal, abaixo:

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