Vale a pena fazer um plano de saúde?

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Pagar a mensalidade do plano de saúde faz parte da rotina de milhares de brasileiros. Sempre que a fatura chega, é bem provável que você olhe para ela e nem se lembre da última vez que precisou ir ao médico, desconfiando da necessidade deste gasto que compromete boa parte da sua renda. Nessa hora, a gente pensa em tudo que poderia fazer com este dinheiro, não é?

 

Embora os especialistas sejam categóricos em afirmar que para investir e garantir uma boa aposentadoria no futuro é preciso fazer sacrifícios, a sua saúde não deve ser um deles. Portanto, é preciso avaliar com cuidado se abrir mão do gasto mensal com o plano de saúde é realmente uma vantagem.

 

Pagar mensalidade ou investir?

 

Muita gente acaba se questionando se não seria mais vantajoso cancelar o plano e fazer uma aplicação financeira que possa ser resgatada em caso de uma necessidade. Por mais que a ideia pareça boa a princípio, é preciso lembrar que procedimentos médicos custam muito caro e podem esgotar rapidamente suas reservas econômicas.

 

Uma emergência diante de uma situação grave, por exemplo, que demande internação, cirurgias e medicamentos, pode facilmente ultrapassar a casa dos milhares. Além disso, temos a triste realidade do sistema público de saúde no Brasil. Conseguir consultas através do SUS pode demorar meses, e a falta de equipamentos e profissionais acaba nos empurrando para o setor privado.

 

Tipos de plano de saúde

 

Se não dá para abrir mão, podemos pelo menos tentar encontrar uma melhor relação custo-benefício com o serviço. Existem várias modalidades de adesão aos planos de saúde, com vantagens e obrigações diferentes em cada uma delas. Consequentemente, os preços também variam.

 

De forma geral, podemos resumir os tipos de planos da seguinte maneira:

 

→ Plano de referência: é o plano mais completo e, por isso, mais caro. Garante cobertura à consultas, exames e tratamentos, além de cirurgias e transplantes;

 

→ Plano ambulatorial: é o plano mais básico, assegurando cobertura a consultas, procedimentos ambulatoriais, internação e cirurgias, inclusive tratamentos de hemodiálise, quimioterapia e radioterapia. Mas podem existir restrições de acordo com cada operadora.

 

→ Hospitalar: além da cobertura básica, oferece internação hospitalar em quarto comum ou em UTI, sem limite de prazos. Também cobre médicos e enfermeiras durante a internação.

 

→ Hospitalar com obstetrícia: além da cobertura hospitalar, inclui pré-natal, parto, assistência ao recém nascido e eventuais complicações pós-parto.

 

Fazendo as contas

 

Se você é uma pessoa saudável que não realiza nenhum tipo de tratamento e vai ao médico apenas para os exames preventivos de rotina, recomendamos a escolha do plano mais básico, do tipo ambulatorial. Nessa modalidade, os custos são bem mais acessíveis, com mensalidades mais baixas, e o usuário ainda pode optar por ter participação nas consultas, pagando pequenas taxas apenas quando precisar usar. Assim, dá pra reduzir ainda mais o valor mensal.

 

Uma boa analogia para se pensar sobre os planos de saúde é compará-los com o seguro de um automóvel, você só perceberá a importância quando precisar usar. Por mais que ele seja uma despesa e comprometa uma parte de sua renda, é um gasto que visa proteger um dos maiores bens que você pode possuir: sua saúde.

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