Qual o melhor investimento a curto prazo?

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Definir o melhor investimento a curto prazo depende da avaliação de alguns fatores, como a quantia disponível, o tempo da aplicação financeira, a tolerância do investidor a riscos etc.

 

De qualquer forma, se você acumulou algum dinheiro, tem todas as razões para investi-lo por um período, mesmo que precise resgatar o recurso no curto prazo. Afinal, é melhor o dinheiro render juros do que ficar parado e ser corroído pela inflação, não é mesmo? Confira, a seguir, algumas dicas para escolher o melhor investimento a curto prazo!

 

Qual a importância da segurança?

 

No mercado financeiro, curto prazo pode ser entendido como um período que varia entre três meses e dois anos aproximadamente. Via de regra, quem procura por um investimento desse tipo vai precisar utilizar o dinheiro num prazo curto depois da aplicação. Logo, o melhor investimento a curto prazo deve ser seguro, já que um dos principais objetivos é proteger o capital aplicado. De modo geral, os investimentos de renda fixa são aqueles que preservam o dinheiro depositado, embora a rentabilidade não seja tão alta no curto prazo.

 

E a liquidez?

 

Podemos dizer que liquidez é a facilidade com que se pode sacar o dinheiro aplicado em um investimento. Por exemplo, imóveis têm baixa liquidez, pois não é tão fácil vender o bem e dispor do dinheiro logo em seguida. No mercado de ações, há papéis de empresas com alta e baixa liquidez. Nesse caso, para conseguir vender uma ação o investidor precisará encontrar um comprador disposto a pagar pelo preço que o vendedor acredita ser justo. A caderneta de poupança, por sua vez, tem alta liquidez, pois é possível sacar o dinheiro depositado a qualquer momento.

 

Algumas aplicações financeiras de renda fixa, como as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs), muitas vezes oferecem boas taxas de rentabilidade, embora possuam tempo de carência. E o que isso significa? Nesses casos, o investidor só poderá sacar o dinheiro após esse tempo, que é estabelecido no ato da aplicação. Portanto, antes de investir, deve-se analisar se o prazo de carência atende às necessidades de uso do dinheiro, pois se você precisar do recurso antes do prazo terá que aplicar em um investimento com bastante liquidez.

 

A poupança é o melhor investimento a curto prazo?

 

A caderneta de poupança é uma aplicação financeira antiga e popular no Brasil. Ainda assim, a rentabilidade oferecida por esse tipo de investimento é relativamente baixa se comparada a outras aplicações de renda fixa. Como vantagens, a poupança tem o fato de ser isenta de Imposto de Renda, não ter taxa de administração e ser protegida de perdas (como no caso de falência do banco) pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC), no valor de até R$ 250 mil por CPF.

 

A poupança também oferece alta liquidez, que é um fator importante para quem pode precisar do dinheiro a qualquer momento. Sobre esse ponto, vale destacar que alguns educadores financeiros não consideram a poupança como um investimento, mas sim como uma reserva de emergência.   Com tantos benefícios da caderneta, você pode estar pensando: “então, a poupança é o melhor investimento a curto prazo?”.  A resposta é: depende.

 

O capital que a pessoa tem, o tempo da aplicação e a tributação são alguns dos critérios que podem pesar na escolha do tipo de investimento. Por exemplo, se você tem uma quantia de R$ 5 mil e quer deixar o dinheiro aplicado por somente três meses, talvez seja mais interessante deixar o recurso na poupança, que é mais simples de operar. Caso contrário, se você for transferir o dinheiro para uma corretora, para colocá-lo em outras aplicações terá eventuais custos bancários com TED ou DOC. Essas tarifas podem comprometer a rentabilidade.

 

Investir em Tesouro Direto é uma boa opção no curto prazo?

 

As aplicações em títulos públicos (uma espécie de empréstimo ao governo federal) estão cada vez mais populares devido ao baixo valor mínimo para investimento, às taxas de juros oferecidas e à facilidade de compra e venda pela internet. Vale lembrar, porém, que nem sempre o Tesouro Direto é o melhor investimento em curto prazo. Para você entender quando a aplicação em títulos públicos pode ser vantajosa ou não, precisamos compreender alguns detalhes sobre a remuneração do Tesouro Direto.

 

Basicamente temos os títulos prefixados, em que a taxa de juros é acordada no ato da aplicação, e os pós-fixados, cuja rentabilidade é conhecida no vencimento do título. Também existem os títulos que pagam uma taxa prefixada e outra pós-fixada, como é o caso do Título IPCA+, que paga a variação da inflação no período do investimento. Vale lembrar que o Tesouro Direto rende o que foi acordado se o investidor continuar com o título até o vencimento. Caso precise vender o título antes, poderá eventualmente receber menos do que a taxa combinada ou até perder algum dinheiro, conforme a modalidade de título escolhida.

 

No curto prazo, até dois anos, o título público mais recomendado é aquele que paga a Selic, que é a taxa básica de juros da economia. Nesse caso, o investidor será remunerado pela variação da taxa no período. É importante ressaltar que o Tesouro Direto tem incidência de Imposto de Renda (IR), pela tabela regressiva, com as seguintes alíquotas: 22,5% (até 180 dias); 20% (de 181 a 360 dias); 17,5% (de 361 a 720 dias); e 15% (acima de 720 dias). O IR é cobrado sobre o rendimento bruto.

 

Para investir no Tesouro Direto também é preciso pagar uma taxa de custódia de 0,3% por ano para a BM&FBOVESPA e, possivelmente, uma taxa de administração para a corretora (geralmente de 0,1% a 0,5%) por operação realizada.   Para saber qual o melhor investimento a curto prazo, se a poupança ou o Tesouro Selic, você precisará avaliar qual é a taxa de juros básica da economia, o valor a ser aplicado e o tempo da aplicação. Por exemplo, se a taxa Selic estiver baixa, como a alíquota de IR é mais alta com menos de seis meses de aplicação, talvez não compense aplicar no Tesouro Direto.

 

Quais são as outras aplicações de renda fixa para curto prazo?

 

Caso você possua um capital de R$ 25 mil ou mais, pode colocar o dinheiro em aplicações como o Certificado de Depósito Bancário (CDB) ou as Letras de Crédito Imobiliário (LCIs) e Letras de Crédito do Agronegócio (LCAs). O CDB é remunerado por um percentual do Certificado de Depósito Interbancário (CDI), que é uma taxa usada nos empréstimos entre os próprios bancos e que fica muito perto da Selic.

 

Nos regastes de CDB, a partir do trigésimo dia de aplicação não há incidência de IOF (Imposto sobre Operação Financeiras). Porém, há cobrança de Imposto de Renda sobre o rendimento dos CDBs, por meio da tabela regressiva, de 22,5% a 15%. Para saber se vale mais a pena investir na poupança ou em CDBs, o investidor precisará saber qual o percentual do CDI que poderá receber na aplicação.

 

As vantagens das LCIs e das LCAs é que elas não possuem incidência de IR. Contudo, geralmente essas letras de crédito possuem tempo de carência, que pode não atender às necessidades de quem quer investir no curto prazo. Ainda assim, é possível encontrar em corretoras letras de crédito imobiliário que pagam 90% do CDI, com prazo de um ano de investimento, o que garante um rendimento superior ao da poupança. Nesses casos, a aplicação mínima geralmente parte de R$ 10 mil.

 

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